NOTAS EXPLICATIVAS DA
ADMINISTRAÇÃO
ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009 E
2008
(Valores expressos em milhares de reais)
1. Contexto operacional
A Elekeiroz é uma sociedade anônima de
capital aberto, controlada pela Itaúsa - Investimentos Itaú S.A., e conta com
duas unidades industriais: Camaçari – BA e Várzea Paulista – SP, onde está sua
sede. A Companhia tem por objetivo a industrialização e comercialização de
produtos químicos e petroquímicos em geral, inclusive de tais produtos de
terceiros, importação e exportação, bem como a participação em outras
sociedades.
A Companhia conta com uma capacidade de
produção de produtos químicos de mais de 700 mil toneladas anuais nas suas
unidades industriais, que são destinados fundamentalmente para o setor
industrial, especialmente construção civil, vestuário, automotivo e
alimentício.
2.
Apresentação e elaboração das demonstrações
financeiras
As demonstrações financeiras da Elekeiroz
S.A. e consolidadas, aprovadas pelo Conselho de Administração em 24 de
fevereiro de 2010, foram elaboradas em conformidade com as práticas contábeis
adotadas no Brasil, as quais abrangem a legislação societária, os
Pronunciamentos, as Orientações e as Interpretações emitidas pelo Comitê de
Pronunciamentos Contábeis (CPC) e as normas emitidas pela Comissão de Valores
Mobiliários (CVM.) e incorporam as alterações trazidas pelas Leis nº 11.638/07
e nº 11.941/09. Com o advento da Lei 11.638/07, que atualizou a legislação
societária brasileira para possibilitar o processo de convergência das práticas
contábeis adotadas no Brasil com aquelas constantes nas normas internacionais
de contabilidade (“International Financial Reporting Standards – IFRS”), novas
normas e pronunciamentos técnicos contábeis vêm sendo expedidos em consonância
com os padrões internacionais de contabilidade pelo Comitê de Pronunciamentos
Contábeis – CPC. Durante 2009 foram emitidos 26 novos pronunciamentos técnicos
(CPCs) e 12 interpretações técnicas (ICPs) pelo CPC, aprovados por Deliberações
da CVM, para aplicação mandatória a partir de 2010 e 2009 para fins de
comparabilidade. A Administração da Companhia efetuou a avaliação dos novos
CPCs e ICPs, consideradas as operações praticadas pela companhia, os normativos
que se aplicam aos negócios atuais são:

A Companhia está analisando os efeitos que os
novos pronunciamentos poderão ter em suas demonstrações financeiras e nos
resultados dos exercícios seguintes.
3.
Sumário das principais práticas
contábeis
a) Apuração
do resultado – O resultado das operações é apurado em conformidade com o
regime contábil de competência. A receita de venda de produtos é reconhecida no
resultado quando os riscos e benefícios inerentes ao produto são transferidos
para o comprador. Uma receita não é reconhecida se há uma incerteza
significativa quanto à sua realização. A
partir de 1º de janeiro de
b)
Estimativas contábeis –
A elaboração das demonstrações contábeis individuais e consolidadas está de
acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, que requerem que a
Administração use de julgamento na determinação e registro de estimativas
contábeis. Ativos e passivos significativos sujeitos a essas estimativas e
premissas incluem o valor residual do ativo imobilizado, provisão para
devedores duvidosos, estoques, imposto de renda e contribuição social
diferidos, e as provisões para riscos fiscais, trabalhistas e cíveis. A
liquidação das transações envolvendo essas estimativas poderá resultar em
valores diferentes dos estimados devido a imprecisões inerentes ao processo de
sua determinação. A Companhia e suas Controladas revisam as estimativas e
premissas pelo menos trimestralmente.
c) Ativos circulante e não circulante
·
Caixa e equivalentes de caixa – Incluem os saldos em conta
movimento e aplicações financeiras resgatáveis no prazo de até 90 dias da data
da aplicação, registradas ao custo, acrescido dos rendimentos auferidos até a
data do balanço, que não supera o valor de mercado. As aplicações financeiras
estão demonstradas ao custo amortizado, acrescido das remunerações contratadas,
reconhecidas proporcionalmente até as datas de encerramento das demonstrações
contábeis, equivalentes ao seu valor de mercado. (nota 5)
·
Instrumentos financeiros – Instrumentos financeiros
não-derivativos incluem aplicações financeiras, investimentos em instrumentos
de dívida e patrimônio, contas a receber e outros recebíveis, caixa e
equivalentes de caixa, empréstimos e financiamentos, assim como contas a pagar
e outras dívidas. Os instrumentos financeiros não-derivativos são reconhecidos
inicialmente pelo valor justo acrescido, para instrumentos que não sejam
reconhecidos pelo valor justo através de resultado, de quaisquer custos de
transação diretamente atribuíveis. Posteriormente ao reconhecimento inicial, os
instrumentos financeiros não derivativos são mensurados de acordo com sua
respectiva classificação:
Instrumentos mantidos até
o vencimento – Se a Companhia tem a intenção positiva e capacidade de
manter até o vencimento seus instrumentos de dívida, estes são classificados
como mantidos até o vencimento. Investimentos mantidos até o vencimento são
mensurados pelo custo amortizado utilizando o método da taxa de juros efetiva,
deduzido de eventuais reduções em seu valor recuperável.
Instrumentos
disponíveis para venda – Os
investimentos da Companhia em instrumentos de patrimônio e de certos ativos
relativos a instrumentos de dívida são classificados como disponíveis para
venda. Posteriormente ao reconhecimento inicial, são avaliados pelo valor justo
e as flutuações, exceto reduções em seu
valor recuperável, e as diferenças em moeda estrangeira destes instrumentos,
são reconhecidas diretamente no patrimônio líquido, líquidos dos efeitos
tributários. Quando um investimento deixa de ser reconhecido, o ganho ou perda
acumulada no patrimônio líquido é transferido para resultado.
