NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO

  ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

EM 31 DE MARÇO DE 2010 E 31 DE DEZEMBRO DE 2009

 (Valores expressos em milhares de reais)

 

 

1.         Contexto operacional

 

A Elekeiroz é uma sociedade anônima de capital aberto, controlada pela Itaúsa - Investimentos Itaú S.A., e conta com duas unidades industriais: Camaçari – BA e Várzea Paulista – SP, onde está sua sede. A Companhia tem por objetivo a industrialização e comercialização de produtos químicos e petroquímicos em geral, inclusive de tais produtos de terceiros, importação e exportação, bem como a participação em outras sociedades.

A Companhia conta com uma capacidade de produção de produtos químicos de mais de 700 mil toneladas anuais nas suas unidades industriais, que são destinados fundamentalmente para o setor industrial, especialmente construção civil, vestuário, automotivo e alimentício.

 

 

2.         Apresentação e elaboração das demonstrações financeiras

           

As demonstrações financeiras da Elekeiroz S.A. e consolidadas, aprovadas pelo Conselho de Administração em 04 de maio de 2010, foram elaboradas em conformidade com as práticas contábeis adotadas no Brasil, as quais abrangem a legislação societária, os Pronunciamentos, as Orientações e as Interpretações emitidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e as normas emitidas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM.) e incorporam as alterações trazidas pelas Leis nº 11.638/07 e nº 11.941/09. Com o advento da Lei 11.638/07, que atualizou a legislação societária brasileira para possibilitar o processo de convergência das práticas contábeis adotadas no Brasil com aquelas constantes nas normas internacionais de contabilidade (“International Financial Reporting Standards – IFRS”), novas normas e pronunciamentos técnicos contábeis vêm sendo expedidos em consonância com os padrões internacionais de contabilidade pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis – CPC. Durante 2009 foram emitidos 26 novos pronunciamentos técnicos (CPCs) e 12 interpretações técnicas (ICPs) pelo CPC, aprovados por Deliberações da CVM, para aplicação mandatória a partir de 2010 e 2009 para fins de comparabilidade. A Administração da Companhia efetuou a avaliação dos novos CPCs e ICPs, consideradas as operações praticadas pela companhia, os normativos que se aplicam aos negócios atuais são:

Conforme previsto na deliberação CVM n° 603 de 10 de novembro de 2009, a Companhia optou por apresentar o Formulário de Informações Trimestrais – ITR do primeiro trimestre de 2010 com base nas normas contábeis vigentes até 31 de dezembro de 2009. A Administração está em fase de conclusão sobre a avaliação dos possíveis impactos dos novos pronunciamentos. Este processo envolve a revisão de fluxos, controles internos, sistemas e outros aspectos relevantes e, até este momento, as análises não estão suficientemente avançadas para permitir a apresentação de estimativas seguras dos possíveis efeitos da adoção dos novos pronunciamentos contábeis.

 

3.         Sumário das principais práticas contábeis

 

a) Apuração do resultado – O resultado das operações é apurado em conformidade com o regime contábil de competência. A receita de venda de produtos é reconhecida no resultado quando os riscos e benefícios inerentes ao produto são transferidos para o comprador. Uma receita não é reconhecida se há uma incerteza significativa quanto à sua realização.  A partir de 1º de janeiro de 2008 a provisão para imposto de renda é constituída líquida da parcela relativa a incentivos fiscais.

 

b) Estimativas contábeis – A elaboração das demonstrações contábeis individuais e consolidadas está de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, que requerem que a Administração use de julgamento na determinação e registro de estimativas contábeis. Ativos e passivos significativos sujeitos a essas estimativas e premissas incluem o valor residual do ativo imobilizado, provisão para devedores duvidosos, estoques, imposto de renda e contribuição social diferidos, e as provisões para riscos fiscais, trabalhistas e cíveis. A liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores diferentes dos estimados devido a imprecisões inerentes ao processo de sua determinação. A Companhia e suas Controladas revisam as estimativas e premissas pelo menos trimestralmente.

 

 

c) Ativos circulante e não circulante

 

·         Caixa e equivalentes de caixa – Incluem os saldos em conta movimento e aplicações financeiras resgatáveis no prazo de até 90 dias da data da aplicação, registradas ao custo, acrescido dos rendimentos auferidos até a data do balanço, que não supera o valor de mercado. As aplicações financeiras estão demonstradas ao custo amortizado, acrescido das remunerações contratadas, reconhecidas proporcionalmente até as datas de encerramento das demonstrações contábeis, equivalentes ao seu valor de mercado. (nota 5)

 

·         Instrumentos financeirosInstrumentos financeiros não-derivativos incluem aplicações financeiras, investimentos em instrumentos de dívida e patrimônio, contas a receber e outros recebíveis, caixa e equivalentes de caixa, empréstimos e financiamentos, assim como contas a pagar e outras dívidas. Os instrumentos financeiros não-derivativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido, para instrumentos que não sejam reconhecidos pelo valor justo através de resultado, de quaisquer custos de transação diretamente atribuíveis. Posteriormente ao reconhecimento inicial, os instrumentos financeiros não derivativos são mensurados de acordo com sua respectiva classificação:

 

Instrumentos mantidos até o vencimentoSe a Companhia tem a intenção positiva e capacidade de manter até o vencimento seus instrumentos de dívida, estes são classificados como mantidos até o vencimento. Investimentos mantidos até o vencimento são mensurados pelo custo amortizado utilizando o método da taxa de juros efetiva, deduzido de eventuais reduções em seu valor recuperável.

