NOTAS EXPLICATIVAS DA
ADMINISTRAÇÃO
ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
EM 31 DE DEZEMBRO DE 2008 E
2007
(Valores expressos em milhares de reais)
1. Contexto operacional
A Elekeiroz é uma sociedade anônima de capital
aberto, controlada pela Itausa - Investimentos Itaú S.A., e conta com duas
unidades industriais: Camaçari – BA e Várzea Paulista – SP, onde está sua sede.
A Companhia tem por objetivo a industrialização e comercialização de produtos
químicos e petroquímicos em geral, inclusive de tais produtos de terceiros,
importação e exportação, bem como a participação em outras sociedades.
A Companhia conta com uma capacidade de
produção de produtos químicos de mais de 700 mil toneladas anuais nas suas
unidades industriais, que são destinados fundamentalmente para o setor
industrial, especialmente construção civil, vestuário, automotivo e
alimentício.
2.
Apresentação das Demonstrações
Contábeis
As demonstrações contábeis são de
responsabilidade da Administração e foram elaboradas em conformidade com as
práticas contábeis adotadas no Brasil, as quais abrangem a legislação
societária, os Pronunciamentos, as Orientações e as Interpretações emitidas
pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) e as normas emitidas pela
Comissão de Valores Mobiliários (CVM.)
Conforme facultado pela Deliberação CVM nº
565, de 17 de dezembro de 2008, que aprova o Pronunciamento Técnico CPC
As seguintes práticas contábeis foram modificadas em relação ao exercício findo em 31 de dezembro de 2007:
· Em atendimento à Deliberação CVM nº 534, de 29 de janeiro de 2008, que aprova o Pronunciamento Técnico CPC 2, os efeitos decorrentes da variação cambial na empresa controlada registrada no patrimônio líquido, na conta de Ajustes de Avaliação Patrimonial.
· Em atendimento à Deliberação CVM nº 547, de 13 de agosto de 2008, que aprova o Pronunciamento Técnico CPC 3, substituiu-se nas demonstrações contábeis a Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos pela Demonstração dos Fluxos de Caixa. A Companhia já praticava a divulgação dessa demonstração como informação adicional.
· Em atendimento à Deliberação CVM nº 553, de 12 de novembro de 2008, que aprova o Pronunciamento Técnico CPC 4, a Companhia reclassificou para o grupo do ativo intangível o ativo classificado como ágio e optou por baixar os gastos pré-operacionais e de pesquisa que haviam sido capitalizados até 31 de dezembro de 2007, resultando no estorno das adições e amortizações ocorridas no exercício de 2008, apresentados a seguir:
|
Descrição |
Valor |
|
Reclassificação para o Ativo Intangível |
23.457 |
|
Baixa dos gastos pré-operacionais e com projetos de pesquisa para a conta de lucros acumulados (líquido dos efeitos fiscais) |
10.358 |
|
Estorno das amortizações com gastos pré-operacionais e com projetos de pesquisa que haviam sido lançados no resultado do exercício de 2008. |
3.003 |
· Em atendimento à Deliberação CVM nº 555, de 12 de novembro de 2008, que aprova o Pronunciamento Técnico CPC 7, o incentivo fiscal, notadamente a redução do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica – IRPJ que a Companhia possui para sua filial na Bahia, foi contabilizado no resultado do exercício, no montante de R$ 7.034, como redução da despesa com imposto de renda e contribuição social sobre o lucro, posteriormente foi transferido para reserva de lucro. Até 31 de dezembro de 2007, o valor correspondente ao incentivo fiscal foi lançado diretamente no Patrimônio Líquido como reserva de capital.
· Em atendimento à Deliberação CVM nº 557, de 12 de novembro de 2008, que aprova o Pronunciamento Técnico CPC 9, tornou obrigatória para as Companhias Abertas a apresentação da Demonstração do Valor Adicionado no conjunto das demonstrações Contábeis. A Companhia já praticava a divulgação dessa demonstração como informação adicional.
· Em atendimento à Deliberação CVM nº 564, de 17 de dezembro de 2008, que aprova o Pronunciamento Técnico CPC 12, os elementos integrantes do ativo decorrentes de operações de longo prazo, ou de curto prazo quando houver efeitos relevantes, foram objeto de avaliação por parte da Administração da Companhia, e foram Ajustados a Valor Presente quando aplicável. Foram consideradas as datas de liquidação das operações e as taxas de desconto que refletem a melhor estimativa da Companhia, considerando o valor do dinheiro no tempo e os riscos específicos de cada elemento, representando os seguintes efeitos:
|
Ativo |
Efeito nos Lucros Acumulados
(LA) ou Resultado do Exercício (RE) |
Ajuste a Valor Presente |
|
Ajuste a valor presente de contas a receber – adoção inicial da Lei 11.638/07 – (líquido dos efeitos fiscais) |
LA |
1.437 |
|
Ajuste a valor presente ICMS imobilizado CIAP no exercício |
RE |
363 |
|
Ajuste a valor presente ICMS Bahia credor no exercício |
RE |
12.480 |
·
Em
atendimento à Deliberação CVM nº 566, de 17 de dezembro de 2008, que aprova o
Pronunciamento Técnico CPC 14, os instrumentos financeiros foram classificados
em destinados à negociação e mantidos até o vencimento, sendo a avaliação da
primeira pelo seu valor de mercado e a segunda pelo custo acrescido dos
rendimentos.
·
Criação,
no Patrimônio Líquido, do subgrupo “Ajustes de Avaliação Patrimonial”, no qual
foram registradas as contra partidas das avaliações de ativos a preço de
mercado, bem como os ajustes de conversão em função da variação cambial de
investimentos societários no exterior:
|
Descrição |
Valor |
|
Ajuste a Valor de Mercado Investimentos Temporários |
14 |
|
Variação Cambial de Investimentos |
369 |
·
Foi
alterado o critério para definição de empresas controladas e coligadas, através
da Lei nº 11.638/07, com alteração do art. 248. Dessa forma, a empresa coligada
que a Companhia possui influência na administração passou a ser avaliada pelo
método de equivalência patrimonial, o efeito reconhecido em lucros acumulados
foi de R$ 5.
· Os ajustes decorrentes das mudanças nas práticas contábeis, trazidas pela nova legislação, podem ser assim demonstrados:
|
Valores
em milhões de R$ |
2008
- Sem efeitos Lei 11.638 |
2008
- Com efeitos Lei 11.638 |
|
Receita
Líquida |
877,7 |
877,7 |
|
Lucro
Operacional (antes do Res. Financ./ Equiv. Patr./Amort. Ágio) |
111,1 |
101,8 |
|
Lucro
Operacional |
110,2 |
100,4 |
|
Lucro
Líquido do Exercício |
80,2 |
81,2 |
|
Patrimônio
Líquido |
463,3 |
441,4 |
|
Ativo
Total |
682,5 |
660,6 |
|
EBITDA |
138,3 |
126,2 |
3.