Instrumentos financeiros ao
valor justo através do resultado – Um instrumento é classificado pelo valor
justo através do resultado se for mantido para negociação, ou seja, designado
como tal quando do reconhecimento inicial. Os instrumentos financeiros são
designados pelo valor justo através do resultado se a Companhia gerencia esses
investimentos e toma a decisões de compra e venda com base em seu valor justo
de acordo com a estratégia de investimento e gerenciamento de risco. Após
reconhecimento inicial, custos de transação atribuíveis são reconhecidos nos
resultados quando incorridos. Instrumentos financeiros ao valor justo através
do resultado são medidos pelo valor justo, e suas flutuações são reconhecidas
no resultado.
Outros – Outros
instrumentos financeiros não-derivativos são mensurados pelo custo amortizado
utilizando o método de taxa de juros efetiva, reduzidos por eventuais reduções
no valor recuperável.
·
Duplicatas a receber de clientes – Referem-se a valores a receber de
clientes e estão reduzidas, mediante provisão, aos seus valores prováveis de
realização. A provisão para créditos de liquidação duvidosa é constituída em
montante considerado suficiente pela Administração para fazer face a eventuais
perdas na realização das contas a receber. (nota 6)
·
Estoques – Estão avaliados ao custo médio de
aquisição ou produção, não excedendo os valores de mercado. Quando aplicável,
constituímos provisão para estoques obsoletos e para ajustar estoques que excedam
aos valores de realização. (nota 7)
·
Investimentos – Os investimentos em empresas controlada
e coligada foram avaliados pelo método da equivalência patrimonial, com a
contrapartida desses valores reconhecida em conta de resultado operacional,
exceto as variações cambiais sobre investimentos no exterior, as quais são
reconhecidas em conta específica no Patrimônio Líquido para serem reconhecidas
no resultado quando da baixa ou venda do investimento. Os demais investimentos
são registrados pelo valor de custo de aquisição, corrigido monetariamente até
31 de dezembro de 1995 e ajustados ao valor de mercado, quando aplicável. (nota
11)
·
Imobilizado e depreciação – O imobilizado está registrado ao
custo de aquisição ou construção, corrigido monetariamente até 31 de dezembro
de 1995, incluindo os juros incorridos durante a construção. A depreciação é
calculada pelo método linear a taxas compatíveis com o prazo de vida útil dos
bens. Para os equipamentos e instalações utilizados diretamente no processo
produtivo é utilizado o método das unidades produzidas levando em consideração
a vida útil econômica dos bens. (nota 12)
·
Intangível – Refere-se ao ágio apurado na
aquisição de empresas que foram incorporadas. A amortização do ágio foi
interrompida a partir de janeiro de 2009 e o saldo está sujeito à análise de
recuperação (impairment). (nota 13)
·
Redução ao valor recuperável dos ativos – A Companhia analisa periodicamente se
existem evidências de que o valor contábil de um ativo não será
recuperado. O valor recuperável de um
ativo é o maior valor entre: (a) seu valor justo menos custos que seriam
incorridos para vendê-lo, e (b) seu valor de uso. O valor de uso é equivalente
ao fluxo de caixa descontado (antes dos impostos) derivado do uso contínuo do
ativo até o final da sua vida útil. Independentemente da existência de
indicação de não recuperação de seu valor contábil, os saldos de ágio
decorrente da combinação de negócios têm sua recuperação testada pelo menos uma
vez por ano. Quando o valor residual do ativo excede o valor recuperável, a Companhia
reconhece uma redução do saldo contábil desse ativo (impairment - deterioração). A análise do valor recuperável é
realizada por unidade de negócio, que é a menor unidade geradora de caixa
possível para identificação dos fluxos de caixa. Em 31/12/2009 e 31/12/2008 não
foram apuradas perdas a serem contabilizadas.
·
Demais ativos circulantes e não
circulantes – São
apresentados pelo valor de realização, incluindo, quando aplicável, os
rendimentos, variações monetárias e cambiais auferidos ou, no caso de despesas
antecipadas, ao custo.
d) Passivos circulante e não
circulante
·
Passivos circulante e não circulante – Reconhecidos no balanço quando a Companhia
possui uma obrigação legal ou como resultado de eventos passados, sendo
provável que recursos econômicos sejam requeridos para liquidá-los. Alguns
passivos envolvem incertezas quanto ao prazo e valor, sendo estimados na medida
em que são incorridos e registrados através de provisão. As provisões são
registradas tendo como base as melhores estimativas do risco envolvido.
A
determinação da obrigação estimada relativa a processos fiscais, cíveis e
trabalhistas envolve julgamento profissional por parte da Administração. A Companhia
está sujeita a diversas demandas, sendo parte em processos fiscais, cíveis e
trabalhistas sobre diversos assuntos, decorrentes do curso normal das suas
atividades de negócios. A Companhia contabiliza provisão para perdas prováveis
nos referidos processos passíveis de serem estimados com razoável precisão. O
julgamento da Companhia está baseado na opinião dos seus advogados internos e
externos. Os saldos são ajustados de forma a refletir mudanças nas
circunstâncias dos processos em andamento. Os resultados efetivos podem vir a
diferir das referidas estimativas.
Encontram-se atualizados, quando
pertinente, às taxas de câmbio e encargos financeiros, nos termos dos contratos
vigentes, de modo que reflitam os valores incorridos até a data do balanço. Os
itens do não circulante estão ajustados a valor presente quando pertinente.
