NOTAS
EXPLICATIVAS DA ADMINISTRAÇÃO
ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
EM
31 DE DEZEMBRO DE 2006 E DE 2005.
(Valores expressos em milhares de Reais)
1. Contexto
operacional
A Elekeiroz é uma empresa
controlada pela Itausa - Investimentos Itaú S.A., e
conta com duas unidades industriais: uma em Camaçari
– BA. e uma no estado de São Paulo, na cidade de
Várzea Paulista, onde está sua sede.
A companhia tem por objetivo
a industrialização e comercialização de produtos químicos e petroquímicos em
geral, inclusive de tais produtos de terceiros, importação, exportação, bem
como a participação em outras sociedades.
2. Apresentação das demonstrações
contábeis
As demonstrações contábeis da
Elekeiroz S.A. foram elaboradas de acordo com a Lei das Sociedades por Ações e
normativos da Comissão de Valores Mobiliários – CVM.
3. Sumário das principais práticas
contábeis
a) Apuração do Resultado
As receitas e despesas são
reconhecidas conforme o regime contábil de competência. A provisão para imposto
de renda é constituída incluindo a parcela relativa a incentivos fiscais, sendo
a redução deste tributo creditada diretamente a reserva de capital específica.
b) Aplicações Financeiras
Estão registradas ao valor de custo
acrescido dos rendimentos incorridos até a data do balanço, que não supera o
valor de mercado.
c) Provisão para Créditos de Liquidação
Duvidosa
Constituída com base na análise dos riscos
de realização dos créditos, em montante considerado suficiente para cobertura
de possíveis perdas.
d) Estoques
Estão avaliados ao custo médio de
aquisição ou produção, não excedendo os valores de mercado, não existindo
estoques obsoletos (Nota 7).
e) Investimentos
O investimento em empresa controlada
foi avaliado pelo método da equivalência patrimonial. Os demais investimentos
são registrados pelo valor de custo de aquisição, corrigido monetariamente até
31 de dezembro de 1995 e ajustados ao valor de mercado, quando aplicável (Nota
10).
f) Imobilizado e Depreciação
O imobilizado está registrado ao
custo de aquisição ou construção, corrigido monetariamente até 31 de dezembro
de 1995, incluindo os juros incorridos durante a construção.
A depreciação é calculada pelo método
linear a taxas compatíveis com o prazo de vida útil dos bens. Para os
equipamentos e instalações utilizados diretamente no processo produtivo é
utilizado o método das unidades produzidas levando em consideração a vida
útil-econômica dos bens (Nota 11).
g) Diferido
Contém os gastos diferidos referentes
à organização e expansão das unidades industriais e planos de melhorias e
desenvolvimento de sistemas de gestão corporativa, amortizados linearmente a
taxas de 10% e
20% ao ano (Nota 12).
h) Ágio a amortizar
Refere-se ao ágio apurado na
aquisição de empresas controladas. Sua amortização está sendo realizada de
acordo com as projeções de resultados dos negócios que lhes deram origem (Nota
12).
i) Direitos e Obrigações
Encontram-se atualizados, quando
pertinente, às taxas de câmbio e encargos financeiros, nos termos dos contratos
vigentes, de modo que reflitam os valores incorridos até a data do balanço
(Nota 13).
j) Imposto de Renda e Contribuição
Social
O Imposto de Renda está calculado à
alíquota de 15% sobre o lucro tributável, acrescida do
adicional de 10%. A Contribuição Social Sobre o Lucro está calculada à
alíquota de 9% sobre o lucro contábil ajustado.
A Companhia é beneficiária de redução
parcial do Imposto de Renda sobre os resultados operacionais da sua base
produtiva de Camaçari – BA no percentual de 75% até
31 de dezembro de 2015 (Nota 9 a).