Sumário das principais práticas
contábeis
a)
Apuração do Resultado – O resultado das
operações é apurado em conformidade com o regime contábil de competência. A receita
de venda de produtos é reconhecida no resultado quando todos os riscos e
benefícios inerentes ao produto são transferidos para o comprador. Uma receita
não é reconhecida se há uma incerteza significativa da sua realização. A partir de 1º de janeiro de
b)
Disponibilidades e valores
equivalentes –
Incluem os saldos em conta movimento e aplicações financeiras resgatáveis no prazo
de até 90 dias da data da aplicação, registradas ao custo, acrescido dos
rendimentos auferidos até a data do balanço, que não supera o valor de mercado.
As aplicações financeiras estão demonstradas ao custo amortizado, acrescido das
remunerações contratadas, reconhecidas proporcionalmente até as datas de
encerramento das demonstrações contábeis, equivalentes ao seu valor de mercado
c)
Estimativas contábeis – A elaboração das demonstrações
contábeis individuais e consolidadas está de acordo com as práticas contábeis
adotadas no Brasil, que requerem que a Administração use de julgamento na
determinação e registro de estimativas contábeis. Ativos e passivos
significativos sujeitos a essas estimativas e premissas incluem o valor
residual do ativo imobilizado, provisão para devedores duvidosos, estoques,
imposto de renda e contribuição social diferidos, e as provisões para riscos
fiscais, trabalhistas e cíveis. A liquidação das transações envolvendo essas
estimativas poderá resultar em valores diferentes dos estimados devido a
imprecisões inerentes ao processo de sua determinação. A Companhia e suas
Controladas revisam as estimativas e premissas pelo menos trimestralmente.
d)
Instrumentos financeiros – Instrumentos financeiros
não-derivativos incluem aplicações financeiras, investimentos em instrumentos
de dívida e patrimônio, contas a receber e outros recebíveis, caixa e
equivalentes de caixa, empréstimos e financiamentos, assim como contas a pagar
e outras dívidas. Os instrumentos financeiros não-derivativos são reconhecidos
inicialmente pelo valor justo acrescido, para instrumentos que não sejam
reconhecidos pelo valor justo através de resultado, de quaisquer custos de
transação diretamente atribuíveis. Posteriormente ao reconhecimento inicial, os
instrumentos financeiros não derivativos são mensurados de acordo com sua
respectiva classificação:
Instrumentos mantidos até
o vencimento – Se a Companhia tem a intenção positiva e capacidade de
manter até o vencimento seus instrumentos de dívida, estes são classificados
como mantidos até o vencimento. Investimentos mantidos até o vencimento são
mensurados pelo custo amortizado utilizando o método da taxa de juros efetiva,
deduzido de eventuais reduções em seu valor recuperável.
Instrumentos
disponíveis para venda – Os
investimentos da Companhia em instrumentos de patrimônio e de certos ativos
relativos a instrumentos de dívida são classificados como disponíveis para
venda. Posteriormente ao reconhecimento inicial, são avaliados pelo valor justo
e as flutuações, exceto reduções em seu
valor recuperável, e as diferenças em moeda estrangeira destes instrumentos,
são reconhecidas diretamente no patrimônio líquido, líquidos dos efeitos
tributários. Quando um investimento deixa de ser reconhecido, o ganho ou perda
acumulada no patrimônio líquido é transferido para resultado.
Instrumentos financeiros ao
valor justo através do resultado – Um instrumento é classificado pelo valor
justo através do resultado se for mantido para negociação, ou seja, designado
como tal quando do reconhecimento inicial. Os instrumentos financeiros são
designados pelo valor justo através do resultado se a Companhia gerencia esses
investimentos e toma a decisões de compra e venda com base em seu valor justo
de acordo com a estratégia de investimento e gerenciamento de risco. Após
reconhecimento inicial, custos de transação atribuíveis são reconhecidos nos
resultados quando incorridos. Instrumentos financeiros ao valor justo através
do resultado são medidos pelo valor justo, e suas flutuações são reconhecidas
no resultado.
Outros – Outros
instrumentos financeiros não-derivativos são mensurados pelo custo amortizado
utilizando o método de taxa de juros efetiva, reduzidos por eventuais reduções
no valor recuperável.
e)
Duplicatas a receber de clientes – Referem-se a valores a receber de
clientes e estão reduzidas, mediante provisão, aos seus valores prováveis de
realização. A provisão para créditos de liquidação duvidosa é constituída em
montante considerado suficiente pela Administração para fazer face a eventuais
perdas na realização das contas a receber.
f)
Estoques – Estão avaliados ao custo médio de
aquisição ou produção, não excedendo os valores de mercado, não existindo
estoques obsoletos significativos. (nota 7)
g)
Investimentos – Os investimentos em empresas
controlada e coligada foram avaliados pelo método da equivalência patrimonial,
com a contrapartida desses valores reconhecida em conta de resultado
operacional, exceto as variações cambiais sobre investimentos no exterior, as quais
são reconhecidas em conta específica no Patrimônio Líquido para serem
reconhecidas no resultado quando da baixa ou venda do investimento. Os demais
investimentos são registrados pelo valor de custo de aquisição, corrigido
monetariamente até 31 de dezembro de 1995 e ajustados ao valor de mercado,
quando aplicável. (nota 11)
h)
Imobilizado
e Depreciação – O imobilizado está registrado ao custo de aquisição ou
construção, corrigido monetariamente até 31 de dezembro de 1995, incluindo os juros
incorridos durante a construção. A depreciação é calculada pelo método linear a
taxas compatíveis com o prazo de vida útil dos bens. Para os equipamentos e
instalações utilizados diretamente no processo produtivo é utilizado o método
das unidades produzidas levando em consideração a vida útil econômica dos bens.
(nota 12)
i)
Intangível – Refere-se ao ágio apurado na
aquisição de empresas controladas. Sua amortização está sendo realizada de
acordo com as projeções de resultados dos negócios que lhes deram origem. (nota
13)
j)
Demais ativos circulantes e não
circulantes – São
apresentados pelo valor de realização, incluindo, quando aplicável, os
rendimentos, variações monetárias e cambiais auferidos ou, no caso de despesas
antecipadas, ao custo.
k)
Passivos – Reconhecidos no balanço quando a
Companhia possui uma obrigação legal ou como resultado de eventos passados,
sendo provável que recursos econômicos sejam requeridos para liquidá-los.