(nota 15)
·
Tributação – As receitas de vendas estão sujeitas aos seguintes impostos e
contribuições, pelas seguintes alíquotas básicas:
|
|
Alíquotas |
|
ICMS (Estado
de São Paulo) |
18% |
|
ICMS (Estado
da Bahia) |
17% |
|
ICMS
(outros Estados) |
7% ou 12% |
|
IPI |
0 ou 5% |
|
PIS |
1,65% |
|
COFINS |
7,6% |
Esses encargos são apresentados como
deduções de vendas nas demonstrações do resultado. Os créditos decorrentes da
não cumulatividade do PIS/COFINS são apresentados reduzindo o custo dos
produtos vendidos nas demonstrações do resultado.
O
Imposto de Renda está calculado à alíquota de 15% sobre o lucro tributável,
acrescida do adicional de 10% e estão sendo compensados os prejuízos fiscais
existentes. A Contribuição Social Sobre o Lucro está calculada à alíquota de 9%
sobre o lucro contábil ajustado, também considerando a compensação de bases
negativas. A Companhia é beneficiária de redução parcial do Imposto de Renda
sobre os resultados operacionais da sua base produtiva de Camaçari – BA no
percentual de 75% até 31 de dezembro de 2015 (nota 9a). O Imposto de Renda e a
Contribuição Social diferidos estão apresentados no Ativo e Passivo Não
Circulante. (nota 9b)
·
Depósitos judiciais, provisão para impostos
e contribuições e provisão para contingências – Em decorrência da adoção da Deliberação CVM no
489/05, os depósitos judiciais estão reclassificados para o passivo como
redutores das contas “Provisão para impostos e contribuições” e “Provisão para
contingências”. (nota 18)
·
Empréstimos e financiamentos – Os empréstimos e financiamentos são
atualizados pelas variações monetárias ou cambiais, conforme aplicável, e
acrescidos de juros incorridos até a data do balanço. (nota 16)
e) Lucro ou prejuízo por ação – O lucro
ou prejuízo por ação é calculado com base no número de ações em circulação na
data do balanço.
4.
Demonstrações
contábeis consolidadas
As demonstrações contábeis
consolidadas foram elaboradas segundo os princípios básicos de consolidação e
as normas estabelecidas pela Comissão de Valores Mobiliários - CVM. O processo
de consolidação inclui os seguintes principais procedimentos:
a) Eliminação dos saldos das contas de
ativos e passivos mantidos entre as empresas consolidadas;
b) Eliminação dos investimentos
proporcionalmente às participações da controladora nos patrimônios líquidos das
controladas;
c) Eliminação dos saldos de receitas e
despesas decorrentes de negócios entre as Companhias consolidadas;e
d) Eliminação de lucros não realizados
decorrentes de transações entre as companhias consolidadas, quando relevantes.
O exercício social das companhias
incluídas na consolidação é coincidente com o da controladora.
Informações resumidas sobre as
demonstrações contábeis da controlada:
|
Castletown Trading |
Dez/2009 |
Dez/2008 |
|
ATIVO |
|
|
|
Circulante |
1.180 |
1.587 |
|
Total do ativo |
1.180 |
1.587 |
|
Passivo e patrimônio
líquido |
|
|
|
Circulante |
55 |
70 |
|
Patrimônio líquido |
1.125 |
1.517 |
|
Total do passivo e patrimônio
líquido |
1.180 |
1.587 |
|
Demonstração do
resultado |
|
|
|
Despesas operacionais líquidas |
(5) |
(7) |
|
Prejuízo do exercício |
(5) |
(7) |
5.
Caixa
e equivalentes de caixa
|
|
Controladora |
Consolidado |
||
|
|
Dez/2009 |
Dez/2008 |
Dez/2009 |
Dez/2008 |
|
Caixa |
21 |
34 |
21 |
34 |
|
Contas
bancárias |
803 |
4.584 |
803 |
4.587 |
|
Aplicações
financeiras de liquidez imediata |
- |
- |
- |
- |
|
Mantidas até o vencimento |
856 |
2.638 |
856 |
2.638 |
|
Disponíveis para negociação |
39.895 |
69.102 |
39.895 |
69.102 |
|
Investimentos
em ações – disponíveis para venda |
1.886 |
1.438 |
1.886 |
1.438 |
|
Total |
43.461 |
77.796 |
43.461 |
77.799 |
|
Circulante |
43.461 |
77.796 |
43.461 |
77.799 |
|
Não circulante |
- |
- |
- |
- |
As aplicações classificadas como
mantidas até o vencimento referem-se a aplicações no BNB – Banco do Nordeste do
Brasil como contrapartida da Companhia relativa a incentivos fiscais de imposto
de renda (depósito para reinvestimento).
As aplicações classificadas como
disponíveis para negociação são representadas basicamente por Certificado de
Depósito Bancários – CDB pós fixados com rendimento atrelado à taxa CDI. Pela
natureza desses investimentos, os valores contábeis refletem o valor de resgate
na data do balanço.
Os investimentos em ações referem-se a
ações da Eletrobrás avaliadas a valor justo e as flutuações reconhecidas no
patrimônio líquido.
6.
Clientes
|
|
Controladora |
Consolidado |
||
|
|
Dez/2009 |
Dez/2008 |
Dez/2009 |
Dez/2008 |
|
Clientes
no país |
69.092 |
54.312 |
69.092 |
54.312 |
|
Clientes
no exterior |
24.212 |
18.220 |
24.213 |
18.221 |
|
Adiantamento
contrato de exportação – ACE |
(10.127) |
- |
(10.127) |
- |
|
Provisão
p/ créditos de liquidação duvidosa |
(3.197) |
(2.194) |
(3.197) |
(2.194) |
|
Total |
79.980 |
70.338 |
79.981 |
70.339 |
7.