O Imposto de Renda e a Contribuição Social diferidos
estão apresentados no Realizável a Longo Prazo e no Exigível
a Longo Prazo (Nota 9 b).
k) Provisão para Manutenção
Para atender a deliberação CVM 489/2005, que aprovou a
NPC 22 do IBRACON, interpretada pela IT 01/2006, a
companhia alterou a prática de constituir provisão para manutenção das suas
unidades industriais (Nota 21).
l) Reclassificações e Novos
Pronunciamentos
Em decorrência da adoção das Deliberações CVM
no 488/05 e no 489/05, determinadas reclassificações
foram efetuadas às demonstrações financeiras do ano anterior, considerando a
compensação dos depósitos judiciais na controladora e no consolidado, contra
seus respectivos passivos nas rubricas “provisão para impostos e contribuições”
e “provisão para contingências” (Nota 14).
m) Informações suplementares
A
empresa está apresentando, como informação suplementar, as seguintes
informações:
Demonstração
dos fluxos de caixa pelo método indireto – elaborado de acordo com a NPC nº 20 do IBRACON
(Instituto dos Auditores Independentes do Brasil),
Demonstração do valor adicionado -
elaborado de acordo com o Ofício Circular CVM nº 01/00.
4. Demonstrações Contábeis Consolidadas
As demonstrações contábeis
consolidadas incluem a controlada Castletown Trading S.A. e foram preparadas de acordo com as normas
estabelecidas pela CVM - Comissão de Valores Mobiliários - que requerem a eliminação:
a) dos saldos das contas de ativos e
passivos entre as empresas consolidadas;
b) das participações no capital,
reservas e lucros acumulados das empresas controladas;
c) dos saldos de receitas e despesas,
bem como de lucros não realizados, decorrentes de negócios entre as empresas.
Informações resumidas sobre as
demonstrações contábeis da controlada:
|
CASTLETOWN TRADING |
Dez/2006 |
Dez/2005 |
|
ATIVO |
|
|
|
Circulante |
1.462 |
1.612 |
|
Total do Ativo |
1.462 |
1.612 |
|
PASSIVO E PATRIMÔNIO
LÍQUIDO |
|
|
|
Circulante |
61 |
67 |
|
Patrimônio
Líquido |
1.401 |
1.545 |
|
Total do Passivo e
Patrimônio Líquido |
1.462 |
1.612 |
|
DEMONSTRAÇÃO DO
RESULTADO |
|
|
|
Receitas
(Despesas) Operacionais Líquidas |
(10) |
(40) |
|
Lucro (Prejuízo) do Período |
(10) |
(40) |
5. Disponível/Aplicações
|
|
Controladora |
Consolidado |
||
|
|
Dez/2006 |
Dez/2005 |
Dez/2006 |
Dez/2005 |
|
Caixa |
11 |
15 |
11 |
15 |
|
Contas Bancárias |
1.060 |
2.109 |
1.063 |
2.109 |
|
Aplicações Financeiras de Liquidez Imediata |
39.869 |
39.909 |
39.869 |
39.909 |
|
Total |
40.940 |
42.033 |
40.943 |
42.033 |
6. Clientes
|
|
Controladora |
Consolidado |
|||
|
|
Dez/2006 |
Dez/2005 |
Dez/2006 |
Dez/2005 |
|
|
Clientes no País |
66.736 |
58.089 |
66.736 |
58.089 |
|
|
Clientes no Exterior |
40.578 |
19.371 |
40.579 |
19.373 |
|
|
Descontos Cambiais |
(5.736) |
- |
(5.736) |
- |
|
|
Provisão p/ Créditos de Liquidação Duvidosa |
(892) |
(881) |
(892) |
(881) |
|
|
Total |
100.686 |
76.579 |
100.687 |
76.581 |
|
7. Estoques
|
|
Controladora e Consolidado |
||
|
|
Dez/2006 |
Dez/2005 |
|
|
Produtos Acabados |
29.799 |
42.481 |
|
|
Matérias Primas, Auxiliares e Embalagens |
26.728 |
32.630 |
|
|
Materiais Diversos |
11.937 |
10.944 |
|
|
Total |
68.464 |
86.055 |
|
8. Créditos
Tributários e Impostos a Recuperar
|
|
|
Controladora e Consolidado |
||