Alguns passivos envolvem incertezas quanto ao prazo e valor, sendo estimados na
medida em que são incorridos e registrados através de provisão. As provisões
são registradas tendo como base as melhores estimativas do risco envolvido.
A
determinação da obrigação estimada relativa a processos fiscais, cíveis e
trabalhistas envolve julgamento profissional por parte da Administração. A
Companhia está sujeita a diversas demandas, sendo parte em processos fiscais,
cíveis e trabalhistas sobre diversos assuntos, decorrentes do curso normal das
suas atividades de negócios. A Companhia contabiliza provisão para perdas
prováveis nos referidos processos passíveis de serem estimados com razoável
precisão. O julgamento da Companhia está baseado na opinião dos seus advogados
internos e externos. Os saldos são ajustados de forma a refletir mudanças nas
circunstâncias dos processos em andamento. Os resultados efetivos podem vir a
diferir das referidas estimativas.
Encontram-se atualizados, quando
pertinente, às taxas de câmbio e encargos financeiros, nos termos dos contratos
vigentes, de modo que reflitam os valores incorridos até a data do balanço. Os
itens de longo prazo estão ajustados a valor presente quando pertinente. (nota
15)
l)
Tributação – As receitas de vendas estão sujeitas aos seguintes impostos e
contribuições, pelas seguintes alíquotas básicas:
|
|
Alíquotas |
|
ICMS
(Estado de São Paulo) |
18% |
|
ICMS
(Estado da Bahia) |
17% |
|
ICMS
(outros Estados) |
7% ou 12% |
|
IPI |
0 ou 5% |
|
PIS |
1,65% |
|
COFINS |
7,6% |
Esses encargos são apresentados como deduções
de vendas nas demonstrações do resultado. Os créditos decorrentes da não
cumulatividade do PIS/COFINS são apresentados reduzindo o custo dos produtos
vendidos nas demonstrações do resultado.
O
Imposto de Renda está calculado à alíquota de 15% sobre o lucro tributável,
acrescida do adicional de 10% e estão sendo compensados os prejuízos fiscais
existentes. A Contribuição Social Sobre o Lucro está calculada à alíquota de 9%
sobre o lucro contábil ajustado, também considerando a compensação de bases negativas.
A Companhia é beneficiária de redução parcial do Imposto de Renda sobre os
resultados operacionais da sua base produtiva de Camaçari – BA no percentual de
75% até 31 de dezembro de 2015 (nota 9a). O Imposto de Renda e a Contribuição
Social diferidos estão apresentados no Realizável a Longo Prazo e no Exigível a
Longo Prazo. (nota 9b)
m)
Depósitos Judiciais, Provisão para
Impostos e Contribuições e Provisão para Contingências – Em decorrência da adoção da
Deliberação CVM no 489/05, os depósitos judiciais estão
reclassificados para o passivo como redutores das contas “Provisão para
impostos e contribuições” e “Provisão para contingências”. (nota 17)
n)
Redução ao valor recuperável dos ativos – A Companhia analisa periodicamente se
existem evidências de que o valor contábil de um ativo não será
recuperado. O valor recuperável de um
ativo é o maior valor entre: (a) seu valor justo menos custos que seriam
incorridos para vendê-lo, e (b) seu valor de uso. O valor de uso é equivalente
ao fluxo de caixa descontado (antes dos impostos) derivado do uso contínuo do
ativo até o final da sua vida útil. Independentemente da existência de
indicação de não recuperação de seu valor contábil, os saldos de ágio
decorrente da combinação de negócios têm sua recuperação testada pelo menos uma
vez por ano. Quando o valor residual do ativo excede o valor recuperável, a
Companhia reconhece uma redução do saldo contábil desse ativo (impairment - deterioração). A análise do
valor recuperável é realizada por unidade de negócio, que é a menor unidade
geradora de caixa possível para identificação dos fluxos de caixa.
o)
Empréstimos e financiamentos – Os empréstimos e financiamentos são
atualizados pelas variações monetárias ou cambiais, conforme aplicável, e acrescidos
de juros incorridos até a data do balanço. (nota 15)
p)
Lucro
ou prejuízo por ação – O lucro ou prejuízo por ação é calculado com base
no número de ações em circulação na data do balanço.
4.
Demonstrações
Contábeis Consolidadas
As demonstrações contábeis
consolidadas foram elaboradas segundo os princípios básicos de consolidação e
as normas estabelecidas pela Comissão de Valores Mobiliários - CVM. O processo
de consolidação inclui os seguintes principais procedimentos:
a) Eliminação dos saldos das contas de
ativos e passivos mantidos entre as empresas consolidadas;
b) Eliminação dos investimentos
proporcionalmente às participações da controladora nos patrimônios líquidos das
controladas;
c) Eliminação dos saldos de receitas e
despesas decorrentes de negócios entre as Companhias consolidadas;e
d) Eliminação de lucros não realizados
decorrentes de transações entre as companhias consolidadas, quando relevantes.
O exercício social das companhias
incluídas na consolidação é coincidente com o da controladora.
Informações resumidas sobre as
demonstrações contábeis da controlada:
|
CASTLETOWN TRADING |
Dez/2008 |
Dez/2007 |
|
ATIVO |
|
|
|
Circulante |
1.587 |
1.208 |
|
Total do Ativo |
1.587 |
1.208 |
|
PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO |
|
|
|
Circulante |
70 |
53 |
|
Patrimônio Líquido |
1.517 |
1.155 |
|
Total do Passivo e
Patrimônio Líquido |
1.587 |
1.208 |
|
DEMONSTRAÇÃO DO
RESULTADO |
|
|
|
Despesas Operacionais Líquidas |
(7) |
(5) |
|
PREJUÍZO DO EXERCÍCIO |
(7) |
(5) |
5.
Disponível
e Aplicações
|
|
Controladora |
Consolidado |
||
|
|
Dez/2008 |
Dez/2007 |
Dez/2008 |
Dez/2007 |
|
Caixa |
34 |
25 |
34 |
25 |
|
Contas
Bancárias |
4.584 |
1.242 |
4.587 |
1.244 |
|
Aplicações
Financeiras de Liquidez Imediata |
- |
70.632 |
- |
70.632 |
|
Mantidas até o vencimento |
2.638 |
- |
2.638 |
- |
|
Disponíveis para venda |
69.102 |
- |
69.102 |
- |
|
Investimentos
Temporários |
1.438 |
1.424 |
1.438 |
1.424 |
|
Total |
77.796 |
73.323 |
77.799 |
73.325 |
|
Curto Prazo |
77.796 |
71.899 |
77.799 |
71.901 |
|
Longo Prazo |
- |
1.424 |
- |
1.424 |
As aplicações classificadas como
mantidas até o vencimento referem-se a aplicações no BNB – Banco do Nordeste do
Brasil como contrapartida da Companhia relativa a incentivos fiscais de imposto
de renda (depósito para reinvestimento).