Estoques
|
|
Controladora
e Consolidado |
|
|
|
Dez/2009 |
Dez/2008 |
|
Produtos
acabados |
49.935 |
44.693 |
|
Matérias
primas, auxiliares e embalagens |
25.815 |
71.232 |
|
Almoxarifado
geral |
11.069 |
12.737 |
|
Provisões
para perdas nos estoques |
(794) |
(2.711) |
|
Total |
86.025 |
125.951 |
8.
Créditos
tributários e impostos a recuperar
|
|
|
Controladora e
Consolidado |
||
|
|
|
Dez/2009 |
|
Dez/2008 |
|
Impostos
a recuperar / compensar |
|
|
|
|
|
Contribuição social sobre lucro |
|
121 |
|
1.156 |
|
Imposto de renda |
|
1.257 |
|
2.935 |
|
|
|
|
|
|
|
ICMS a compensar sobre aquisições de
ativos |
|
2.341 |
|
3.042 |
|
(-) Ajuste a valor presente |
|
(272) |
|
(363) |
|
|
|
|
|
|
|
Créditos acumulados de ICMS – SP |
|
675 |
|
2.503 |
|
|
|
|
|
|
|
Créditos acumulados de ICMS – BA |
|
38.575 |
|
42.083 |
|
Créditos acumulados de ICMS exportação – BA |
|
25.527 |
|
40.903 |
|
(-) Ajuste a valor presente |
|
(9.640) |
|
(12.480) |
|
|
|
|
|
|
|
Créditos acumulados de PIS e COFINS |
|
5.213 |
|
908 |
|
Créditos acumulados de PIS e COFINS sobre
aquisições de ativos |
|
1.149 |
|
1.358 |
|
|
|
|
|
|
|
Outros |
|
3.192 |
|
1.120 |
|
Total |
|
68.138 |
|
83.165 |
|
Demonstrado
como: |
|
|
|
|
|
Circulante |
|
34.916 |
|
33.555 |
|
Não circulante |
|
33.222 |
|
49.610 |
A Companhia acumulou créditos de ICMS
em sua unidade de produção na Bahia em função: (i) das exportações que por lá
realiza, (ii) de vendas ao mercado local para empresas beneficiadas com
diferimento desse tributo naquele Estado, e (iii) de vendas para fora daquele Estado
com alíquotas interestaduais menores do que as internas que são pagas nas
compras de insumos.
Em maio de 2008 o Governo do Estado da
Bahia reduziu a alíquota nas vendas internas de alguns produtos químicos, entre
eles as principais matérias primas utilizadas pela Companhia, permitindo a
utilização de parte dos créditos acumulados.
Em
dezembro de 2008, a Companhia firmou um termo de acordo com a Secretaria da
Fazenda do Estado da Bahia, com um cronograma de liberação dos créditos
acumulados que foram ao longo de 2009 parte transferidos a terceiros. Com base
nesse acordo foi revertida a provisão para perda e possibilitou à Administração
da Companhia elaborar um fluxo estimado para a realização dos créditos de ICMS.
De forma a refletir o valor atualizado desse ativo foi calculado e registrado o
Ajuste a Valor Presente sobre esses créditos.
9.
Imposto
de renda e contribuição social sobre lucro líquido
(a)
Reconciliação da despesa de IR e CSLL
|
|
Controladora e
Consolidado |
||
|
Composição da despesa
de IRPJ e CSLL |
Dez/2009 |
|
Dez/2008 |
|
Lucro (prejuízo) antes do imposto de renda e da contribuição
social |
(21.944) |
|
91.922 |
|
(-)
Compensação de prejuízo fiscal e base negativa |
- |
|
(27.577) |
|
Imposto de renda e contribuição social
alíquota de 34% |
- |
|
(21.877) |
|
Adições e exclusões permanentes |
- |
|
(1.995) |
|
Adições e exclusões temporárias |
750 |
|
980 |
|
Juros sobre capital próprio |
- |
|
4.758 |
|
Imposto diferido sobre prejuízo fiscal e
base negativa |
25.024 |
|
- |
|
Incentivos fiscais |
|
|
7.458 |
|
Imposto
de renda e contribuição social |
25.774 |
|
(10.676) |
|
Imposto de renda corrente |
- |
|
(4.151) |
|
Contribuição social corrente |
- |
|
(4.132) |
|
Imposto de renda diferido |
21.230 |
|
(1.806) |
|
Contribuição social diferida |
4.544 |
|
(587) |
(b)
Composição do saldo do imposto de renda
e da contribuição social diferidos
Em conformidade com a Deliberação CVM
nº 273 e Instrução CVM nº 371, a Companhia possui registrados no Ativo Não
Circulante ativos fiscais diferidos decorrentes de diferenças temporárias, prejuízos
fiscais e bases negativas no montante de R$ 40.381. O saldo dos créditos tributários e obrigações
fiscais diferidas consolidadas (Imposto de Renda e Contribuição Social), em 31
de dezembro de 2009 é representado por:
|
|
|
Saldo
Consolidado Dez/2009 |
|
Diferenças temporárias, representadas por: |
|
|
|
Prejuízos fiscais e bases negativas |
|
25.024 |
|
Provisão para devedores duvidosos |
|
1.087 |
|
Provisão para contingências trabalhistas |
|
2.813 |
|
Provisão para contingências fiscais |
|
2.031 |
|
Ajuste a valor presente – ativos não circulante |
|
3.723 |
|
Ágio amortizado |
|
425 |
|
Outras provisões |
|
5.278 |
|
Total |
|
40.381 |
|
Expectativa
de realização dos créditos tributários sobre diferenças temporárias |
|
|
2010 |
4.626 |
|
2011 |
4.260 |
|
2012 |
2.813 |
|
2013 |
204 |
|
2014 em diante |
3.454 |
|
Total |
15.357 |
Considerando o
histórico e rentabilidade da Companhia e
com base nas projeções de resultados para os próximos exercícios, foram
registrados no ativo os créditos fiscais decorrentes de prejuízos fiscais na
apuração de Imposto de Renda e bases negativas da Contribuição Social sobre o
Lucro Liquido, no montante de R$ 20.703 e R$ 4.321 respectivamente.
