NOTAS EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO

  ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

EM 31 DE DEZEMBRO DE 2007 E DE 2006.

 (Valores expressos em milhares de Reais)

 

 

1.         Contexto operacional

 

A Elekeiroz é uma empresa controlada pela Itausa - Investimentos Itaú S.A., e conta com duas unidades industriais: uma em Camaçari – BA. e uma no estado de São Paulo, na cidade de Várzea Paulista, onde está sua sede.

A companhia tem por objetivo a industrialização e comercialização de produtos químicos e petroquímicos em geral, inclusive de tais produtos de terceiros, importação, exportação, bem como a participação em outras sociedades.

 

2.         Apresentação das demonstrações contábeis

           

As demonstrações contábeis apresentadas foram elaboradas em conformidade com a Lei das Sociedades por Ações e de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e disposições complementares da Comissão de Valores Mobiliários – CVM, seguindo princípios, métodos e critérios uniformes em relação aqueles adotados no encerramento do último exercício social.

3.         Sumário das principais práticas contábeis

 

a)         Apuração do Resultado

As receitas e despesas são reconhecidas conforme o regime contábil de competência. A provisão para imposto de renda é constituída incluindo a parcela relativa a incentivos fiscais, sendo a redução deste tributo creditada diretamente a reserva de capital específica.

 

b)         Aplicações Financeiras

Estão registradas ao valor de custo acrescido dos rendimentos incorridos até a data do balanço, que não supera o valor de mercado.

 

c)         Provisão para Créditos  de Liquidação Duvidosa

Constituída com base na análise dos riscos de realização dos créditos, em montante considerado suficiente para cobertura de possíveis perdas.

 

d)         Estoques

Estão avaliados ao custo médio de aquisição ou produção, não excedendo os valores de mercado, não existindo estoques obsoletos (Nota 7).

           

e)         Investimentos

O investimento em empresa controlada foi avaliado pelo método da equivalência patrimonial. Os demais investimentos são registrados pelo valor de custo de aquisição, corrigido monetariamente até 31 de dezembro de 1995 e ajustados ao valor de mercado, quando aplicável (Nota 11).

 

f)          Imobilizado e Depreciação

O imobilizado está registrado ao custo de aquisição ou construção, corrigido monetariamente até 31 de dezembro de 1995, incluindo os juros incorridos durante a construção.

A depreciação é calculada pelo método linear a taxas compatíveis com o prazo de vida útil dos bens. Para os equipamentos e instalações utilizados diretamente no processo produtivo é utilizado o método das unidades produzidas levando em consideração a vida útil econômica dos bens (Nota 12).

 

g)         Diferido

Contém os gastos diferidos referentes à organização e expansão das unidades industriais e planos de melhorias e desenvolvimento de sistemas de gestão corporativa, amortizados linearmente a taxas de 10%  e 20% ao ano (Nota 13).

 

h)         Ágio a amortizar

Refere-se ao ágio apurado na aquisição de empresas controladas. Sua amortização está sendo realizada de acordo com as projeções de resultados dos negócios que lhes deram origem (Nota 13).

 

i)          Direitos e Obrigações

Encontram-se atualizados, quando pertinente, às taxas de câmbio e encargos financeiros, nos termos dos contratos vigentes, de modo que reflitam os valores incorridos até a data do balanço (Nota 15).

 

j)          Imposto de Renda e Contribuição Social

O Imposto de Renda está calculado à alíquota de 15% sobre o lucro tributável, acrescida do adicional de 10%. A Contribuição Social Sobre o Lucro está calculada à alíquota de 9% sobre o lucro contábil ajustado.

A Companhia é beneficiária de redução parcial do Imposto de Renda sobre os resultados operacionais da sua base produtiva de Camaçari – BA no percentual de 75% até 31 de dezembro de 2015 (Nota 9 a).

O Imposto de Renda e a Contribuição Social diferidos estão apresentados no Realizável a Longo Prazo e no Exigível a Longo Prazo (Nota 9 b).

 

k)         Provisão para Manutenção

Para atender a deliberação CVM 489/2005, que aprovou a NPC 22 do IBRACON, interpretada pela IT 01/2006, a companhia alterou a prática de constituir provisão para manutenção das suas unidades industriais.

 

l)          Depósitos Judiciais, Provisão para Impostos e Contribuições e Provisão para Contingências

Em decorrência da adoção da Deliberação CVM no 489/05, os depósitos judiciais estão reclassificados para o passivo como redutores das contas “provisão para impostos e contribuições” e “provisão para contingências” (Nota 17).