As aplicações classificadas como
disponíveis para venda são representadas basicamente por Certificado de
Depósito Bancários – CDB pós fixados com rendimento atrelado à taxa CDI. Pela
natureza desses investimentos, os valores contábeis refletem o valor de resgate
na data do balanço.
Os investimentos temporários
correspondem a ações da Eletrobrás. Em 2008 essas ações foram reclassificadas do ativo não
circulante para o ativo circulante disponíveis para venda.
6.
Clientes
|
|
Controladora |
Consolidado |
||
|
|
Dez/2008 |
Dez/2007 |
Dez/2008 |
Dez/2007 |
|
Clientes
no País |
54.312 |
86.207 |
54.312 |
86.207 |
|
Clientes
no Exterior |
18.220 |
26.744 |
18.221 |
26.745 |
|
Adiantamento
Contrato de Exportação – ACE |
- |
(11.076) |
- |
(11.076) |
|
Provisão
p/ Créditos de Liquidação Duvidosa |
(2.194) |
(1.603) |
(2.194) |
(1.603) |
|
Total |
70.338 |
100.272 |
70.339 |
100.273 |
7.
Estoques
|
|
Controladora
e Consolidado |
|
|
|
Dez/2008 |
Dez/2007 |
|
Produtos
Acabados |
44.693 |
40.211 |
|
Matérias
primas, Auxiliares e Embalagens |
71.232 |
36.214 |
|
Materiais
Diversos |
12.737 |
11.587 |
|
Provisões
para Perdas nos Estoques |
(2.711) |
- |
|
Total |
125.951 |
88.012 |
8.
Créditos
Tributários e Impostos a Recuperar
|
|
|
Controladora e
Consolidado |
||
|
|
|
Dez/2008 |
|
Dez/2007 |
|
Impostos
a recuperar / compensar |
|
|
|
|
|
Contribuição Social Sobre Lucro |
|
1.156 |
|
209 |
|
Imposto de Renda |
|
2.935 |
|
491 |
|
|
|
|
|
|
|
ICMS a compensar sobre aquisições de
ativos |
|
3.042 |
|
2.758 |
|
(-) Ajuste a valor presente |
|
(363) |
|
- |
|
|
|
|
|
|
|
Créditos acumulados de ICMS – SP |
|
2.503 |
|
- |
|
|
|
|
|
|
|
Créditos acumulados de ICMS – BA |
|
42.083 |
|
42.045 |
|
Créditos acumulados de ICMS exportação –
BA |
|
40.903 |
|
37.416 |
|
(-) Provisão para perdas créditos ICMS –
BA |
|
- |
|
(19.873) |
|
(-) Ajuste a valor presente |
|
(12.480) |
|
- |
|
|
|
|
|
|
|
Créditos acumulados de PIS e COFINS |
|
908 |
|
830 |
|
Créditos acumulados de PIS e COFINS sobre
aquisições de ativos |
|
1.358 |
|
1.526 |
|
|
|
|
|
|
|
Outros |
|
1.120 |
|
215 |
|
Total |
|
83.165 |
|
65.617 |
|
Demonstrado
como: |
|
|
|
|
|
Ativo Circulante |
|
33.555 |
|
8.339 |
|
Ativo Realizável a Longo Prazo |
|
49.610 |
|
57.278 |
A Companhia acumulou créditos de ICMS em
sua unidade de produção na Bahia em função: (i) das exportações que por lá
realiza, (ii) de vendas ao mercado local para empresas beneficiadas com
diferimento desse tributo naquele Estado, e (iii) de vendas para fora daquele
Estado com alíquotas interestaduais menores do que as internas que são pagas
nas compras de insumos.
Em maio de 2008 o Governo do Estado da
Bahia reduziu a alíquota nas vendas internas de alguns produtos químicos, entre
eles as principais matérias primas utilizadas pela Companhia, permitindo a
utilização de parte dos créditos acumulados.
Em
dezembro de 2008, a Companhia firmou um termo de acordo com a Secretaria da
Fazenda do Estado da Bahia, com um cronograma de liberação dos créditos
acumulados que poderão então ser transferidos a terceiros. Com base nesse
acordo foi revertida a provisão para perda e possibilitou à Administração da
Companhia elaborar um fluxo estimado para a realização dos créditos de ICMS. De
forma a refletir o valor atualizado desse ativo foi calculado e registrado o
Ajuste a Valor Presente sobre esses créditos.
9.
Imposto
de Renda e Contribuição Social sobre Lucro Líquido
(a)
Reconciliação da despesa de IR e CSLL
|
|
Controladora e
Consolidado |
||
|
Composição da
Despesa de IRPJ e CSLL |
Dez/2008 |
|
Dez/2007 |
|
Lucro antes do Imposto de Renda e da Contribuição
Social |
91.922 |
|
92.025 |
|
(-)
Compensação de prejuízo fiscal e base negativa |
(27.577) |
|
(27.608) |
|
Imposto de Renda e Contribuição Social
alíquota de 34% |
(21.877) |
|
(21.902) |
|
Adições e exclusões permanentes |
(1.995) |
|
(230) |
|
Adições e exclusões temporárias |
980 |
|
3.470 |
|
Juros sobre capital próprio |
4.758 |
|
5.021 |
|
Incentivos fiscais |
7.458 |
|
769 |
|
Imposto
de Renda e Contribuição Social |
(10.676) |
|
(12.872) |
|
Imposto Corrente |
(8.283) |
|
(22.180) |
|
Imposto Diferido Compensado |
(2.393) |
|
9.308 |
(b)
Composição do saldo do Imposto de
Renda e da Contribuição Social diferidos
Em conformidade com a Deliberação CVM
nº 273 e Instrução CVM nº 371, a Companhia possui registrados no Realizável a
Longo Prazo ativos fiscais diferidos decorrentes de diferenças temporárias, no
montante de R$ 21.283. O saldo dos
créditos tributários e obrigações fiscais diferidas consolidadas (Imposto de
Renda e Contribuição Social), em 31 de dezembro de 2008 é representado por:
|
|
|
Saldo
Consolidado Dez/2008 |
|
Diferenças Temporárias, Representadas por: |
|
|
|
Provisão para Devedores Duvidosos |
|
765 |
|
Provisão para Contingências Trabalhistas |
|
1.769 |
|
Provisão para Contingências Fiscais |
|
5.226 |
|
Ajuste a Valor Presente – Ativos de Longo Prazo |
|
4.857 |
|
Ágio Amortizado |
|
600 |
|
Outras Provisões |
|
8.066 |
|
Total |
|
21.283 |
Os impostos diferidos relativos aos
ajustes relativos à adoção inicial da Lei 11.638 registrados diretamente no
Patrimônio Líquido foram reconhecidos com contrapartida também no patrimônio líquido,
conforme abaixo:
|
Saldo
Amortizar Diferido |
3.675 |
|
Ajuste
a Valor Presente Valores a Receber |
740 |
|
Expectativa
de Realização dos Créditos Tributários |
|
|
2009 |
3.569 |
|
2010 |
5.505 |
|
2011 |
4.360 |
|
2012 |
2.495 |
|
2013 em diante |
5.354 |
|
Total |
21.283 |
Não estão
registrados no ativo os créditos fiscais decorrentes do prejuízo fiscal de R$
51.742 e da base negativa de R$ 18.953. A
Companhia possui registrado no Exigível a Longo Prazo passivo fiscal diferido no
valor de R$ 2.895 decorrente do ganho de capital na venda da unidade fabril de
Taubaté a prazo. O ganho de capital está sendo oferecido à tributação conforme
o recebimento das parcelas da venda.