|
Expectativa
de realização dos créditos tributários sobre prejuízos fiscais e bases negativas
|
|
|
2010 |
5.172 |
|
2011 |
7.410 |
|
2012 |
8.359 |
|
2013 |
4.083 |
|
Total |
25.024 |
A Companhia possui registrado no passivo
não circulante passivo fiscal diferido no valor de R$ 2.064 decorrente do ganho
de capital na venda da unidade fabril de Taubaté a prazo. O ganho de capital
está sendo oferecido à tributação conforme o recebimento das parcelas da venda.
10.
Valores
a receber
|
|
Controladora
e Consolidado |
|
|
|
Dez/2009 |
Dez/2008 |
|
Títulos a receber
– venda de ativos |
11.013 |
15.560 |
|
Títulos a receber
– cessão de direitos |
4.438 |
8.415 |
|
Outros
valores a receber |
2.555 |
907 |
|
(-) Ajuste
a valor presente |
(1.036) |
(1.442) |
|
Total |
16.970 |
23.440 |
|
Circulante |
9.232 |
11.302 |
|
Não circulante |
7.738 |
12.138 |
11.
Investimentos
Principais dados dos investimentos
avaliados pelo Método da Equivalência Patrimonial – MEP e custo em 31 de
dezembro :

12.
Imobilizado
a)
Composição do imobilizado
|
|
|
|
Controladora e Consolidado |
||||
|
|
|
|
Dez/2009 |
|
Dez/2008 |
||
|
|
Taxas |
|
Custo |
Depreciação |
Valor |
|
Valor |
|
Imobilizado |
anuais de |
|
|
|
|
|
|
|
|
depreciação |
|
corrigido |
acumulada |
residual |
|
residual |
|
Terrenos |
- |
|
11.088 |
- |
11.088 |
|
11.088 |
|
Construções |
4% |
|
56.036 |
(32.477) |
23.559 |
|
24.623 |
|
Equipamentos e instalações (i) |
8% a 10% |
|
372.764 |
(208.468) |
164.296 |
|
152.881 |
|
Equipamentos de Informática |
20% |
|
3.207 |
(2.425) |
782 |
|
779 |
|
Móveis e utensílios |
10% |
|
6.340 |
(5.034) |
1.306 |
|
1.438 |
|
Veículos |
20% |
|
2.247 |
(1.206) |
1.041 |
|
957 |
|
Outros ativos |
10% e 20% |
|
17 |
(13) |
4 |
|
9 |
|
Imobilizado em andamento |
- |
|
20.332 |
- |
20.332 |
|
38.652 |
|
Total |
|
|
472.031 |
(249.623) |
222.408 |
|
230.427 |
A depreciação dos equipamentos e
instalações industriais é variável em função dos volumes de produção, com as
taxas médias entre 8% a 10% ao ano.
b)
Movimentação do imobilizado custo


13.
Intangível
|
|
Controladora
e Consolidado |
|
|
|
Dez/2009 |
Dez/2008 |
|
Intangível |
886 |
742 |
|
ÁGIO A AMORTIZAR |
|
|
|
Ágio
e deságio na aquisição de investimentos |
53.072 |
53.072 |
|
Amortização
do ágio e deságio |
(34.915) |
(34.915) |
|
|
18.157 |
18.157 |
|
Total |
19.043 |
18.899 |
A Companhia possui ágio
decorrente da diferença entre o valor de aquisição e o valor do patrimônio
líquido das controladas, apurado na data de aquisição em exercícios passados,
fundamentado na expectativa de rentabilidade futura e com base na projeção de
resultados da investida com base em projeções de fluxo de caixa para um período
de 10 anos. Após a incorporação da controladora pela controlada, o ágio foi
transferido da conta de investimentos para ativo diferido e em função das
alterações introduzidas pela Lei nº 11.638/07 para a conta de intangível.
14.
Partes
relacionadas
As transações com empresas
pertencentes a controladora Itaúsa, referem-se a compras e vendas de produtos e
serviços, sendo realizadas a preços, prazos e condições usuais de mercado.

a)
Itaú
Seguros – contratação de apólices de seguros.
b)
Itaú
Banco – caixa e equivalentes de caixa.
c)
Itaú
Corretora – prestação de serviços de custódia de ações.
d)
Itaúsa
Empreendimentos – prestação de serviços de análise econômica e financeira; pagamento
de dividendos.
e)
Itautec
– aquisição de hardware, software e serviços.
f)
Duratex
– aluguel imobiliário e compra de produtos acabados.
g)
Elekpart
– pagamento de dividendos.
h)
Itaúsa
– pagamento de dividendos.
15.
Impostos,
taxas e contribuições; outras provisões
e outros
|
|
Controladora |
Consolidado |
||
|
|
Dez/2009 |
Dez/2008 |
Dez/2009 |
Dez/2008 |
|
Impostos
a pagar |
1.248 |
2.523 |
1.248 |
2.523 |
|
Encargos
sociais a pagar |
1.422 |
1.476 |
1.422 |
1.476 |
|
Comissões
a pagar |
1.082 |
1.181 |
321 |
159 |
|
Provisões
diversas |
3.211 |
4.448 |
3.211 |
4.448 |
|
Outras
contas a pagar |
1.788 |
5.843 |
1.843 |
5.913 |
|
Total |
8.751 |
15.471 |
8.045 |
14.519 |
16.