Instrumentos disponíveis para vendaOs investimentos da Companhia em instrumentos de patrimônio e de certos ativos relativos a instrumentos de dívida são classificados como disponíveis para venda. Posteriormente ao reconhecimento inicial, são avaliados pelo valor justo e as  flutuações, exceto reduções em seu valor recuperável, e as diferenças em moeda estrangeira destes instrumentos, são reconhecidas diretamente no patrimônio líquido, líquidos dos efeitos tributários. Quando um investimento deixa de ser reconhecido, o ganho ou perda acumulada no patrimônio líquido é transferido para resultado.

Instrumentos financeiros ao valor justo através do resultadoUm instrumento é classificado pelo valor justo através do resultado se for mantido para negociação, ou seja, designado como tal quando do reconhecimento inicial. Os instrumentos financeiros são designados pelo valor justo através do resultado se a Companhia gerencia esses investimentos e toma a decisões de compra e venda com base em seu valor justo de acordo com a estratégia de investimento e gerenciamento de risco. Após reconhecimento inicial, custos de transação atribuíveis são reconhecidos nos resultados quando incorridos. Instrumentos financeiros ao valor justo através do resultado são medidos pelo valor justo, e suas flutuações são reconhecidas no resultado.

OutrosOutros instrumentos financeiros não-derivativos são mensurados pelo custo amortizado utilizando o método de taxa de juros efetiva, reduzidos por eventuais reduções no valor recuperável.

 

·         Duplicatas a receber de clientes – Referem-se a valores a receber de clientes e estão reduzidas, mediante provisão, aos seus valores prováveis de realização. A provisão para créditos de liquidação duvidosa é constituída em montante considerado suficiente pela Administração para fazer face a eventuais perdas na realização das contas a receber. (nota 6)

 

·         Estoques – Estão avaliados ao custo médio de aquisição ou produção, não excedendo os valores de mercado. Quando aplicável, constituímos provisão para estoques obsoletos e para ajustar estoques que excedam aos valores de realização. (nota 7)

 

 

 

·         Investimentos – Os investimentos em empresas controlada e coligada foram avaliados pelo método da equivalência patrimonial, com a contrapartida desses valores reconhecida em conta de resultado operacional, exceto as variações cambiais sobre investimentos no exterior, as quais são reconhecidas em conta específica no Patrimônio Líquido para serem reconhecidas no resultado quando da baixa ou venda do investimento. Os demais investimentos são registrados pelo valor de custo de aquisição, corrigido monetariamente até 31 de dezembro de 1995 e ajustados ao valor de mercado, quando aplicável. (nota 11)

 

·         Imobilizado e depreciação – O imobilizado está registrado ao custo de aquisição ou construção, corrigido monetariamente até 31 de dezembro de 1995, incluindo os juros incorridos durante a construção. A depreciação é calculada pelo método linear a taxas compatíveis com o prazo de vida útil dos bens. Para os equipamentos e instalações utilizados diretamente no processo produtivo é utilizado o método das unidades produzidas levando em consideração a vida útil econômica dos bens. (nota 12)

 

·         Intangível – Refere-se ao ágio apurado na aquisição de empresas que foram incorporadas. A amortização do ágio foi interrompida a partir de janeiro de 2009 e o saldo está sujeito à análise de recuperação (impairment).  (nota 13)

 

·         Redução ao valor recuperável dos ativos – A Companhia analisa periodicamente se existem evidências de que o valor contábil de um ativo não será recuperado.  O valor recuperável de um ativo é o maior valor entre: (a) seu valor justo menos custos que seriam incorridos para vendê-lo, e (b) seu valor de uso. O valor de uso é equivalente ao fluxo de caixa descontado (antes dos impostos) derivado do uso contínuo do ativo até o final da sua vida útil. Independentemente da existência de indicação de não recuperação de seu valor contábil, os saldos de ágio decorrente da combinação de negócios têm sua recuperação testada pelo menos uma vez por ano. Quando o valor residual do ativo excede o valor recuperável, a Companhia reconhece uma redução do saldo contábil desse ativo (impairment - deterioração). A análise do valor recuperável é realizada por unidade de negócio, que é a menor unidade geradora de caixa possível para identificação dos fluxos de caixa.

 

·         Demais ativos circulantes e não circulantes – São apresentados pelo valor de realização, incluindo, quando aplicável, os rendimentos, variações monetárias e cambiais auferidos ou, no caso de despesas antecipadas, ao custo.