10.
Valores
a Receber
|
|
Controladora
e Consolidado |
|
|
|
Dez/2008 |
Dez/2007 |
|
Títulos a
Receber – Venda de Ativos |
15.560 |
16.015 |
|
Títulos a
Receber – Cessão de Direitos |
8.415 |
8.122 |
|
Outros
valores a receber |
907 |
760 |
|
(-) Ajuste
a valor presente |
(1.442) |
- |
|
Total |
23.440 |
24.897 |
|
Curto prazo |
11.302 |
8.413 |
|
Longo Prazo |
12.138 |
16.484 |
11.
Investimentos
Principais dados dos investimentos
avaliados pelo Método da Equivalência Patrimonial – MEP e custo em 31 de
dezembro :
|
|
Dez/2008 |
Dez/2007 |
|
|
|
|
|
CASTLETOWN Trading |
|
|
|
Patrimônio Líquido |
1.517 |
1.155 |
|
Quantidade de Ações
Possuídas (Lote de Mil) |
7.350 |
7.350 |
|
Participação (%) |
100 |
100 |
|
Variação Cambial do
Investimento |
369 |
- |
|
Resultado da
Equivalência Patrimonial |
(7) |
(246) |
|
TCI
Trading |
|
|
|
Patrimônio Líquido |
5.254 |
- |
|
Quantidade de Ações
Possuídas (Lote de Mil) |
270 |
- |
|
Participação (%) |
9,0 |
- |
|
Resultado da
Equivalência Patrimonial |
193 |
- |
|
Total dos Investimentos avaliados pelo MEP |
1.990 |
1.155 |
|
Investimentos avaliados pelo custo |
6.472 |
6.327 |
|
Total Investimentos |
8.462 |
7.482 |
12.
Imobilizado
|
|
|
|
CONTROLADORA E CONSOLIDADO |
||||
|
|
|
|
Dez/2008 |
|
Dez/2007 |
||
|
|
Taxas |
|
Custo |
Depreciação |
Valor |
|
Valor |
|
Imobilizado |
Anuais de |
|
|
|
|
|
|
|
|
depreciação |
|
Corrigido |
Acumulada |
Residual |
|
Residual |
|
Terrenos |
|
|
11.088 |
- |
11.088 |
|
11.111 |
|
Construções |
4% |
|
55.558 |
(30.935) |
24.623 |
|
26.078 |
|
Equipamentos e instalações (i) |
5% a 10% |
|
341.385 |
(188.504) |
152.881 |
|
146.068 |
|
Imobilizado em andamento |
|
|
38.652 |
- |
38.652 |
|
23.564 |
|
Equipamentos de Informática |
20% |
|
2.919 |
(2.140) |
779 |
|
1.469 |
|
Móveis e utensílios |
10% |
|
6.241 |
(4.803) |
1.438 |
|
1.658 |
|
Veículos |
20% |
|
2.395 |
(1.438) |
957 |
|
899 |
|
Outros ativos |
10% e 20% |
|
21 |
(12) |
9 |
|
14 |
|
Total |
|
|
458.259 |
(227.832) |
230.427 |
|
210.861 |
A depreciação dos equipamentos e
instalações industriais é variável em função dos volumes de produção, com as
taxas médias entre 5% a 10% ao ano.
13.
Intangível
|
|
Controladora
e Consolidado |
|
|
|
Dez/2008 |
Dez/2007 |
|
Diferido |
- |
14.032 |
|
Intangível |
742 |
- |
|
ÁGIO A AMORTIZAR |
|
|
|
Ágio
e Deságio na Aquisição de Investimentos |
53.072 |
53.072 |
|
Amortização
do Ágio e Deságio |
(34.915) |
(29.615) |
|
|
18.157 |
23.457 |
|
Total |
18.899 |
37.489 |
A Companhia possui ágio decorrente
da diferença entre o valor de aquisição e o valor do patrimônio líquido das
controladas, apurado na data de aquisição, fundamentado na expectativa de
rentabilidade futura e com base na projeção de resultados da investida com base
em projeções de fluxo de caixa para um período de 10 anos. Após a incorporação
da controladora pela controlada, o ágio foi transferido da conta de
investimentos para ativo diferido e em função das alterações introduzidas pela
Lei 11.638/07 para a conta de intangível.
Com a extinção do grupo diferido, a Companhia procedeu a uma análise dos valores constantes do ativo diferido da Companhia e identificou que pela natureza destes gastos com novos projetos referem-se essencialmente à fase de pesquisa e não atendem, portanto às exigências para serem reclassificados para intangível. Em relação aos projetos em operação, são constituídos principalmente por gastos pré operacionais, de reestruturação, e projetos onde é impraticável separar os gastos das fases de pesquisa da fase de desenvolvimento e que estão de acordo com o CPC 4 – Intangíveis. A Companhia optou então por baixar os saldos existentes relativos a gastos pré-operacionais, reestruturação e de pesquisa relativa a novos projetos na data de transição diretamente à conta de lucros acumulados da forma disposta pela MP 449/08. Os gastos desta natureza incorridos no ano estão reconhecidos diretamente no resultado do período.
14.
Impostos
e Contas a Pagar
|
|
Controladora |
Consolidado |
||
|
|
Dez/2008 |
Dez/2007 |
Dez/2008 |
Dez/2007 |
|
Impostos
a pagar |
2.523 |
3.851 |
2.523 |
3.851 |
|
Encargos
sociais a pagar |
1.476 |
1.437 |
1.476 |
1.437 |
|
Comissões
a pagar |
1.181 |
1.088 |
159 |
308 |
|
Provisões
diversas |
4.448 |
7.100 |
4.448 |
7.100 |
|
Outras
contas a pagar |
5.843 |
681 |
5.914 |
734 |
|
Total |
15.471 |
14.157 |
14.520 |
13.430 |
15.