Instituições
financeiras
Os financiamentos, referentes a
investimentos em ampliação e modernização das instalações e capital de giro,
têm as seguintes características:

Os montantes não circulante têm a
seguinte composição por ano de vencimento:
|
|
Controladora
e Consolidado |
|
|
|
Dez/2009 |
|
|
2011 |
2.999 |
|
|
2012 em diante |
7.622 |
|
|
Total |
10.621 |
|
Para financiar a continuidade futura
dos programas de modernização, racionalização e automação para o aumento da
produtividade e redução dos custos operacionais, foi obtida junto ao BNDES
linha de crédito de longo prazo de R$ 116.681. Já foram liberados até 31 de
dezembro de 2009 R$ 14.619.
17.
Dividendos
e participações
|
|
Controladora
e Consolidado |
|
|
|
Dez/2009 |
Dez/2008 |
|
Juros sobre
capital próprio |
1.541 |
7.789 |
|
Participações
administradores |
284 |
3.048 |
|
Participações
de empregados |
- |
2.274 |
|
Total |
1.825 |
13.111 |
A participação dos administradores
está limitada a 10% do lucro líquido após o imposto de renda e ao montante de
suas retiradas conforme descrito no Estatuto da Companhia. A participação dos
colaboradores está vinculada aos resultados conforme acordo firmado com os
trabalhadores através de comissão eleita para esse fim.
18. Impostos
a pagar não circulante e provisão para contingências
A Companhia mantém no Passivo Não
Circulante como Impostos a Pagar, 100% do valor dos tributos não recolhidos em
função de medidas judiciais, devidamente atualizados monetariamente e provisões
suficientes para cobrir eventuais perdas tributárias, trabalhistas e cíveis,
classificadas em um primeiro momento como prováveis. A Administração acredita, baseada na opinião
de seus consultores legais, que as provisões são suficientes para cobrir as
perdas prováveis decorrentes de decisões desfavoráveis, bem como que as decisões
definitivas não terão impactos significativos na posição econômico-financeira
da Companhia em 31 de dezembro de 2009. No quadro abaixo o montante dessas
contingências, suas provisões e depósitos judiciais:
(a)
Impostos a pagar não circulante
|
|
Controladora
e Consolidado |
|
|
|
Dez/2009 |
Dez/2008 |
|
PIS e COFINS |
21.322 |
37.630 |
|
COFINS e salário educação |
16.097 |
16.097 |
|
(-) Depósito judicial |
(16.097) |
(16.097) |
|
IRPJ e CSLL |
- |
4.881 |
|
Outros |
105 |
5.620 |
|
(-) Depósito judicial |
(105) |
(2.395) |
|
Total impostos a pagar não circulante |
37.524 |
64.228 |
|
Total depósito judicial |
(16.202) |
(18.492) |
|
Total líquido |
21.322 |
45.736 |
A Companhia compensou créditos
decorrentes de ação judicial questionando a constitucionalidade dos
Decretos-lei 2445 e 2449 de 1988 que alteraram a forma de apuração do PIS,
mantendo essas compensações provisionadas e devidamente atualizadas no Passivo
Não Circulante, no montante de R$ 21.322. Parte das compensações efetuadas de
COFINS com PIS, que estavam provisionadas, foram liquidadas em novembro de 2009
através do REFIS, Lei nº 11.941/09 sem parcelamento.
Em decorrência de m
A Companhia compensou 100% de
prejuízos fiscais e bases negativas no recolhimento de IRPJ e da CSLL. Essas
compensações foram liquidadas em novembro de 2009 através do REFIS, Lei nº 11.941/09, sem parcelamento.
(b)
Provisão para contingências
|
|
Controladora
e Consolidado |
|
|
|
Dez/2009 |
Dez/2008 |
|
Trabalhistas e cíveis |
40.059 |
34.730 |
|
Provável |
12.469 |
10.568 |
|
Possível |
27.590 |
24.162 |
|
Tributário |
74.938 |
70.909 |
|
Provável |
19.227 |
17.193 |
|
Possível |
55.711 |
53.716 |
|
Total provável |
31.696 |
27.761 |
|
(-) Depósito judicial |
(3.257) |
(2.194) |
|
Total líquido |
28.439 |
25.567 |
|
Total possível |
83.301 |
77.878 |
As ações trabalhistas, cíveis e
tributárias classificadas como perda provável estão provisionadas integramente
no Passivo Não Circulante da Companhia.
19. Capital social
a)
Capital subscrito e integralizado
Em 31 de dezembro de 2009 o capital
subscrito e integralizado é de R$ 220.000, dividido em 31.485.170 ações
escriturais, sem valor nominal, sendo 14.518.150 ordinárias e 16.967.020
preferenciais sem direito a voto.
b)
Características das ações
As ações preferenciais, sem direito a
voto, terão as seguintes características:
(a)
Prioridade,
em relação às ações ordinárias, no recebimento do dividendo obrigatório;
(b)
Dividendo,
por ação preferencial, nunca inferior ao que for atribuído a cada ação
ordinária;
(c)
Participação
nos aumentos de capital decorrentes de capitalização de reservas e lucros;
(d)
Prioridade,
em relação às ações ordinárias, no reembolso do capital, sem prêmio, no caso de
liquidação
da Companhia;
(e)
Direito
de, em eventual alienação de controle, serem incluídas em oferta pública de
aquisição de ações, de modo a que lhes assegure preço unitário igual a 80% do
valor pago por ação com direito a voto, integrante do bloco de controle;
(f)
Dividendo
prioritário mínimo, anual e não cumulativo, de R$ 2,00 por mil ações, que será
ajustado em caso de desdobramento ou grupamento.