 

m)        Informações suplementares

            A companhia está apresentando, como informação suplementar:

Demonstração dos fluxos de caixa pelo método indireto – elaborado de acordo com a NPC nº 20 do IBRACON (Instituto dos Auditores Independentes do Brasil). (Anexo 1).

            Demonstração do valor adicionado - elaborado de acordo com os Pareceres de Orientação nºs 15/87 e 24/92 e Ofício Circular CVM nº 01/00 emitidos pela CVM. O Modelo utilizado é o proposto pela NBCT nº 3.7 do Conselho Federal de Contabilidade, e apresenta o valor da riqueza criada pela Empresa e a forma como ela foi distribuída entre empregados, governo, financiadores externos e acionistas. (Anexo 2).

 

 

4.         Demonstrações Contábeis Consolidadas

           

As demonstrações contábeis consolidadas incluem a controlada Castletown Trading S.A. e foram preparadas de acordo com as normas estabelecidas pela CVM - Comissão de Valores Mobiliários -  que requerem a eliminação:

 

a) dos saldos das contas de ativos e passivos entre as empresas consolidadas;

b) das participações no capital, reservas e lucros acumulados das empresas controladas;

c) dos saldos de receitas e despesas, bem como de lucros não realizados, decorrentes de negócios entre as empresas.

 

Informações resumidas sobre as demonstrações contábeis da controlada:

 

CASTLETOWN TRADING S.A.

 

Dez/2007

Dez/2006

ATIVO

 

 

   Circulante

1.208

1.462

Total do Ativo

1.208

1.462

PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO

 

 

   Circulante

53

61

   Patrimônio Líquido

1.155

1.401

Total do Passivo e Patrimônio Líquido

1.208

1.462

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO

 

 

   Receitas (Despesas) Operacionais Líquidas

(5)

(10)

   Lucro (Prejuízo) do Período

(5)

(10)

 

 

 

5.         Disponível/Aplicações

 

 

Controladora

Consolidado

 

Dez/2007

Dez/2006

Dez/2007

Dez/2006

Caixa

25

11

25

11

Contas Bancárias

1.242

1.060

1.244

1.063

Aplicações Financeiras de Liquidez Imediata

70.632

39.869

70.632

39.869

Total

71.899

40.940

71.901

40.943

 

 

6.         Clientes

 

 

Controladora

Consolidado

 

Dez/2007

Dez/2006

Dez/2007

Dez/2006

Clientes no País

86.207

66.736

86.207

66.736

Clientes no Exterior

26.744

40.578

26.745

40.579

Descontos Cambiais

(11.076)

(5.736)

(11.076)

(5.736)

Provisão p/ Créditos de Liquidação Duvidosa

(1.603)

(892)

(1.603)

(892)

Total

100.272

100.686

100.273

100.687

 

 

7.         Estoques

 

 

Controladora e Consolidado

 

Dez/2007

Dez/2006

Produtos Acabados

40.211

29.799

Matérias Primas, Auxiliares e Embalagens

36.214

26.728

Materiais Diversos

11.587

11.937

Total

88.012

68.464

 

 

8.         Créditos Tributários e Impostos a Recuperar

 

 

 

Controladora e Consolidado

 

 

Dez/2007

 

Dez/2006

Impostos a recuperar / compensar

 

 

 

 

   Contribuição Social Sobre Lucro

 

209

 

                302

   Imposto de Renda

 

491

 

                816

 

 

 

 

 

   ICMS a compensar sobre aquisições de ativos

 

2.758

 

             3.080

 

 

 

 

 

   Créditos acumulados de ICMS Camaçari  

 

42.045

 

           32.511

   Créditos acumulados de ICMS exportação  Camaçari  

 

37.416

 

           25.423

   (-) Provisão para perdas créditos ICMS Camaçari   

 

(19.873)

 

           (5.805)

 

 

 

 

 

   Créditos acumulados de Pis e Cofins

 

830

 

             2.646

   Créditos acumulados de Pis e Cofins sobre aquisições de ativos

 

1.526

 

             2.101

 

 

 

 

 

   Outros

 

215

 

                551

Total      

 

65.617

 

           61.625

Demonstrado como:

 

 

 

 

   Ativo Circulante

 

8.339

 

           22.657

   Ativo Realizável a Longo Prazo

 

57.278

 

           38.968

 

 

 

 

A companhia vem acumulando créditos de ICMS em sua unidade de produção na Bahia em função: das exportações que por lá realiza, de vendas ao mercado local  para empresas beneficiadas com diferimento desse tributo naquele estado,  e das vendas para fora daquele estado com alíquotas interestaduais menores do que as internas  que são pagas nas compras de insumos.