Instituições
Financeiras
Os financiamentos, referentes a
investimentos em ampliação e modernização das instalações e capital de giro,
têm as seguintes características:
|
|
|
|
|
|
Dez/2008 |
Dez/2007 |
||
|
Modalidade |
Encargos % |
Garantias |
Amortização |
Término |
Curto Prazo |
Longo Prazo |
Curto Prazo |
Longo Prazo |
|
POC
– BNDES |
TJLP + 4,95 aa. |
Nota promissória |
Mensal |
15/06/2010 |
884 |
439 |
- |
- |
|
POC -
BNDES |
TJLP + 2,00 aa. 4,00
aa. |
Nota promissória |
Mensal |
15/05/2009 |
450 |
- |
1.963 |
1.761 |
|
MODERMAQ
– FINAME |
10,95 aa. |
Alienação fiduciária |
Mensal |
15/10/2010 |
123 |
90 |
104 |
178 |
|
BNDES |
TJLP + CESTAS MOEDAS
+ 2,625 aa. |
Fiança e aval |
Mensal e Semestral |
15/01/2010 |
34.847 |
526 |
35.858 |
33.448 |
|
BNDES |
TJLP + VARIAÇÃO
CAMBIAL + 1,65 a 2,15 aa. |
Fiança e aval |
Mensal e Semestral |
15/07/2014 |
1.381 |
14.238 |
- |
- |
|
FINANC.
IMPORTAÇÃO |
Libor + 2,00% a.a. |
- |
Final |
28/08/2009 |
31.661 |
- |
- |
- |
|
CÉDULA
CRÉDITO INDUSTRIAL – BNB |
8,5 aa. |
Alienação fiduciária |
Mensal |
28/12/2010 |
1.983 |
7.354 |
1.281 |
9.349 |
|
COMPROR |
CDI + 0,09 am. |
Nota promissória |
Auto Liquidável |
|
- |
- |
4.071 |
- |
|
Total Controladora e
Consolidado |
|
71.329 |
22.647 |
43.277 |
44.736 |
|||
Os montantes a longo prazo têm a
seguinte composição por ano de vencimento:
|
|
Controladora
e Consolidado |
|
|
|
Dez/2008 |
Dez/2007 |
|
2009 |
- |
36.313 |
|
2010 |
11.515 |
8.423 |
|
2011 em diante |
11.132 |
- |
|
Total |
22.647 |
44.736 |
Para financiar a continuidade futura
dos programas de modernização, racionalização e automação para o aumento da produtividade
e redução dos custos operacionais, foi obtida junto ao BNDES linha de crédito
de longo prazo de R$ 116.681. O contrato foi assinado em 06 de dezembro de 2007
com amortização mensal, carência de 24 meses, limite do crédito de dois anos e
amortização máxima de 96 meses.
16.
Dividendos
e Participações
|
|
Controladora
e Consolidado |
|
|
|
Dez/2008 |
Dez/2007 |
|
Juros sobre
capital próprio |
7.789 |
11.637 |
|
Participações
administradores |
3.048 |
2.958 |
|
Participações
de empregados |
2.274 |
3.288 |
|
Total |
13.111 |
17.883 |
A participação dos administradores
está limitada a 10% do lucro líquido após o imposto de renda e ao montante de
suas retiradas conforme descrito no Estatuto da Companhia. A participação dos colaboradores
está vinculada aos resultados conforme acordo firmado com os trabalhadores
através de comissão eleita para esse fim.
17. Impostos
a Pagar Longo Prazo e Provisão para Contingências
A Companhia mantém no Exigível a Longo
Prazo como Impostos a Pagar, 100% do valor dos tributos não recolhidos em
função de medidas judiciais, devidamente atualizados monetariamente e provisões
suficientes para cobrir eventuais perdas tributárias, trabalhistas e cíveis,
classificadas em um primeiro momento como prováveis. A Administração acredita, baseada na opinião
de seus consultores legais, que as provisões são suficientes para cobrir as
perdas prováveis decorrentes de decisões desfavoráveis, bem como que as
decisões definitivas não terão impactos significativos na posição
econômico-financeira da Companhia em 31 de dezembro de 2008. No quadro abaixo o
montante dessas contingências, suas provisões e depósitos judiciais:
(a)
Impostos a Pagar Longo Prazo
|
|
Controladora
e Consolidado |
|
|
|
Dez/2008 |
Dez/2007 |
|
PIS e COFINS |
37.630 |
33.500 |
|
COFINS e Salário educação |
16.097 |
16.097 |
|
(-) Depósito Judicial |
(16.097) |
(16.097) |
|
IRPJ e CSLL |
4.881 |
6.808 |
|
Outros |
5.620 |
6.588 |
|
(-) Depósito Judicial |
(2.395) |
(3.752) |
|
Total Impostos a Pagar Longo Prazo |
64.228 |
62.993 |
|
Total Depósito Judicial |
(18.492) |
(19.849) |
|
Total Líquido |
45.736 |
43.144 |
(b)
Provisão para Contingências
|
|
Controladora
e Consolidado |
|
|
|
Dez/2008 |
Dez/2007 |
|
Trabalhistas
e Cíveis |
10.568 |
12.401 |
|
Tributário |
17.193 |
13.810 |
|
Total
depósito judicial |
(2.194) |
(2.049) |
|
Total líquido |
25.567 |
24.162 |
Impostos a Pagar Longo
Prazo
A Companhia compensou créditos decorrentes
de ação judicial questionando a constitucionalidade dos Decretos-lei 2445 e
2449 de 1988 que alteraram a forma de apuração do PIS, mantendo essas
compensações provisionadas e devidamente atualizadas no seu Exigível a Longo
Prazo, no montante de R$ 37.630.
Em decorrência de m
A Companhia compensou 100% de
prejuízos fiscais e bases negativas no recolhimento de IRPJ e da CSLL, mantendo
provisionados e devidamente atualizados no seu Exigível a Longo Prazo, no
montante de R$ 4.881.
Trabalhistas
e Cíveis
A Companhia mantém provisões em
montante suficiente para cobertura das suas ações trabalhistas e cíveis
classificadas como perda provável.