20. Dividendos e juros sobre capital próprio
Os acionistas têm direito de receber,
como dividendo obrigatório, importância equivalente a 25% do lucro líquido
apurado no mesmo exercício, ajustado pela diminuição ou acréscimo dos valores
especificados nas letras “a” e “b” do inciso I do artigo 202 da Lei nº 6.404/76
e observados os incisos II e III do mesmo dispositivo legal.
Os dividendos foram calculados
conforme segue:
|
|
Dez/2009 |
|
|
|
|
Lucro líquido do exercício |
3.830 |
|
(-) Reserva legal (5%) |
(191) |
|
(=) Base de cálculo |
3.639 |
|
Dividendo mínimo obrigatório (25%) |
910 |
|
|
|
|
Juros sobre capital próprio declarado no exercício |
1.600 |
|
(-) IRRF |
(240) |
|
(=) Remuneração líquida no ano |
1.360 |
|
|
|
Conforme facultado pela legislação e previsto no Estatuto da Companhia,
o valor referente aos Juros sobre o Capital Próprio, líquido do imposto de
renda, está sendo imputado ao valor do dividendo obrigatório.
21. Resultado financeiro
O resultado financeiro é constituído
das seguintes despesas e receitas financeiras:
|
|
Controladora |
Consolidado |
||
|
|
Dez/2009 |
Dez/2008 |
Dez/2009 |
Dez/2008 |
|
Receita financeira |
9.910 |
11.738 |
9.910 |
11.738 |
|
Variação monetária e cambial ativa |
7.374 |
27.191 |
7.374 |
27.191 |
|
Reversão do ajuste a valor presente |
3.245 |
736 |
3.245 |
736 |
|
Total
receita financeira |
20.529 |
39.665 |
20.529 |
39.665 |
|
|
|
|
|
|
|
Despesa financeira |
(9.605) |
(10.019) |
(9.605) |
(10.019) |
|
Variação monetária e cambial passiva |
(7.580) |
(25.860) |
(7.580) |
(25.860) |
|
Total
despesa financeira |
(17.185) |
(35.879) |
(17.185) |
(35.879) |
|
Resultado financeiro líquido |
3.344 |
3.786 |
3.344 |
3.786 |
22. Instrumentos financeiros
Os valores de realização
estimados de ativos e passivos financeiros da Companhia e da sua controlada
foram determinados por meio de informações disponíveis no mercado e metodologias
apropriadas de avaliações. Julgamentos foram requeridos na interpretação dos
dados de mercado para produzir as estimativas dos valores de realização mais
adequada. Como conseqüência, as estimativas a seguir não indicam,
necessariamente, os montantes que poderão ser realizados no mercado de troca
corrente. O uso de diferentes metodologias de mercado pode ter um efeito
material nos valores de realização estimados.
A administração desses
instrumentos é efetuada por meio de estratégias operacionais, visando liquidez,
rentabilidade e segurança. A política de controle consiste em acompanhamento
permanente das taxas contratadas versus as vigentes no mercado. A Companhia e
sua controlada não efetuam aplicações de caráter especulativo em derivativos ou
quaisquer outros ativos de risco.
a)
Valor de mercado – Em atendimento ao Pronunciamento
Técnico CPC nº 14 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento, Mensuração e
Evidenciação, em 31 de dezembro de 2009, os valores de mercado dos principais
instrumentos financeiros apresentados, não possuem diferenças significativas
dos valores contabilizados. A classificação dos instrumentos financeiros está
apresentada no quadro a seguir.
Disponível
e aplicações financeiras
– O numerário disponível corresponde aos recursos em caixa e contas correntes e
corresponde ao seu valor contábil.
As aplicações financeiras em CDB pós-fixados
e Fundos de Investimentos DI estão classificadas como destinadas à negociação.
Os outros investimentos referem-se aos depósitos para reinvestimento (incentivo
fiscal do imposto de renda) e estão classificados como mantidos até o
vencimento. O investimento em ações refere-se a ações da Eletrobrás e está classificado
como disponível para venda. O valor
contábil dos instrumentos financeiros reflete o valor de mercado.
|
|
Consolidado |
|
|
|
Contábil |
Mercado |
|
|
|
|
|
Numerário
disponível |
824 |
824 |
|
CDBs
pós-fixados – mantidos para negociação |
39.402 |
39.402 |
|
Fundos
investimentos – mantidos para negociação |
493 |
493 |
|
Outros
investimentos – mantidos até o vencimento |
856 |
856 |
|
Ações
– disponíveis para venda |
1.886 |
1.886 |
|
Total |
43.461 |
43.461 |
Financiamentos circulante e não circulante:
O valor contábil foi determinado utilizando-se as taxas de juros pactuadas
junto às instituições financeiras, as quais refletem o valor de mercado,
consideradas as condições e natureza dessas operações e o porte da Companhia,
dentre outros.
b)
Os Principais riscos que afetam o negócio da Companhia
podem ser assim enumerados:
Risco de crédito:
As vendas da Companhia apresentam baixa concentração, não havendo clientes
representando mais de 5% do faturamento líquido. A Companhia possui uma
política de crédito que estabelece limites e prazos, dentro dos padrões de
liquidez, que são determinados por diversos instrumentos de rating. Além da
diversificação no mercado interno, uma parcela representativa de produtos é
destinada ao mercado externo, seguindo o mesmo procedimento de avaliação de
risco.
Risco de câmbio:
A Companhia tem participação expressiva de exportações nas suas receitas, e em
consequência supre suas necessidades de capital de giro através de linhas de
financiamento atreladas às exportações, dado que essas apresentam taxas e
condições mais atraentes que as alternativas de financiamento de capital de
giro em moeda local.
Risco de preço: O setor químico
brasileiro está altamente inserido no mercado globalizado, sendo os preços em
geral fortemente influenciados pelas condições internacionais de oferta e
demanda, com isso tanto nossos preços de vendas como nossas compras de
matérias-primas, apresentam ciclos de altas praticamente simultâneos,
preservando uma margem média que possibilita a sustentação do negócio.