 

d) Passivos circulante e não circulante

 

·         Passivos circulante e não circulante – Reconhecidos no balanço quando a Companhia possui uma obrigação legal ou como resultado de eventos passados, sendo provável que recursos econômicos sejam requeridos para liquidá-los. Alguns passivos envolvem incertezas quanto ao prazo e valor, sendo estimados na medida em que são incorridos e registrados através de provisão. As provisões são registradas tendo como base as melhores estimativas do risco envolvido.

A determinação da obrigação estimada relativa a processos fiscais, cíveis e trabalhistas envolve julgamento profissional por parte da Administração. A Companhia está sujeita a diversas demandas, sendo parte em processos fiscais, cíveis e trabalhistas sobre diversos assuntos, decorrentes do curso normal das suas atividades de negócios. A Companhia contabiliza provisão para perdas prováveis nos referidos processos passíveis de serem estimados com razoável precisão. O julgamento da Companhia está baseado na opinião dos seus advogados internos e externos. Os saldos são ajustados de forma a refletir mudanças nas circunstâncias dos processos em andamento. Os resultados efetivos podem vir a diferir das referidas estimativas.

Encontram-se atualizados, quando pertinente, às taxas de câmbio e encargos financeiros, nos termos dos contratos vigentes, de modo que reflitam os valores incorridos até a data do balanço. Os itens do não circulante estão ajustados a valor presente quando pertinente.

 

·         TributaçãoAs receitas de vendas estão sujeitas aos seguintes impostos e contribuições, pelas seguintes alíquotas básicas:

 

 

 

Alíquotas

ICMS (Estado de São Paulo)

18%

ICMS (Estado da Bahia)

17%

ICMS (outros Estados)

7% ou 12%

IPI

0 ou 5%

PIS

1,65%

COFINS         

7,6%

 

Esses encargos são apresentados como deduções de vendas nas demonstrações do resultado. Os créditos decorrentes da não cumulatividade do PIS/COFINS são apresentados reduzindo o custo dos produtos vendidos nas demonstrações do resultado.

O Imposto de Renda está calculado à alíquota de 15% sobre o lucro tributável, acrescida do adicional de 10% e estão sendo compensados os prejuízos fiscais existentes. A Contribuição Social Sobre o Lucro está calculada à alíquota de 9% sobre o lucro contábil ajustado, também considerando a compensação de bases negativas. A Companhia é beneficiária de redução parcial do Imposto de Renda sobre os resultados operacionais da sua base produtiva de Camaçari – BA no percentual de 75% até 31 de dezembro de 2015 (nota 9a). O Imposto de Renda e a Contribuição Social diferidos estão apresentados no Ativo e Passivo Não Circulante. (nota 9b)

 

·         Depósitos judiciais, provisão para impostos e contribuições e provisão para contingências – Em decorrência da adoção da Deliberação CVM no 489/05, os depósitos judiciais estão reclassificados para o passivo como redutores das contas “Provisão para impostos e contribuições” e “Provisão para contingências”. (nota 17)

 

·         Empréstimos e financiamentos – Os empréstimos e financiamentos são atualizados pelas variações monetárias ou cambiais, conforme aplicável, e acrescidos de juros incorridos até a data do balanço. (nota 15)

 

e) Lucro ou prejuízo por ação – O lucro ou prejuízo por ação é calculado com base no número de ações em circulação na data do balanço.

 

 

 

4.             Demonstrações contábeis consolidadas

           

As demonstrações contábeis consolidadas foram elaboradas segundo os princípios básicos de consolidação e as normas estabelecidas pela Comissão de Valores Mobiliários - CVM. O processo de consolidação inclui os seguintes principais procedimentos:

a) Eliminação dos saldos das contas de ativos e passivos mantidos entre as empresas consolidadas;

b) Eliminação dos investimentos proporcionalmente às participações da controladora nos patrimônios líquidos das controladas;

c) Eliminação dos saldos de receitas e despesas decorrentes de negócios entre as Companhias consolidadas;e

d) Eliminação de lucros não realizados decorrentes de transações entre as companhias consolidadas, quando relevantes.

O exercício social das companhias incluídas na consolidação é coincidente com o da controladora.

 

Informações resumidas sobre as demonstrações contábeis da controlada:

 

Castletown Trading S.A.