18. Capital Social
a)
Capital subscrito e integralizado
Em 31 de dezembro de 2008 o capital
subscrito e integralizado é de R$ 220.000, dividido em 31.485.170 ações
escriturais, sem valor nominal, sendo 14.518.150 ordinárias e 16.967.020
preferenciais sem direito a voto.
b)
Características das ações
As ações preferenciais, sem direito a
voto, terão as seguintes características:
(a)
Prioridade,
em relação às ações ordinárias, no recebimento do dividendo obrigatório;
(b)
Dividendo,
por ação preferencial, nunca inferior ao que for atribuído a cada ação
ordinária;
(c)
Participação
nos aumentos de capital decorrentes de capitalização de reservas e lucros;
(d)
Prioridade,
em relação às ações ordinárias, no reembolso do capital, sem prêmio, no caso de
liquidação
da Companhia;
(e)
Direito
de, em eventual alienação de controle, serem incluídas em oferta pública de
aquisição de ações, de modo a que lhes assegure preço unitário igual a 80% do
valor pago por ação com direito a voto, integrante do bloco de controle;
(f)
Dividendo
prioritário mínimo, anual e não cumulativo, de R$ 2,00 por mil ações, que será
ajustado em caso de desdobramento ou grupamento.
19.
Dividendos
e Juros sobre Capital Próprio
Os acionistas têm direito de receber,
como dividendo obrigatório, importância equivalente a 25% do lucro líquido apurado
no mesmo exercício, ajustado pela diminuição ou acréscimo dos valores
especificados nas letras “a” e “b” do inciso I do artigo 202 da Lei nº 6.404/76
e observados os incisos II e III do mesmo dispositivo legal.
Os dividendos foram calculados conforme
segue:
|
|
Dez/2008 |
|
|
|
|
Lucro Líquido do Exercício |
81.245 |
|
(-) Reserva Legal (5%) |
(4.062) |
|
(-) Incentivo Fiscal reconhecido no resultado |
(7.034) |
|
(=) Base de cálculo |
70.149 |
|
Dividendo mínimo obrigatório (25%) |
17.537 |
|
|
|
|
Dividendos Declarados no Exercício de 2008: |
16.994 |
|
Dividendos Declarados no Exercício de 2009: |
642 |
|
Total Dividendos Declarados |
17.636 |
|
Juros sobre o Capital Próprio Declarados no Exercício de 2008: |
19.993 |
|
Juros sobre o Capital Próprio Declarados no Exercício de 2009: |
756 |
|
(-) IRRF |
(3.113) |
|
(=) Remuneração Líquida no Ano |
17.636 |
Considerando os efetivos resultados obtidos no exercício, o Conselho de Administração
irá propor o complemento de dividendos, diante do que o total de dividendos
concedidos sob a forma de Juros Sobre o Capital Próprio terá atingindo o valor
bruto de R$ 659,00 por lote de mil ações.
Conforme facultado pela legislação e previsto no Estatuto da Companhia,
o valor referente aos Juros sobre o Capital Próprio, líquido do imposto de
renda, está sendo imputado ao valor do dividendo obrigatório.
20. Resultado financeiro
O resultado financeiro é constituído
das seguintes despesas e receitas financeiras:
|
|
Controladora |
Consolidado |
||
|
|
Dez/2008 |
Dez/2007 |
Dez/2008 |
Dez/2007 |
|
Receita
Financeira |
11.738 |
10.741 |
11.738 |
10.741 |
|
Variação
Monetária e Cambial Ativa |
27.191 |
9.282 |
27.191 |
9.282 |
|
Reversão
do Ajuste a Valor Presente |
736 |
- |
736 |
- |
|
Total
Receita Financeira |
39.665 |
20.023 |
39.665 |
20.023 |
|
|
|
|
|
|
|
Despesa
Financeira |
(10.019) |
(15.653) |
(10.019) |
(15.653) |
|
Variação
Monetária e Cambial Passiva |
(25.860) |
(13.618) |
(25.860) |
(13.859) |
|
Total
Despesa Financeira |
(35.879) |
(29.271) |
(35.879) |
(29.512) |
|
Resultado Financeiro
Líquido |
3.786 |
(9.248) |
3.786 |
(9.489) |
21. Instrumentos Financeiros
Os valores de realização estimados
de ativos e passivos financeiros da Companhia e da sua controlada foram
determinados por meio de informações disponíveis no mercado e metodologias
apropriadas de avaliações. Julgamentos foram requeridos na interpretação dos
dados de mercado para produzir as estimativas dos valores de realização mais
adequada. Como conseqüência, as estimativas a seguir não indicam,
necessariamente, os montantes que poderão ser realizados no mercado de troca
corrente. O uso de diferentes metodologias de mercado pode ter um efeito
material nos valores de realização estimados.
A administração desses
instrumentos é efetuada por meio de estratégias operacionais, visando liquidez,
rentabilidade e segurança. A política de controle consiste em acompanhamento
permanente das taxas contratadas versus as vigentes no mercado. A Companhia e
sua controlada não efetuam aplicações de caráter especulativo em derivativos ou
quaisquer outros ativos de risco.
a)
Valor de mercado – Em atendimento ao Pronunciamento
Técnico CPC nº 14 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento, Mensuração e
Evidenciação, em 31 de dezembro de 2008, os valores de mercado dos principais
instrumentos financeiros apresentados, não possuem diferenças significativas
dos valores contabilizados. A classificação dos instrumentos financeiros está
apresentada no quadro abaixo, e de acordo com avaliação da Administração da
Companhia, não existem instrumentos financeiros classificados nas categorias de
mantidos até o vencimento e mantidos para venda:
Disponível e Aplicações Financeiras –
O numerário disponível corresponde aos recursos em caixa e contas correntes e
corresponde ao seu valor contábil. As aplicações financeiras em CDB pós fixado,
Fundos de Investimentos DI e ações estão classificadas como destinadas à
negociação e o valor contábil reflete o valor de mercado.
|
|
Consolidado |
|
|
|
Contábil |
Mercado |
|
|
|
|
|
Numerário
Disponível |
4.618 |
4.618 |
|
CDBs
Pós fixados – Mantidos para Negociação |
67.893 |
67.893 |
|
Fundos
Investimentos – Mantidos para Negociação |
1.210 |
1.210 |
|
Outros
Investimentos |
2.638 |
2.638 |
|
Ações |
1.438 |
1.438 |
|
Total |
77.796 |
77.796 |
Financiamentos de Curto e Longo
Prazos: O valor contábil foi determinado utilizando-se as taxas de juros pactuadas
junto às instituições financeiras, as quais refletem o valor de mercado,
consideradas as condições e natureza dessas operações e o porte da Companhia,
dentre outros.
b)
Os Principais riscos que afetam o negócio da Companhia
podem ser assim enumerados:
Risco de
Crédito: As vendas da Companhia apresentam baixa concentração, não havendo
clientes representando mais de 5% do faturamento líquido. A Companhia possui
uma política de crédito que estabelece limites e prazos, dentro dos padrões de
liquidez, que são determinados por diversos instrumentos de rating. Além da
diversificação no mercado interno, uma parcela representativa de produtos é
destinada ao mercado externo, seguindo o mesmo procedimento de avaliação de
risco.