Estão em andamento várias ações para buscar a melhora da realização destes créditos:

- Reestruturação da logística das operações;

- Atuação política junto ao governo do estado da Bahia, diretamente e através do COFIC – Comitê de Fomento Industrial de Camaçari – pleiteando alterações na legislação de ICMS daquele estado que eliminem o acúmulo destes créditos e abram diversas alternativas  para aproveitamento dos créditos existentes. Essas mudanças são fundamentais para restaurar a competitividade que vêm sendo perdida progressivamente pelas empresas do Pólo Petroquímico de Camaçari, justamente por deficiência dessa legislação.

         - Utilização destes créditos para pagamentos de débitos de ICMS da própria empresa

         - Obtenção de autorização legal para comercialização mais eficaz destes créditos junto a terceiras empresas devedoras desse tributo.

Ao longo dos últimos anos, a companhia tem conseguido realizar parte destes créditos, comercializando-os com  terceiros instalados na Bahia, com algum deságio. Por prudência foi então constituída provisão  para parte do saldo da conta para a eventual venda com deságio desses créditos.

Dada a possibilidade de que o prazo para aproveitamento destes créditos ultrapasse um exercício social, parte do saldo foi reclassificado para o Realizável a Longo Prazo.

 

 

 

 

 

 

9.         Imposto de Renda e Contribuição Social sobre Lucro Líquido

 

(a)                Reconciliação da despesa de IR e CSLL

 

 

Controladora e Consolidado

Composição da Despesa de IRPJ e CSLL

Dez/2007

 

Dez/2006

Lucro antes do Imposto de Renda e da Contribuição Social

92.025

 

        24.348

( - ) Compensação de prejuízo fiscal e base negativa

(27.608)

 

         (7.304)

  Imposto de Renda e Contribuição Social alíquota de 34%

(21.902)

 

(5.795)

  Adições e exclusões permanentes

(230)

 

              516

  Adições e exclusões temporárias

3.470

 

              426

  Juros sobre capital próprio

5.021

 

           1.322

  Incentivos fiscais

769

 

                61

Imposto de Renda e Contribuição Social

(12.872)

 

         (3.470)

  Imposto Corrente

(22.180)

 

(1.084)

  Imposto Diferido

9.308

 

         (2.386)

 

 

(b)        Composição do saldo do Imposto de Renda e da Contribuição Social diferidos

 

Em conformidade com a Deliberação CVM nº 273 e Instrução CVM nº 371, a companhia possui registrados no Realizável a Longo Prazo ativos fiscais diferidos  decorrentes de diferenças temporárias, no montante de R$ 19.838.  O saldo dos créditos tributários e obrigações fiscais diferidas consolidadas (Imposto de Renda e Contribuição Social), em 31 de dezembro de 2007 é representado por:

 

           

 

 

 

Saldo Consolidado Dez/2007

Diferenças Temporárias, Representadas por:

 

 

Provisão para Devedores Duvidosos

 

545

Provisão para Contingências Trabalhistas

 

2.617

Provisão para Contingências Fiscais

 

4.115

Provisão para Perdas com Créditos Tributários

 

6.757

Ágio Amortizado

 

775

Outras Provisões

 

5.029

Total

 

19.838

 

Expectativa de Realização dos Créditos Tributários

 

2008

4.558

2009

1.820

2010

1.575

2011

4.190

2012 em diante

7.695

Total

19.838

 

Não estão registrados no ativo os créditos fiscais decorrentes do prejuízo fiscal de R$ 71.773  e da base negativa de R$ 38.631.

 

            A Companhia possui registrado no Exigível a Longo Prazo passivo fiscal diferido no valor de R$ 3.472, decorrente do ganho de capital na venda da unidade fabril de Taubaté (Nota 24). O ganho de capital está sendo oferecido à tributação conforme o recebimento das parcelas da venda.

 

10.        Valores a Receber

 

 

 

Controladora e Consolidado

 

Dez/2007

Dez/2006

Títulos a Receber  - Venda de Ativos

16.015

13.289

Títulos a Receber – Cessão de Direitos

8.122

-

Outros valores a receber

760

1.185

Total

24.897

14.474

 

 

 

11.        Investimentos

 

Principais dados dos investimentos avaliados pelo MEP e custo em 31 de dezembro :

 

 

Dez/2007

Dez/2006

a) Avaliados pelo Método da Equivalência Patrimonial

 

 

CASTLETOWN  Trading S.A.