Mar/2010

Dez/2009

ATIVO

 

 

   Circulante

1.208

1.180

Total do ativo

1.208

1.180

Passivo e patrimônio líquido

 

 

   Circulante

58

55

   Patrimônio líquido

1.150

1.125

Total do passivo e patrimônio líquido

1.208

1.180

Demonstração do resultado

 

 

   Despesas operacionais líquidas

(1)

(5)

Prejuízo do exercício

(1)

(5)

 

 

5.             Caixa e equivalentes de caixa

 

 

Controladora

Consolidado

 

Mar/2010

Dez/2009

Mar/2010

Dez/2009

Caixa

25

21

25

21

Contas bancárias

620

803

620

803

Aplicações financeiras de liquidez imediata

 

 

 

 

          Mantidas até o vencimento

872

856

872

856

          Disponíveis para negociação

51.399

39.895

51.399

39.895

Investimentos em ações – disponíveis para venda

1.953

1.886

1.953

1.886

Total

54.869

43.461

54.869

43.461

Circulante

54.869

43.461

54.869

43.461

Não circulante

-

-

-

-

 

 

 

As aplicações classificadas como mantidas até o vencimento referem-se a aplicações no BNB – Banco do Nordeste do Brasil como contrapartida da Companhia relativa a incentivos fiscais de imposto de renda (depósito para reinvestimento).

 

As aplicações classificadas como disponíveis para negociação são representadas basicamente por Certificado de Depósito Bancários – CDB pós fixados com rendimento atrelado à taxa CDI. Pela natureza desses investimentos, os valores contábeis refletem o valor de resgate na data do balanço.

 

Os investimentos em ações referem-se a ações da Eletrobrás avaliadas a valor justo e as flutuações reconhecidas no patrimônio líquido.

 

 

6.             Clientes

 

 

Controladora

Consolidado

 

Mar/2010

Dez/2009

Mar/2010

Dez/2009

Clientes no país

99.970

69.092

99.970

69.092

Clientes no exterior

51.004

24.212

51.005

24.213

Adiantamento contrato de exportação – ACE

(39.680)

(10.127)

(39.680)

(10.127)

Provisão p/ créditos de liquidação duvidosa

(3.224)

(3.197)

(3.224)

(3.197)

Total

108.070

79.980

108.071

79.981

 

 

 

7.             Estoques

 

 

Controladora e Consolidado

 

Mar/2010

Dez/2009

Produtos acabados

21.561

30.045

Matérias primas, auxiliares e embalagens

25.173

21.427

Almoxarifado geral

9.832

9.842

Material em trânsito e em poder de terceiros

6.290

21.117

Adiantamento a fornecedores

1.715

2.043

Importações em andamento

2.239

2.345

Provisões para perdas nos estoques

(434)

(794)

Total

66.376

86.025

 

 

 

8.             Créditos tributários e impostos a recuperar

 

 

 

 

Controladora e Consolidado

 

 

Mar/2010

 

Dez/2009

Impostos a recuperar / compensar

 

 

 

 

   Contribuição social sobre lucro

 

-

 

121

   Imposto de renda

 

789

 

1.257

 

 

 

 

 

   ICMS a compensar sobre aquisições de ativos

 

2.105

 

2.341

   (-) Ajuste a valor presente

 

(233)

 

(272)

 

 

 

 

 

   Créditos acumulados de ICMS – SP

 

192

 

675

 

 

 

 

 

   Créditos acumulados de ICMS – BA

 

40.289

 

38.575

   Créditos acumulados de ICMS exportação – BA

 

24.595

 

25.527

   (-) Ajuste a valor presente

 

(9.640)

 

(9.640)

 

 

 

 

 

   Créditos acumulados de PIS e COFINS

 

2.589

 

5.213

   Créditos acumulados de PIS e COFINS sobre aquisições de ativos

 

957

 

1.149

 

 

 

 

 

   Outros

 

1.531

 

3.192

Total      

 

63.174

 

68.138

Demonstrado como:

 

 

 

 

   Circulante

 

30.107

 

34.916

   Não circulante

 

33.067

 

33.222

 

 

 

A Companhia acumulou créditos de ICMS em sua unidade de produção na Bahia em função: (i) das exportações que por lá realiza, (ii) de vendas ao mercado local para empresas beneficiadas com diferimento desse tributo naquele Estado, e (iii) de vendas para fora daquele Estado com alíquotas interestaduais menores do que as internas que são pagas nas compras de insumos.

 

Em maio de 2008 o Governo do Estado da Bahia reduziu a alíquota nas vendas internas de alguns produtos químicos, entre eles as principais matérias primas utilizadas pela Companhia, permitindo a utilização de parte dos créditos acumulados.

 

Em dezembro de 2008, a Companhia firmou um termo de acordo com a Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, com um cronograma de liberação dos créditos acumulados que foram ao longo de 2009 e no primeiro trimestre de 2010 parte transferidos a terceiros. Com base nesse acordo foi revertida a provisão para perda e possibilitou à Administração da Companhia elaborar um fluxo estimado para a realização dos créditos de ICMS. De forma a refletir o valor atualizado desse ativo foi calculado e registrado o Ajuste a Valor Presente sobre esses créditos.