|
|
|
Dez/2006 |
|
Dez/2005 |
|
Impostos a recuperar / compensar |
|
|
|
|
|
Contribuição Social Sobre o Lucro Antecipada |
|
302 |
|
166 |
|
Imposto de Renda Antecipado |
|
816 |
|
1.124 |
|
|
|
|
|
|
|
ICMS a compensar sobre aquisições de ativos |
|
3.080 |
|
3.575 |
|
|
|
|
|
|
|
Créditos acumulados de ICMS Camaçari (*) |
|
32.511 |
|
24.315 |
|
Créditos acumulados de ICMS exportação Camaçari (*) |
|
25.423 |
|
15.245 |
|
(-) Provisão para perdas créditos ICMS Camaçari (*) |
|
(5.805) |
|
(6.855) |
|
|
|
|
|
|
|
Créditos acumulados de Pis e Cofins |
|
2.646 |
|
1.647 |
|
Créditos acumulados de Pis e Cofins sobre
aquisições de ativos |
|
2.101 |
|
1.887 |
|
|
|
|
|
|
|
Outros |
|
551 |
|
665 |
|
Total |
|
61.625 |
|
41.769 |
|
Demonstrado como: |
|
|
|
|
|
Ativo Circulante |
|
22.657 |
|
40.208 |
|
Ativo Realizável a Longo Prazo |
|
38.968 |
|
1.561 |
(*) A companhia vem acumulando
créditos de ICMS em sua unidade de produção na Bahia em função dos elevados
volumes exportados, bem como de vendas no mercado interno com diferimento e com alíquotas menores que as das compras. Ao
longo dos últimos anos, a companhia tem conseguido realizar parcialmente estes
créditos em operações com terceiros, porém sujeitas a deságio, que está provisionado. Dada a expectativa de aproveitamento destes
créditos, aproximadamente 80% do valor foi reclassificado
para o
Realizável a Longo Prazo.
9. Imposto
de Renda e Contribuição Social sobre Lucro Líquido
(a)
Reconciliação da despesa de IR e CSLL
|
|
Controladora e Consolidado |
||
|
Composição da Despesa de IRPJ e
CSLL |
Dez/2006 |
|
Dez/2005 |
|
Lucro antes do Imposto de Renda e da Contribuição Social |
24.348 |
|
52.919 |
|
( - )
Compensação de prejuízo fiscal e base negativa |
(7.304) |
|
(15.876) |
|
Imposto de Renda e Contribuição Social
alíquota de 34% |
(5.795) |
|
(12.595) |
|
Adições e exclusões permanentes |
516 |
|
127 |
|
Adições e exclusões temporárias |
426 |
|
3.568 |
|
Juros sobre capital próprio |
1.322 |
|
3.360
|
|
Incentivos fiscais |
61 |
|
205 |
|
Imposto
de Renda e Contribuição Social |
(3.470) |
|
(5.335) |
|
Imposto Corrente |
(1.084) |
|
(5.852) |
|
Imposto Diferido |
(2.386) |
|
517 |
(b) Composição do saldo do Imposto de
Renda e da Contribuição Social diferidos
Em conformidade com a Deliberação CVM
nº 273 e Instrução CVM nº 371, a companhia possui registrados no Realizável a Longo Prazo ativos fiscais diferidos decorrentes de diferenças temporárias, no
montante de R$ 9.953 mil. O saldo dos créditos tributários e obrigações fiscais diferidas
consolidadas (Imposto de Renda e Contribuição Social), em 31 de dezembro de
2006 é representado por:
|
|
|
Saldo Consolidado Dez/2006 |
|
Diferenças Temporárias, Representadas por: |
|
|
|
Provisão para Devedores Duvidosos |
|
303 |
|
Provisão para Contingências Trabalhistas |
|
1.441 |
|
Provisão para Contingências Fiscais |
|
3.043 |
|
Ágio Amortizado |
|
951 |
|
Outras Provisões |
|
4.215 |
|
Total |
|
9.953 |
Expectativa de Realização dos Créditos
Tributários
|
|
|
2007 |
4.044 |
|
2008 |
1.957 |
|
2009 |
3.280 |
|
2010 |
264 |
|
2011 em diante |
408 |
|
Total |
9.953 |
Não estão registrados no ativo os
créditos fiscais decorrentes do prejuízo fiscal de R$ 100.721 mil e da base
negativa de R$ 67.505 mil.