 

 

Patrimônio Líquido

1.401

1.545

Quantidade de Ações Possuídas    (Lote de Mil)

7.350

7.350

Participação (%)

100

100

Resultado da Equivalência Patrimonial

(246)

(144)

Total dos Investimentos avaliados pelo MEP

1.155

1.401

 

 

 

b) Avaliados pelo Método de Custo

 

 

Outros Investimentos Avaliados pelo Custo

6.327

7.276

Total

7.482

8.677

 

 

12.        Imobilizado

 

 

 

 

 

CONTROLADORA E CONSOLIDADO

 

 

 

Dez/2007

 

Dez/2006

 

Taxas

 

Custo

Depreciação

Valor

 

Valor

Imobilizado

Anuais de

 

 

 

 

 

 

 

depreciação

 

Corrigido

Acumulada

Residual

 

Residual

  Terrenos

 

 

11.111

-

11.111

 

    11.111

  Construções

4%

 

55.286

(29.208)

26.078

 

    27.366

  Equipamentos e instalações (i)

5% a 10%

 

314.150

(168.082)

146.068

 

  141.506

  Imobilizado em andamento

 

 

23.564

-

23.564

 

    24.067

  Equipamentos  Informática e software

20%

 

4.304

(2.835)

1.469

 

     1.579

  Móveis e Utensílios

10%

 

6.274

(4.616)

1.658

 

      1.474

  Veículos

20%

 

2.045

(1.146)

899

 

         888

  Outros ativos

10% e 20%

 

23

(9)

14

 

          99

Total

 

 

416.757

(205.896)

  210.861

 

  208.090

 

(i) A depreciação dos equipamentos e instalações industriais é variável em função dos volumes de produção, com as taxas médias situando-se entre 5% a 10% ao ano.

 

 

 

13.       Diferido e Ágio a Amortizar

 

 

Controladora e Consolidado

 

Dez/2007

Dez/2006

DIFERIDO

 

 

Despesas pré-operacionais :

 

 

Projetos em operação

88.476

87.283

Amortizações

(78.256)

(75.436)

Saldo líquido

10.220

11.847

Projetos em andamento

3.812

4.767

Total

14.032

16.614

ÁGIO A AMORTIZAR

 

 

Ágio/Deságio  Aquisição de  Investimentos

53.072

53.072

Amortização do Ágio/Deságio

(29.615)

(24.314)

Total

23.457

28.758

 

 

 

14.       Impostos e Contas a Pagar

 

 

 

Controladora

Consolidado

 

Dez/2007

Dez/2006

Dez/2007

Dez/2006

Impostos a pagar

3.851

2.955

3.851

2.955

Encargos sociais a pagar

1.437

1.453

1.437

1.453

Comissões a pagar

1.088

1.287

308

343

Provisões diversas

7.100

2.701

7.100

2.701

Outras contas a pagar

681

737

734

794

Total

14.157

9.133

13.430

8.246

 

 

15        Instituições Financeiras

 

Os financiamentos, referentes a investimentos em ampliação e modernização das instalações e capital de giro, têm as seguintes características:

 

 

 

 

 

 

 

 

Dez/2007

 

Dez/2006

Modalidade

Encargos             %

Garantias

Amortização

Término

Curto Prazo

Longo    Prazo

 

Curto Prazo

Longo Prazo

FINAME – BNDES

TJLP + 3,50 a 6,50 aa.

Nota promissória

Mensal

15/10/2007

-

-

 

        20

 -

POC  -  BNDES

TJLP + CESTAS MOEDAS + 3,35 a 5,35 aa.

Nota promissória

Mensal

15/05/2009

1.963

1.761

 

   4.001

   3.696

MODERMAQ – FINAME

10,95 aa.

Alienação fiduciária

Mensal

15/10/2010

104

178

 

      105

      280

BNDES

TJLP + CESTAS MOEDAS + 2,625 a 3,85 aa.

Fiança e aval

Mensal e Semestral

15/01/2010

35.858

33.448

 

 15.751

 55.568

EXIM

TJLP + 3,00  aa.

Nota promissória

Mensal

15/12/2007

-

-

 

   6.643

 -

EXIM – MOEDA ESTRANGEIRA

US$ + 10,31 aa.