 

 

9.             Imposto de renda e contribuição social sobre lucro líquido

 

(a)           Reconciliação da despesa de IR e CSLL

 

 

Controladora e Consolidado

Composição da despesa de IRPJ e CSLL

Mar/2010

 

Mar/2009

Lucro (prejuízo) antes do imposto de renda e da contribuição social

9.278

 

(51.589)

(-) Compensação de prejuízo fiscal e base negativa

(2.784)

 

-

  Imposto de renda e contribuição social alíquota de 34%

(2.208)

 

-

  Adições e exclusões permanentes

147

 

-

  Adições e exclusões temporárias

(1.392)

 

6.121

  Juros sobre capital próprio

-

 

-

  Imposto diferido sobre prejuízo fiscal e base negativa

-

 

26.224

  Incentivos fiscais

847

 

 

Imposto de renda e contribuição social

(2.606)

 

32.345

  Imposto de renda corrente

(757)

 

-

  Contribuição social corrente

(607)

 

-

  Imposto de renda diferido

(916)

 

25.993

  Contribuição social diferida

(326)

 

6.352

 

 

 

(b)           Composição do saldo do imposto de renda e da contribuição social diferidos

 

Em conformidade com a Deliberação CVM nº 273 e Instrução CVM nº 371, a Companhia possui registrados no Ativo Não Circulante ativos fiscais diferidos decorrentes de diferenças temporárias, prejuízos fiscais e bases negativas no montante de R$ 38.926.  O saldo dos créditos tributários e obrigações fiscais diferidas consolidadas (Imposto de Renda e Contribuição Social), em 31 de março de 2010 é representado por:

 

 

 

Saldo Consolidado Mar/2010

  Diferenças temporárias, representadas por: 

 

 

    Prejuízos fiscais e bases negativas

 

23.774

    Provisão para devedores duvidosos

 

1.096

    Provisão para contingências trabalhistas

 

3.077

    Provisão para contingências fiscais

 

2.050

    Ajuste a valor presente – ativo não circulante

 

3.669

    Ágio amortizado

 

381

   Outras provisões

 

4.879

Total

 

38.926

 

 

Expectativa de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias

2010

4.087

2011

4.667

2012

2.725

2013

200

2014 em diante

3.473

Total

15.152

 

 

Considerando o histórico e rentabilidade da Companhia  e com base nas projeções de resultados para os próximos exercícios, foram registrados no ativo os créditos fiscais decorrentes de prejuízos fiscais na apuração de Imposto de Renda e bases negativas da Contribuição Social sobre o Lucro Liquido, no montante de R$ 19.792 e R$ 3.982 respectivamente.

 

Expectativa de realização dos créditos tributários sobre prejuízos fiscais e bases negativas

2010

5.172

2011

7.410

2012

7.368

2013

3.824

Total

23.774

 

A Companhia possui registrado no passivo não circulante passivo fiscal diferido no valor de R$ 1.852 decorrente do ganho de capital na venda da unidade fabril de Taubaté a prazo. O ganho de capital está sendo oferecido à tributação conforme o recebimento das parcelas da venda.

 

 

10.          Valores a receber

 

 

Controladora e Consolidado

 

Mar/2010

Dez/2009

Títulos a receber – venda de ativos

9.966

11.013

Títulos a receber – cessão de direitos

4.330

4.438

Outros valores a receber

1.891

2.555

(-) Ajuste a valor presente

(917)

(1.036)

Total

15.270

16.970

Circulante

9.331

9.232

Não circulante

5.939

7.738

 

 

11.          Investimentos

 

Principais dados do investimento avaliado pelo Método da Equivalência Patrimonial – MEP e custo em 31 de março :

 

 

Mar/2010

Dez/2009

 

 

 

Castletown  Trading S.A.

 

 

Patrimônio líquido

1.150

1.125

Quantidade de ações possuídas (lote de mil)

7.350

7.350

Participação (%)

100

100

Variação cambial do investimento

26

(386)

Resultado da equivalência patrimonial

(1)

(4)

Total dos investimentos avaliados pelo MEP

1.150

1.125

Investimentos avaliados pelo custo

7.247

7.247

Total investimentos

8.397

8.372

 

 

12.          Imobilizado

 

Composição do imobilizado

 

 

A depreciação dos equipamentos e instalações industriais é variável em função dos volumes de produção, com as taxas médias entre 8% a 10% ao ano.

 

13.          Intangível

 

 

Controladora e Consolidado

 

Mar/2010

Dez/2009

Intangível

886

886

ÁGIO A AMORTIZAR

 

 

Ágio e deságio na aquisição de investimentos

53.072

53.072

Amortização do ágio e deságio

(34.915)

(34.915)

 

18.157

18.157

Total

18.966

19.043

 

A Companhia possui ágio decorrente da diferença entre o valor de aquisição e o valor do patrimônio líquido das controladas, apurado na data de aquisição em exercícios passados, fundamentado na expectativa de rentabilidade futura e com base na projeção de resultados da investida com base em projeções de fluxo de caixa para um período de 10 anos. Após a incorporação da controladora pela controlada, o ágio foi transferido da conta de investimentos para ativo diferido e em função das alterações introduzidas pela Lei nº 11.638/07 para a conta de intangível.