A
Companhia possui registrado no Exigível a Longo Prazo passivo
fiscal diferido no valor de R$ 2.895 mil, decorrente do ganho de capital na
venda da unidade fabril de Taubaté (Nota 22). O ganho de capital está sendo
oferecido à tributação conforme o recebimento das parcelas da venda.
10. Investimentos
Principais dados dos investimentos
avaliados pelo MEP e custo em 31 de dezembro :
|
|
Dez/2006 |
Dez/2005 |
|
a) Avaliados pelo
Método da Equivalência Patrimonial |
|
|
|
CASTLETOWN Trading |
|
|
|
Patrimônio Líquido |
1.545 |
1.545 |
|
Quantidade de Ações
Possuídas (Lote
de Mil) |
7.350 |
7.350 |
|
Participação (%) |
100 |
100 |
|
Resultado da
Equivalência Patrimonial |
(144) |
(253) |
|
Total dos Investimentos avaliados pelo MEP |
1.401 |
1.545 |
|
|
|
|
|
b) Avaliados pelo Método de Custo |
|
|
|
Outros Investimentos
Avaliados pelo Custo |
7.276 |
7.439 |
|
Total |
8.677 |
8.984 |
11. Imobilizado
|
|
|
|
CONTROLADORA E CONSOLIDADO |
||||
|
|
|
|
Dez/2006 |
|
Dez/2005 |
||
|
|
Taxas |
|
Custo |
Depreciação |
Valor |
|
Valor |
|
Imobilizado |
Anuais de |
|
|
|
|
|
|
|
|
depreciação |
|
Corrigido |
Acumulada |
Residual |
|
Residual |
|
Terrenos |
|
|
11.111 |
- |
11.111 |
|
11.141 |
|
Construções |
4% |
|
54.859 |
(27.493) |
27.366 |
|
28.011 |
|
Equipamentos e instalações (i) |
5% a 10% |
|
292.702 |
(151.196) |
141.506 |
|
118.772 |
|
Imobilizado em andamento |
|
|
24.067 |
- |
24.067 |
|
41.950 |
|
Equipamentos Informática e software |
20% |
|
5.063 |
(3.484) |
1.579 |
|
1.253 |
|
Móveis e Utensílios |
10% |
|
5.889 |
(4.415) |
1.474 |
|
1.505 |
|
Veículos |
20% |
|
1.875 |
(987) |
888 |
|
841 |
|
Outros ativos |
10% e 20% |
|
105 |
(6) |
99 |
|
84 |
|
Total |
|
|
395.671 |
(187.581) |
208.090 |
|
203.557 |
(i) A
depreciação dos equipamentos e instalações industriais é variável em função dos
volumes de produção, com as taxas médias situando-se entre 5%
a 10% ao ano.