Nota promissória

Mensal

15/12/2007

-

-

 

   1.529

 -

CÉDULA CRÉDITO INDUSTRIAL  – BNB

9,775 aa.

Alienação fiduciária

Mensal

28/12/2010

1.281

9.349

 

        16

 17.015

COMPROR

CDI + 0,09 am.

Nota promissória

Auto Liquidável

 

4.071

-

 

   2.198

 -

Total Controladora e Consolidado

 

 43.277

 44.736

 

 30.263

76.559

 

 

Os montantes a longo prazo têm a seguinte composição por ano de vencimento:

 

 

Controladora e Consolidado

 

Dez/2007

Dez/2006

2008

-

39.575

2009

36.313

30.705

2010 em diante

8.423

6.279

Total

44.736

76.559

 

           

Para financiar a continuidade futura dos programas de modernização, racionalização e automação para o aumento da produtividade e redução dos custos operacionais, foi obtido junto ao BNDES linha de crédito de longo prazo de R$ 116.681. O contrato foi assinado em 06 de dezembro de 2007 com amortização mensal, carência de 24 meses, limite do crédito de dois anos e amortização máxima de 96 meses. O montante será disponibilizado durante o exercício de 2008.

 

 

 

 

 

16.       Dividendos e Participações

 

 

Controladora e Consolidado

 

Dez/2007

Dez/2006

Juros sobre capital próprio

11.637

4.874

Participações administradores

2.958

1.357

Participações empregados

3.288

635

Total

17.883

6.866

 

 

 

 

17.       Impostos a Pagar Longo Prazo e Provisão para Contingências

 

 

A companhia mantém no Exigível a Longo Prazo como Impostos a Pagar, 100% do valor dos tributos não recolhidos em função de medidas judiciais, devidamente atualizados monetariamente e provisões suficientes para cobrir eventuais perdas tributárias, trabalhistas e cíveis, classificadas em um primeiro momento como prováveis. No quadro abaixo o montante dessas contingências, suas provisões e depósitos judiciais:

 

 

(a)        Impostos a Pagar Longo Prazo

 

 

 

Controladora e Consolidado

 

Dez/2007

Dez/2006

    PIS e COFINS

33.500

28.899

    COFINS e Salário Educação    

16.097

16.097

    (-) Depósito Judicial

(16.097)

(16.097)

    IRPJ e CSLL

6.808

6.577

    Outros

6.588

6.456

    (-) Depósito Judicial

(3.752)

(3.752)

Total Impostos a Pagar Longo Prazo

62.993

58.029

Total Depósito Judicial

(19.849)

(19.849)

Total Líquido

43.144

38.180

 

                              

(b)        Provisão para Contingências

 

 

Controladora e Consolidado

 

Dez/2007

Dez/2006

Trabalhistas e Cíveis

12.401

10.641

Tributário

13.810

13.292

Total depósito judicial

(2.049)

(1.321)

Total líquido

24.162

22.612

 

 

 

Impostos a Pagar Longo Prazo

 

A companhia compensou créditos decorrentes de ação judicial questionando a constitucionalidade dos decretos-lei 2445 e 2449 de 1988 que alteraram a forma de apuração do PIS, mantendo estas compensações provisionadas e devidamente atualizadas no seu Exigível a Longo Prazo, no montante de R$ 33.500.

 

Em decorrência de medidas judiciais questionando a legalidade da cobrança do diferencial de alíquota de 1% da COFINS e do Salário Educação, a Companhia depositou judicialmente até o exercício findo em dezembro de 2007 o montante de R$ 16.097 relativos a estes tributos que estão integralmente provisionados no seu Exigível a Longo Prazo.

 

A companhia compensou 100% de prejuízos fiscais e bases negativas no recolhimento de IRPJ e da CSLL, mantendo provisionadas e devidamente atualizadas no seu Exigível a Longo Prazo, no montante de R$ 6.808.

 

Trabalhistas e Cíveis  

 

A companhia mantém provisões em montante suficiente para cobertura das suas ações trabalhistas e cíveis classificadas como perda provável.

 

 

18.       Capital Social

 

a)      Grupamento de Ações

Em 5 de setembro de 2007, a Assembléia Geral Extraordinária da Elekeiroz S.A. aprovou o grupamento das 629.703.409 ações escriturais representativas do capital subscrito e realizado da sociedade na proporção de 200 (duzentas) ações para cada 1 (uma) ação do capital após o grupamento, da mesma espécie e forma.