 

 

14.          Partes relacionadas

 

As transações com empresas pertencentes a controladora Itaúsa, referem-se a compras e vendas de produtos e serviços, sendo realizadas a preços, prazos e condições usuais de mercado.

 

 

a)     Itaú Seguros – contratação de apólices de seguros.

b)    Itaú Banco – caixa e equivalentes de caixa.

c)     Itaú Corretora – prestação de serviços de custódia de ações.

d)    Itaúsa Empreendimentos – prestação de serviços de análise econômica e financeira; pagamento de dividendos.

e)     Itautec – aquisição de hardware, software e serviços.

f)     Duratex – aluguel imobiliário e compra de produtos acabados.

g)    Elekpart – pagamento de dividendos.

h)     Itaúsa –  pagamento de dividendos.

 

 

 

 

 

15.          Instituições financeiras

 

Os financiamentos, referentes a investimentos em ampliação e modernização das instalações e capital de giro, têm as seguintes características:

 

 

 

Os montantes não circulante têm a seguinte composição por ano de vencimento:

 

 

Controladora e Consolidado

 

Mar/2010

 

2011

2.253

 

2012 em diante

7.650

 

Total

9.903

 

 

 

Para financiar a continuidade futura dos programas de modernização, racionalização e automação para o aumento da produtividade e redução dos custos operacionais, foi obtida junto ao BNDES linha de crédito de longo prazo de R$ 116.681. Já foram liberados até 31 de março de 2010 R$ 14.619. 

 

 

16.          Dividendos e participações

 

 

Controladora e Consolidado

 

Mar/2010

Dez/2009

Juros sobre capital próprio

1.202

1.541

Participações administradores

459

284

Participações de empregados

479

-

Total

2.140

1.825

 

 

A participação dos administradores está limitada a 10% do lucro líquido após o imposto de renda e ao montante de suas retiradas conforme descrito no Estatuto da Companhia. A participação dos colaboradores está vinculada aos resultados conforme acordo firmado com os trabalhadores através de comissão eleita para esse fim.

 

17.       Impostos a pagar não circulante e provisão para contingências

 

A Companhia mantém no Passivo Não Circulante como Impostos a Pagar, 100% do valor dos tributos não recolhidos em função de medidas judiciais, devidamente atualizados monetariamente e provisões suficientes para cobrir eventuais perdas tributárias, trabalhistas e cíveis, classificadas em um primeiro momento como prováveis.  A Administração acredita, baseada na opinião de seus consultores legais, que as provisões são suficientes para cobrir as perdas prováveis decorrentes de decisões desfavoráveis, bem como que as decisões definitivas não terão impactos significativos na posição econômico-financeira da Companhia em 31 de março de 2010. No quadro abaixo o montante dessas contingências, suas provisões e depósitos judiciais:

 

(a)   Impostos a pagar não circulante

 

 

Controladora e Consolidado

 

Mar/2010

Dez/2009

    PIS e COFINS

21.432

21.322

    COFINS e salário educação    

16.097

16.097

    (-) Depósito judicial

(16.097)

(16.097)

    IRPJ e CSLL

-

-

    Outros

134

105

    (-) Depósito judicial

(105)

(105)

Total impostos a pagar não circulante

37.663

37.524

Total depósito judicial

(16.202)

(16.202)

Total líquido

21.461

21.322

 

               

A Companhia compensou créditos decorrentes de ação judicial questionando a constitucionalidade dos Decretos-lei 2445 e 2449 de 1988 que alteraram a forma de apuração do PIS, mantendo essas compensações provisionadas e devidamente atualizadas no Passivo Não Circulante, no montante de R$ 21.432.

 

Em decorrência de medidas judiciais questionando a legalidade da cobrança do diferencial de alíquota de 1% da COFINS e do Salário educação, a Companhia depositou judicialmente até o período findo em março de 2010 o montante de R$ 16.097 relativo a esses tributos que estão integralmente provisionados no Passivo Não Circulante.

 

(b)   Provisão para contingências

 

 

Controladora e Consolidado

 

Mar/2010

Dez/2009

Trabalhistas e cíveis

38.128

40.059

   Provável

13.487

12.469

   Possível

24.641

27.590

Tributário

75.620

74.938

   Provável

19.353

19.227

   Possível

56.267

55.711

Total provável

32.840

31.696

(-) Depósito judicial

(2.893)

(3.257)

Total líquido

29.947

28.439

Total possível

80.908

83.301

 

 

As ações trabalhistas, cíveis e tributárias classificadas como perda provável estão provisionadas integramente no Passivo Não Circulante da Companhia.

 

 

18.       Capital social

 

a) Capital subscrito e integralizado

Em 31 de março de 2010 o capital subscrito e integralizado é de R$ 220.000, dividido em 31.485.170 ações escriturais, sem valor nominal, sendo 14.518.150 ordinárias e 16.967.020 preferenciais sem direito a voto.