Risco de taxa de juros: As captações
são efetivadas com taxas de juros fixas, dentro de condições normais de
mercado, e atualizadas e registradas pelo valor de liquidação na data do
balanço.
c) Operações com derivativos – Contrato
de SWAP US$ x CDI – No exercício de
2009 a Companhia liquidou um contrato desta modalidade junto ao Banco
Santander, contratado em 31 de outubro de 2008, cujo valor nocional era de US$
8,000 com vencimento único em 26 de agosto de 2009 com uma posição ativa
(comprada) em Dólares + juros de 2,55 aa. e posição passiva (vendida) em CDI.
Essa operação foi contratada exclusivamente para proteção da exposição ao risco
de variação cambial decorrente das suas operações, sem fins especulativos. O
contrato está detalhado abaixo:
|
Descrição |
Posição |
Valores de Referência |
|
|
|
|
|
|
Moeda estrangeira |
Moeda local |
Valor justo |
Efeito acumulado |
|
|
|
|
|
|
Valor a receber/recebido – a pagar/pago |
|
Contrato de Swap |
|
|
|
|
|
|
2008 |
|
|
|
|
|
|
Ativa |
USD + 2,55% aa. |
USD 8,000 |
16.921 |
18.777 |
1.498 |
|
Passiva |
CDI |
|
|
17.279 |
|
|
|
|
|
|
1.498 |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
2009 |
|
|
|
|
|
|
Ativa |
USD + 2,55% aa. |
USD 8,000 |
16.921 |
15.047 |
(3.408) |
|
Passiva |
CDI |
|
|
18.455 |
|
|
|
|
|
|
(3.408) |
|
d) Análise de sensibilidade
Risco cambial – Com base nos saldos de
ativos e passivos expostos ao câmbio em 31 de dezembro, a Companhia realizou
duas simulações com aumentos nas taxas de câmbio (R$/US$) de 25% e 50%, cujos
resultados estão resumidos a seguir:

23. Plano de outorga de opções de ações, plano
de previdência, remuneração dos administradores e participações estatutárias dos administradores da companhia
a)
Plano de outorga de opções
Com o objetivo
de integrar os administradores e funcionários no processo de desenvolvimento da
sociedade a médio e longo prazo, a AGE realizada em 31de julho de 2003
deliberou instituir um plano de outorga de opções de ações, facultando aos
mesmos participarem das valorizações que seu trabalho e dedicação trouxerem
para as ações representativas do capital da Companhia. Até o encerramento dessas
demonstrações o referido plano ainda não havia produzido quaisquer efeitos a
serem reconhecidos nos resultados da Companhia.
b)
Plano de previdência
A Elekeiroz S.A. oferece a todos os seus
colaboradores a participação em um plano de previdência do tipo contribuição
definida (Plano PAI-CD). O plano é administrado pela Fundação Itaúsa
Industrial, entidade fechada de previdência privada sem fins lucrativos da qual
a Companhia é uma das patrocinadoras. Pela natureza do plano, não há risco
atuarial e o risco dos investimentos é dos participantes do mesmo. O
regulamento vigente prevê a participação da patrocinadora com 100% do montante
aportado pelos funcionários, tendo resultado em contribuições de R$ 1.563 no
exercício de 2009 (R$ 2.020 em 2008).
c)
Remuneração dos administradores
A remuneração paga aos administradores
da Companhia até 31 de dezembro de 2009 foi de R$ 2.150 a título de honorários,
registrado na rubrica Despesas Administrativas (R$ 3.869 em de 2008).
Foram pagos também até 31 de dezembro
de 2009 R$ 2.652 relativos ao saldo de participações estatutárias sobre os
lucros do exercício de 2008 (em 2008 R$ 2.958 relativos ao saldo de
participações estatutárias sobre os lucros do exercício de 2007 e R$ 2.575 como
adiantamento de participações estatutárias sobre os lucros acumulados de 2008).
Ao Plano de Aposentadoria Complementar
dos administradores foram efetuados depósitos de R$ 711 no exercício de 2009
(R$ 1.016 em 2008).
24. Cobertura de seguros
A Administração considera ser
suficiente o nível de cobertura de seguros para fazer face a eventuais
sinistros em vista da natureza dos bens da Companhia e dos riscos inerentes. Em
31 de dezembro de 2009, a cobertura de seguros e riscos diversos para os bens
do imobilizado e estoques é de R$ 261.869 (R$ 252.580 em 2008).
25. Perdas não recorrentes nos estoques
A Companhia mantém estoques de produtos acabados e
matérias-primas em quantidades necessárias à sua operação normal. No início de
2009, alguns produtos apresentaram quedas significativas em preços e volumes de
vendas, resultando na existência de estoques de produtos acabados e
matérias-primas em valor superior ao seu valor esperado de realização. A
Companhia procedeu a uma avaliação destes itens, e registrou uma provisão para
ajuste dos estoques a valor de realização.
No primeiro trimestre de
26. Demonstração do cálculo do LAJIDA (EBITDA).
|
|
Controladora |
Consolidado |
||
|
|
Dez/2009 |
Dez/2008 |
Dez/2009 |
Dez/2008 |
|
Lucro
operacional antes do resultado financeiro, equivalência patrimonial e amortização
de ágio |
(24.858) |
101.761 |
(24.863) |
101.754 |
|
(+)
Depreciações e amortizações |
24.552 |
23.280 |
24.552 |
23.280 |
|
(+)
Valor residual de ativos baixados |
(33) |
1.141 |
(33) |
1.141 |
|
EBITDA |
(339) |
126.182 |
(344) |
126.175 |