No período de 10.09.2007 a 09.10.2007, os acionistas ajustaram suas posições acionárias em lotes múltiplos de 200 (duzentas) ações.

           

            b)   Desdobramento de Ações e alteração do Capital Autorizado

Em 21 de novembro de 2007, a Assembléia Geral Extraordinária da Elekeiroz S.A. aprovou o desdobramento em 900% das 3.148.517 ações escriturais representativas do capital subscrito e realizado, passando a 31.485.170 ações escriturais  sem valor nominal, sendo 14.518.150 ordinárias e 16.967.020 preferenciais, sem alteração na expressão monetária do capital social.

Elevação dos limites do Capital Autorizado, de até 10.500.000 para até 105.000.000 de ações escriturais sem valor nominal, sendo 35.000.000 ordinárias e 70.000.000 preferenciais.

 

c)    Capital subscrito e integralizado

Em 31 de dezembro de 2007 o capital subscrito e integralizado é de R$ 220.000, dividido em 31.485.170 ações escriturais, sem valor nominal, sendo 14.518.150 ordinárias  e 16.967.020 preferenciais sem direito a voto.

 

d)    Características das ações

As ações preferenciais, sem direito a voto, terão as seguintes características:

(a)     prioridade, em relação às ações ordinárias,  no recebimento do dividendo obrigatório;

(b)     dividendo, por ação preferencial, nunca inferior ao que for atribuído a cada ação ordinária;

(c)     participação nos aumentos de capital decorrentes de capitalização de reservas e lucros; 

(d)     prioridade, em relação às ações ordinárias, no reembolso do capital, sem prêmio, no caso de liquidação

da companhia;

(e)     direito de, em eventual alienação de controle, serem incluídas em oferta pública de aquisição de ações, de modo a que lhes assegure preço unitário igual a 80%  do valor pago por ação com direito a voto, integrante do bloco de controle; 

(f)       dividendo prioritário mínimo, anual e não cumulativo, de R$ 0,10  por mil ações, que será ajustado em caso de desdobramento ou grupamento.

 

 

19.       Dividendos e Juros sobre Capital Próprio

 

Os acionistas têm direito de receber, como dividendo obrigatório, importância equivalente a 25% do lucro líquido apurado no mesmo exercício, ajustado pela diminuição ou acréscimo dos valores especificados nas letras “a” e “b” do inciso I do artigo 202 da Lei nº 6.404/76 e observados os incisos II e III do mesmo dispositivo legal.

           

Os dividendos foram calculados conforme segue:

 

 

Dez/2007

 

 

Lucro Líquido do Exercício

71.457

(-) Reserva Legal (5%)

(3.573)

(=) Base de cálculo

67.884

Dividendo mínimo obrigatório (25%)

16.971

 

 

Dividendos Declarados no Exercício:

 

Juros sobre o Capital Próprio

21.095

(-) IRRF

(3.164)

(=) Remuneração Líquida no Ano

17.931

 

Conforme facultado pela legislação e previsto no estatuto da empresa, o valor referente aos Juros sobre o Capital Próprio, líquido do imposto de renda, está sendo imputado ao valor do dividendo obrigatório. O valor bruto dos juros sobre o capital próprio é de R$ 669,99 por lote de mil ações.

 

 

 

20.       Resultado financeiro

 

O resultado financeiro é constituído das seguintes despesas e receitas financeiras:

 

 

Controladora

Consolidado

 

Dez/2007

Dez/2006

Dez/2007

Dez/2006

Receita Financeira

10.741

6.214

10.741

6.214

Variação Monetária e Cambial Ativa

9.282

6.349

9.282

6.349

Total Receita Financeira

20.023

12.563

20.023

12.563

 

 

 

 

 

Despesa Financeira

(15.653)

(16.757)

(15.653)

(16.757)

Variação Monetária e Cambial Passiva

(13.618)

(7.966)

(13.859)

(8.099)

Total Despesa Financeira

(29.271)

(24.723)

(29.512)

(24.856)

Resultado Financeiro Líquido

(9.248)

(12.160)

(9.489)

(12.293)

 

 

 

 

 

21.       Instrumentos Financeiros

 

Considerando determinação da Instrução CVM nº 235/95, a Companhia procedeu a uma avaliação dos seus ativos e passivos contábeis em relação aos valores de mercado, concluindo que estes estão adequadamente demonstrados em razão dos motivos que se seguem:

 

Financiamentos de Curto e Longo Prazos: O valor contábil foi determinado utilizando-se as taxas de juros pactuadas junto às instituições financeiras, as quais refletem o valor de mercado, consideradas as condições e natureza dessas operações e o porte da Companhia, dentre outros.