 

b) Características das ações

As ações preferenciais, sem direito a voto, terão as seguintes características:

(a)   Prioridade, em relação às ações ordinárias, no recebimento do dividendo obrigatório;

(b)   Dividendo, por ação preferencial, nunca inferior ao que for atribuído a cada ação ordinária;

(c)   Participação nos aumentos de capital decorrentes de capitalização de reservas e lucros; 

(d)   Prioridade, em relação às ações ordinárias, no reembolso do capital, sem prêmio, no caso de liquidação

da Companhia;

(e)   Direito de, em eventual alienação de controle, serem incluídas em oferta pública de aquisição de ações, de modo a que lhes assegure preço unitário igual a 80% do valor pago por ação com direito a voto, integrante do bloco de controle; 

(f)    Dividendo prioritário mínimo, anual e não cumulativo, de R$ 2,00 por mil ações, que será ajustado em caso de desdobramento ou grupamento.

 

 

19.       Dividendos e juros sobre capital próprio

 

Os acionistas têm direito de receber, como dividendo obrigatório, importância equivalente a 25% do lucro líquido apurado no mesmo exercício, ajustado pela diminuição ou acréscimo dos valores especificados nas letras “a” e “b” do inciso I do artigo 202 da Lei nº 6.404/76 e observados os incisos II e III do mesmo dispositivo legal.

           

 

20.       Resultado financeiro

 

O resultado financeiro é constituído das seguintes despesas e receitas financeiras:

 

 

Controladora

Consolidado

 

Mar/2010

Mar/2009

Mar/2010

Mar/2009

   Receita financeira

1.612

3.001

1.612

3.001

   Variação monetária e cambial ativa

6.455

1.480

6.455

1.480

   Reversão do ajuste a valor presente

119

585

119

585

Total receita financeira

8.186

5.066

8.186

5.066

 

 

 

 

 

   Despesa financeira

(909)

(3.303)

(909)

(3.303)

   Variação monetária e cambial passiva

(6.998)

(1.450)

(6.998)

(1.450)

Total despesa financeira

(7.907)

(4.753)

(7.907)

(4.753)

Resultado financeiro líquido

279

313

279

313

 

 

21.       Instrumentos financeiros

 

Os valores de realização estimados de ativos e passivos financeiros da Companhia e da sua controlada foram determinados por meio de informações disponíveis no mercado e metodologias apropriadas de avaliações. Julgamentos foram requeridos na interpretação dos dados de mercado para produzir as estimativas dos valores de realização mais adequada. Como conseqüência, as estimativas a seguir não indicam, necessariamente, os montantes que poderão ser realizados no mercado de troca corrente. O uso de diferentes metodologias de mercado pode ter um efeito material nos valores de realização estimados.

 

A administração desses instrumentos é efetuada por meio de estratégias operacionais, visando liquidez, rentabilidade e segurança. A política de controle consiste em acompanhamento permanente das taxas contratadas versus as vigentes no mercado. A Companhia e sua controlada não efetuam aplicações de caráter especulativo em derivativos ou quaisquer outros ativos de risco.

 

a)     Valor de mercado – Em atendimento ao Pronunciamento Técnico CPC nº 14 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento, Mensuração e Evidenciação, em 31 de março de 2010, os valores de mercado dos principais instrumentos financeiros apresentados, não possuem diferenças significativas dos valores contabilizados. A classificação dos instrumentos financeiros está apresentada no quadro a seguir.

 

Disponível e aplicações financeiras – O numerário disponível corresponde aos recursos em caixa e contas correntes e corresponde ao seu valor contábil.

As aplicações financeiras em CDB pós-fixados e Fundos de Investimentos DI estão classificadas como destinadas à negociação. Os outros investimentos referem-se aos depósitos para reinvestimento (incentivo fiscal do imposto de renda) e estão classificados como mantidos até o vencimento. O investimento em ações refere-se a ações da Eletrobrás e está classificado como disponível para venda.  O valor contábil dos instrumentos financeiros reflete o valor de mercado.

 

 

 

Consolidado

 

Contábil

Mercado

 

 

 

Numerário disponível

645

645

CDBs pós-fixados – mantidos para negociação

50.446

50.446

Fundos investimentos – mantidos para negociação

953

953

Outros investimentos – mantidos até o vencimento

872

872

Ações – disponíveis para venda

1.953

1.953

Total

54.869

54.869

 

 

Financiamentos circulante e não circulante: O valor contábil foi determinado utilizando-se as taxas de juros pactuadas junto às instituições financeiras, as quais refletem o valor de mercado, consideradas as condições e natureza dessas operações e o porte da Companhia, dentre outros.

 

b)    Os Principais riscos que afetam o negócio da Companhia podem ser assim enumerados:

 

Risco de crédito: As vendas da Companhia apresentam baixa concentração, não havendo clientes representando mais de 5% do faturamento líquido. A Companhia possui uma política de crédito que estabelece limites e prazos, dentro dos padrões de liquidez, que são determinados por diversos instrumentos de rating. Além da diversificação no mercado interno, uma parcela representativa de produtos é destinada ao mercado externo, seguindo o mesmo procedimento de avaliação de risco.