Risco de Câmbio:
A Companhia tem participação expressiva de exportações nas suas receitas, e em
consequência supre suas necessidades de capital de giro através de linhas de
financiamento atreladas às exportações, dado que essas apresentam taxas e
condições mais atraentes que as alternativas de financiamento de capital de
giro em moeda local.
Risco de Preço: O setor químico
brasileiro está altamente inserido no mercado globalizado, sendo os preços em
geral fortemente influenciados pelas condições internacionais de oferta e demanda,
com isso tanto nossos preços de vendas como nossas compras de matérias-primas,
apresentam ciclos de altas praticamente simultâneos, preservando uma margem
média que possibilita a sustentação do negócio.
Risco de Taxa de Juros: As captações
são efetivadas com taxas de juros fixas, dentro de condições normais de
mercado, e atualizadas e registradas pelo valor de liquidação na data do
balanço.
c) Operações com Derivativos – Contrato
de SWAP US$ x CDI – A Companhia
possui um contrato desta modalidade junto ao Banco Santander, contratado em 31
de outubro de 2008, cujo valor nocional é de US$ 8,000 com vencimento único em
26 de agosto de 2009 com uma posição ativa (comprada) em Dólares + juros de
2,55 aa. e posição passiva (vendida) em CDI. Essa operação foi contratada
exclusivamente para proteção da exposição ao risco de variação cambial
decorrente das suas operações, sem fins especulativos. Em 31 de dezembro de
2007 a Companhia não possuía nenhuma operação ou contrato na modalidade
classificada como derivativos. O contrato vigente em 31 de dezembro de 2008
está detalhado abaixo:
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Descrição |
Posição |
Valores de Referência |
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Moeda Estrangeira |
Moeda Local |
Valor Justo |
Efeito acumulado 2008 |
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2008 |
2008 |
2008 |
Valor a receber/recebido – a pagar/pago |
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Contrato de Swap |
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Ativa |
USD + 2,55% aa. |
USD 8,000 |
16.921 |
18.777 |
1.498 |
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Passiva |
CDI |
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17.279 |
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1.498 |
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d) Análise de Sensibilidade
Risco Cambial – Com base nos saldos de
ativos e passivos expostos ao câmbio em 31 de dezembro, a Companhia realizou
duas simulações com aumentos nas taxas de câmbio (R$/US$) de 25% e 50%, cujos
resultados estão resumidos a seguir:

Risco de Taxas de Juros – Com base nos
saldos de ativos e passivos financeiros em 31 de dezembro, a Companhia realizou
simulações projetando o efeito em 12 meses das taxas atuais comparativamente
com aumentos e reduções nas taxas de juros de 25% e 50%, cujos resultados estão
resumidos a seguir:

22. Plano de outorga de opções de ações, plano
de previdência, remuneração dos Administradores e participações estatutárias dos Administradores da
Companhia
Com o objetivo
de integrar os administradores e funcionários no processo de desenvolvimento da
sociedade a médio e longo prazo, a AGE realizada em 31de julho de 2003
deliberou instituir um plano de outorga de opções de ações, facultando aos
mesmos participarem das valorizações que seu trabalho e dedicação trouxerem
para as ações representativas do capital da Companhia. O plano será
administrado pelo Comitê de Opções Elekeiroz, composto por membros eleitos
anualmente pelo Conselho de Administração. Até o encerramento dessas
demonstrações o referido plano ainda não havia produzido quaisquer efeitos a
serem reconhecidos nos resultados da Companhia.
A Elekeiroz S.A. oferece a todos os
seus colaboradores a participação em um plano de previdência do tipo
contribuição definida (Plano PAI-CD). O plano é administrado pela Fundação
Itaúsa Industrial, entidade fechada de previdência privada sem fins lucrativos
da qual a Companhia é uma das patrocinadoras. Pela natureza do plano, não há
risco atuarial e o risco dos investimentos é dos participantes do mesmo. O
regulamento vigente prevê a participação da patrocinadora com 100% do montante
aportado pelos funcionários, tendo resultado em contribuições de R$ 2.020 no
exercício de 2008 (R$ 1.681 em 2007).
A remuneração paga aos administradores
durante o exercício de 2008 foi de R$ 3.869 a título de honorários, registrado
na rubrica Despesas Administrativas (R$ 3.356 em 2007). Foram pagos também em
2008 R$ 2.958 relativos ao saldo de participações estatutárias sobre os lucros
do exercício de 2007 e R$ 1.817 sobre os lucros do 1º semestre 2008. (R$
2.680 em 2007).
23. Cobertura de seguros
A Administração considera ser
suficiente o nível de cobertura de seguros para fazer face a eventuais
sinistros em vista da natureza dos bens da Companhia e dos riscos inerentes. Em
31 de dezembro de 2008, a cobertura de seguros e riscos diversos para os bens
do imobilizado e estoques é de R$ 252.580 (R$ 246.907 em 2007).
24. Resultado Não Operacional
No ano de 2007 a Companhia concluiu o processo
de venda da unidade industrial de Taubaté, no Estado de São Paulo, iniciado em
setembro de 2006, com a alienação dos equipamentos que tinham sido excluídos do
contrato de venda original. Essa alienação gerou um ganho de capital de R$ 3,5
milhões que está refletido no Resultado Não Operacional da Demonstração de
Resultados da Companhia de 2007.
Também em setembro de 2007 a Companhia
paralisou as atividades da sua unidade produtora de Sulfeto de Carbono, produto
que respondeu por aproximadamente 1% da receita líquida da Companhia em 2006 e
não apresentava contribuição positiva aos resultados. Os ativos remanescentes
dessa unidade, bem como os gastos para desmobilização dos mesmos foram
integralmente provisionados no resultado do exercício de 2007
25. Demonstração do Cálculo do LAJIDA (EBITDA).
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Controladora |
Consolidado |
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Dez/2008 |
Dez/2007 |
Dez/2008 |
Dez/2007 |
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Com efeitos da Lei 11.638 |
Sem efeitos da Lei 11.638 |
|
Com efeitos da Lei 11.638 |
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Lucro Operacional Antes do Resultado Financeiro, Equivalência
Patrimonial e Amortização de Ágio |
101.761 |
111.110 |
104.655 |
101.754 |
104.650 |
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(+) Depreciações e Amortizações |
23.280 |
26.007 |
24.270 |
23.280 |
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