 

Os principais riscos de mercado que afetam o negócio da companhia podem ser assim enumerados:

 

Risco de Crédito: As vendas da empresa apresentam baixa concentração, não havendo clientes representando mais de 5% do faturamento líquido. A companhia possui uma política de crédito que estabelece limites e prazos, dentro dos padrões de liquidez, que são determinados por diversos instrumentos de rating. Além da diversificação no mercado interno, uma parcela representativa de produtos é destinada ao mercado externo, seguindo o mesmo procedimento de avaliação de risco.

 

Risco de Câmbio: A Companhia tem participação expressiva de exportações nas suas receitas, e em conseqüência supre suas necessidades de capital de giro através de linhas de financiamento atreladas às exportações, dado que estas apresentam taxas e condições mais  atraentes que as alternativas de financiamento de capital de giro em moeda local.

 

Risco de Preço: O setor químico brasileiro está altamente inserido no mercado globalizado, sendo os preços em geral fortemente influenciados pelas condições internacionais de oferta e demanda, com isso tanto nossos preços de vendas como nossas compras de matérias-primas, apresentam ciclos de altas praticamente simultâneos, preservando uma margem média que possibilita a sustentação do negócio.

 

Risco de Taxa de Juros: As captações são efetivadas com taxas de juros fixas, dentro de condições normais de mercado, e atualizadas e registradas pelo valor de liquidação na data do balanço.

 

 

22.       Plano de outorga de opções de ações e plano de previdência

 

Com o objetivo de integrar os administradores e funcionários no processo de desenvolvimento da sociedade a médio e longo prazo, a AGE realizada em 31de julho de 2003 deliberou instituir um plano de outorga de opções de ações, facultando aos mesmos participarem das valorizações que seu trabalho e dedicação trouxerem para as ações representativas do capital da companhia. O plano será administrado pelo Comitê de Opções Elekeiroz, composto por membros eleitos anualmente pelo Conselho de Administração. Até o encerramento destas demonstrações o referido plano ainda não havia produzido quaisquer efeitos a serem reconhecidos nos resultados da companhia.

 

A Elekeiroz S.A. oferece a todos os seus colaboradores a participação em um plano de previdência do tipo contribuição definida (Plano PAI-CD). O plano é administrado pela Fundação Itausa Industrial, entidade fechada de previdência privada sem fins lucrativos da qual a companhia é uma das patrocinadoras. Pela natureza do plano, não há risco atuarial e o risco dos investimentos é dos participantes do mesmo. O regulamento vigente prevê a participação da patrocinadora com 100% do montante aportado pelos funcionários, tendo resultado em contribuições de R$ 1.681 no exercício de 2007 (R$ 1.164 em 2006).

 

 

23.      Cobertura de seguros

           

A administração considera ser suficiente o nível de cobertura de seguros para fazer face a eventuais sinistros em vista da natureza dos bens da Companhia e dos riscos inerentes. Em 31 de dezembro de 2007, a cobertura de seguros e riscos diversos para os bens do imobilizado e estoques é de R$ 246.907 (R$ 306.000 em 2006).

 

 

24.       Resultado Não Operacional

 

A companhia concluiu  o processo de venda da unidade industrial de Taubaté, no estado de  São Paulo, iniciado em setembro de 2006, com a alienação em 01 de setembro de 2007 dos equipamentos que tinham sido excluídos do contrato de venda  original.

Esta alienação gerou um ganho de capital de R$ 3,5 milhões que está refletido no Resultado Não Operacional da Demonstração de Resultados da companhia.

 

Também em setembro a companhia paralisou as atividades da sua unidade produtora de Sulfeto de Carbono, produto que respondeu por aproximadamente 1% da receita líquida da companhia em 2006 e não apresentava contribuição positiva aos resultados. Os ativos remanescentes desta unidade, bem como os gastos para desmobilização dos mesmos estão integralmente provisionados no resultado do exercício.

 

 

 25.      Mudança da Legislação Societária Brasileira

 

Em 28 de dezembro de 2007, foi promulgada a Lei nº 11.638/07, que modifica certos dispositivos da Lei das Sociedades por Ações (Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976). Em termos gerais, a nova Lei requer a harmonização das práticas contábeis adotadas no Brasil aos padrões contábeis internacionais derivados das normas emitidas pelo International Accounting Standard Board.