 

Risco de câmbio: A Companhia tem participação expressiva de exportações nas suas receitas, e em consequência supre suas necessidades de capital de giro através de linhas de financiamento atreladas às exportações, dado que essas apresentam taxas e condições mais atraentes que as alternativas de financiamento de capital de giro em moeda local.

 

Risco de preço: O setor químico brasileiro está altamente inserido no mercado globalizado, sendo os preços em geral fortemente influenciados pelas condições internacionais de oferta e demanda, com isso tanto nossos preços de vendas como nossas compras de matérias-primas, apresentam ciclos de altas praticamente simultâneos, preservando uma margem média que possibilita a sustentação do negócio.

 

Risco de taxa de juros: As captações são efetivadas com taxas de juros fixas, dentro de condições normais de mercado, e atualizadas e registradas pelo valor de liquidação na data do balanço.

 

c)     Operações com derivativos – a Companhia não possui nenhum contrato de derivativo na data de 31 de março de 2010.

 

d)    Análise de sensibilidade

 

Risco cambial – Com base nos saldos de ativos e passivos expostos ao câmbio em 31 de março, a Companhia realizou duas simulações com aumentos nas taxas de câmbio (R$/US$) de 25% e 50%, cujos resultados estão resumidos a seguir:

           

                 

 

22.       Plano de outorga de opções de ações, plano de previdência, remuneração dos administradores e participações estatutárias dos administradores da companhia

 

 

a) Plano de outorga de opções

 

Com o objetivo de integrar os administradores e funcionários no processo de desenvolvimento da sociedade a médio e longo prazo, a AGE realizada em 31de julho de 2003 deliberou instituir um plano de outorga de opções de ações, facultando aos mesmos participarem das valorizações que seu trabalho e dedicação trouxerem para as ações representativas do capital da Companhia. Até o encerramento dessas demonstrações o referido plano ainda não havia produzido quaisquer efeitos a serem reconhecidos nos resultados da Companhia.

 

 

b) Plano de previdência

 

A Elekeiroz S.A. oferece a todos os seus colaboradores a participação em um plano de previdência do tipo contribuição definida (Plano PAI-CD). O plano é administrado pela Fundação Itaúsa Industrial, entidade fechada de previdência privada sem fins lucrativos da qual a Companhia é uma das patrocinadoras. Pela natureza do plano, não há risco atuarial e o risco dos investimentos é dos participantes do mesmo. O regulamento vigente prevê a participação da patrocinadora com 100% do montante aportado pelos funcionários, tendo resultado em contribuições dos funcionários e da patrocinadora  no total de R$ 266 no primeiro trimestre de 2010 (R$ 768 no primeiro trimestre de 2009).

 

c) Remuneração dos administradores

 

A remuneração paga aos administradores da Companhia até 31 de março de 2010 foi de R$ 672 a título de honorários, registrado na rubrica Despesas Administrativas (R$ 465 em 31 de março de 2009).

 

Foram pagos também até 31 de março de 2009 R$ 2.652 relativos ao saldo de participações estatutárias sobre os lucros do exercício de 2008.

 

Ao Plano de Aposentadoria Complementar dos administradores foram efetuados depósitos de R$ 108 no primeiro trimestre de 2010 (R$ 427 no primeiro trimestre de 2009).

 

23.      Cobertura de seguros

           

A Administração considera ser suficiente o nível de cobertura de seguros para fazer face a eventuais sinistros em vista da natureza dos bens da Companhia e dos riscos inerentes. Em 31 de março de 2010, a cobertura de seguros e riscos diversos para os bens do imobilizado e estoques é de R$ 261.869 (R$ 246.907 em 31 de março de 2009).

 

24.       Perdas não recorrentes nos estoques

 

A Companhia tem como política manter estoques de matérias-primas e de produtos acabados apenas nas quantidades essenciais à sua operação normal.

No início de 2009, em decorrência da crise financeira global, quedas significativas nos preços e volumes de vendas resultaram na existência de estoques de enxofre, ácido sulfúrico e isobutanol em valor superior ao esperado de sua realização.

Até o encerramento do 1º trimestre de 2009 a Companhia reconheceu integralmente a perda de R$ 43.354 no valor desses estoques conforme demonstrado em linha específica justamente para melhor evidenciação do ocorrido.

 

25.       Demonstração do cálculo do LAJIDA (EBITDA).

 

 

 

Controladora

Consolidado

 

Mar/2010

Mar/2009

Mar/2010

Mar/2009

Lucro (prejuízo) operacional antes do resultado financeiro, equivalência patrimonial e amortização de ágio

9.930

(52.616)

9.929

(52.618)

(+) Depreciações e amortizações

6.376

5.238

6.376

5.238

(+) Valor residual de ativos baixados

87

121

87

121

EBITDA

16.393

(47.257)

16.392

(47.259)