 

A companhia já adota a prática de divulgar a Demonstração do Fluxo de Caixa e a Demonstração do Valor Adicionado, e está analisando os impactos das alterações introduzidas pela nova Lei referentes principalmente a contabilização de incentivos fiscais, ajuste a valor presente de ativos e passivos de longo prazo. As eventuais alterações serão reconhecidas no decorrer de 2008.

 

 

 

 

ANEXO 1 – Demonstração dos Fluxos de Caixa

 

DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA

PERÍODOS FINDOS

( Em milhares de Reais )

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CONTROLADORA

 

CONSOLIDADO

 

2007

 

2006

 

2007

 

2006

 

 

 

 

 

 

 

 

 ATIVIDADES OPERACIONAIS

 

 

 

 

 

 

 

   Ajustes no lucro líquido

 

 

 

 

 

 

 

     Lucro Líquido

           71.457

 

         18.828

 

        71.457

 

       18.828

     Imposto de renda e contribuição social diferidos

          (9.308)

 

           3.135

 

        (9.308)

 

         3.135

     Depreciação e amortização

           24.270

 

         19.607

 

        24.270

 

       19.607

     Equivalência patrimonial

                246

 

              144

 

-

 

-

     Perda (ganho) na alienação de imobilizado e investimentos

             2.111

 

         (9.289)

 

          2.111

 

       (9.289)

     Amortização de ágio

             5.300

 

           5.300

 

          5.300

 

         5.300

     Incentivos fiscais

             7.820

 

            1.000

 

          7.820

 

         1.000

     Provisão para contingências

           21.311

 

           2.483

 

        21.311

 

         2.483

     

 

 

 

 

 

 

 

   Decréscimo (acréscimo) em ativos

 

 

 

 

 

 

 

     Contas a receber de clientes

                413

 

       (24.107)

 

             414

 

     (24.107)

     Estoques

        (19.548)

 

         17.591

 

      (19.548)

 

       17.591

     Depósitos judiciais

             (703)

 

              539

 

           (703)

 

            539

     Demais contas a receber

           13.247

 

         12.046

 

        13.247

 

       12.046

     Impostos a recuperar de Longo Prazo

        (32.379)

 

       (37.406)

 

      (32.379)

 

     (37.406)

     Valores a receber de Longo Prazo

          (8.923)

 

         (7.560)

 

        (8.923)

 

       (7.560)

 

 

 

 

 

 

 

 

   Acréscimo (decréscimo) em passivos

 

 

 

 

 

 

 

     Fornecedores

             6.432

 

           7.931

 

          6.431

 

         7.930

     Impostos e obrigações trabalhistas

             1.088

 

           1.149

 

          1.088

 

         1.149

     Demais contas a pagar

           15.160

 

         (8.037)

 

        15.319

 

       (7.939)

 Caixa gerado pelas atividades operacionais

        97.994

 

          3.354

 

      97.907

 

       3.307

     

 

 

 

 

 

 

 

 ATIVIDADES DE INVESTIMENTO

 

 

 

 

 

 

 

     Participações societárias

             (475)

 

            (285)

 

           (475)

 

          (285)

     Aquisição de imobilizado

        (30.506)

 

       (23.901)

 

      (30.506)

 

     (23.901)

     Aumento de diferido

             (247)

 

         (1.574)

 

           (247)

 

       (1.574)

     Receita de venda de ativos

             4.183

 

         15.162

 

          4.183

 

       15.162

 Caixa usado nas atividades de investimentos

      (27.045)

 

     (10.598)

 

    (27.045)

 

   (10.598)

     

 

 

 

 

 

 

 

 ATIVIDADES DE FINANCIAMENTO

 

 

 

 

 

 

 

     Empréstimos e financiamentos - principal e juros

        (18.896)

 

         11.707

 

      (18.809)

 

       11.757

     Distribuição de juros sobre capital próprio

        (21.095)

 

         (5.556)

 

      (21.095)

 

       (5.556)

 Caixa usado nas atividades de financiamentos

      (39.991)

 

          6.151

 

    (39.904)

 

       6.201

     

 

 

 

 

 

 

 

 Acréscimo (decréscimo) líquido em caixa e aplicações financeiras

        30.958

 

       (1.093)

 

      30.958

 

     (1.090)

     

 

 

 

 

 

 

 

 Caixa e aplicações financeiras no início do exercício

        40.940

 

       42.033

 

      40.943

 

     42.033

 Caixa e aplicações financeiras no final do exercício

        71.898