12. Diferido e Ágio a Amortizar
|
|
Controladora e Consolidado |
|
|
|
Dez/2006 |
Dez/2005 |
|
DIFERIDO |
|
|
|
Despesas pré-operacionais : |
|
|
|
Projetos em operação |
87.283 |
79.852 |
|
Amortizações |
(75.436) |
(72.930) |
|
Saldo líquido |
11.847 |
6.922 |
|
Projetos em andamento |
4.767 |
13.783 |
|
Total |
16.614 |
20.705 |
|
ÁGIO A AMORTIZAR |
|
|
|
Ágio/Deságio Aquisição de
Investimentos |
53.072 |
53.072 |
|
Amortização do Ágio/Deságio |
(24.314) |
(19.014) |
|
Total |
28.758 |
34.058 |
13. Financiamentos
Os financiamentos, referentes a
investimentos em ampliação e modernização das instalações e capital de giro,
têm as seguintes características:
|
|
|
|
|
|
Dez/2006 |
|
Dez/2005 |
||
|
Modalidade |
Encargos % |
Garantias |
Amortização |
Término |
Curto Prazo |
Longo Prazo |
|
Curto Prazo |
Longo Prazo |
|
FINAME
– BNDES |
TJLP + 3,50 a 6,50 aa. |
Nota promissória |
Mensal |
15/10/2007 |
20 |
- |
|
221 |
20 |
|
POC - BNDES |
TJLP + CESTAS MOEDAS + 3,35 a 5,35
aa. |
Nota promissória |
Mensal |
15/05/2009 |
4.001 |
3.696 |
|
3.084 |
5.472 |
|
MODERMAQ
– FINAME |
10,95 aa. |
Alienação fiduciária |
Mensal |
15/10/2010 |
105 |
280 |
|
87 |
353 |
|
BNDES |
TJLP + CESTAS MOEDAS + 2,625 a 3,85
aa. |
Fiança e aval |
Mensal e Semestral |
15/01/2010 |
15.751 |
55.568 |
|
8.384 |
53.713 |
|
EXIM |
TJLP + 3,00 aa. |
Nota promissória |
Mensal |
15/12/2007 |
6.643 |
- |
|
- |
- |
|
EXIM –
MOEDA ESTRANGEIRA |
US$ + 10,31 aa. |
Nota promissória |
Mensal |
15/12/2007 |
1.529 |
- |
|
- |
- |
|
CÉDULA
CRÉDITO INDUSTRIAL –
BNB |
11,90 aa. |
Alienação fiduciária |
Mensal |
28/12/2010 |
16 |
17.015 |
|
13 |
13.856 |
|
COMPROR |
CDI + 0,09 am. |
Nota promissória |
Auto Liquidável |
|
2.198 |
- |
|
9.863 |
- |
|
Total Controladora e Consolidado |
|
30.263 |
76.559 |
|
21.652 |
73.414 |
|||
Os montantes a longo
prazo têm a seguinte composição por ano de vencimento:
|
|
Controladora e Consolidado |
|
|
|
Dez/2006 |
Dez/2005 |
|
2007 |
- |
22.853 |
|
2008 |
39.575 |
24.374 |
|
2009 |
30.705 |
26.187 |
|
2010 em diante |
6.279 |
- |
|
Total |
76.559 |
73.414 |
14. Impostos
a Pagar Longo Prazo e Provisão para Contingências
A companhia mantém no Exigível a Longo Prazo como Impostos a Pagar, 100% do valor dos
tributos não recolhidos em função de medidas judiciais, devidamente atualizados
monetariamente e provisões suficientes para cobrir eventuais perdas
tributárias, trabalhistas e cíveis, classificadas em um primeiro momento como
prováveis. No quadro abaixo o montante dessas contingências, suas provisões e
depósitos judiciais:
(a) Impostos a Pagar Longo Prazo
|
|
Controladora e Consolidado |
|
|
|
Dez/2006 |
Dez/2005 |
|
PIS e COFINS |
28.899 |
27.076 |
|
COFINS e Salário Educação |
16.097 |
16.097 |
|
(-) Depósito Judicial |
(16.097) |
(16.097) |
|
IRPJ e CSLL |
6.577 |
6.287 |
|
Outros |
6.456 |
6.355 |
|
(-) Depósito Judicial |
(3.752) |
(3.819) |
|
Total Impostos a Pagar Longo Prazo |
58.029 |
55.815 |
|
Total Depósito Judicial |
(19.849) |
(19.916) |
|
Total Líquido |
38.180 |
35.899 |
(b) Provisão para Contingências
|
|
Controladora e Consolidado |
|
|
|
Dez/2006 |
Dez/2005 |
|
Trabalhistas
e Cíveis |
10.641 |
11.368 |
|
Tributário |
13.292 |
13.750 |
|
Total
depósito judicial |
(1.321) |
(1.191) |
|
Total líquido |
22.612 |
23.927 |
Impostos a Pagar Longo
Prazo
A companhia compensou créditos
decorrentes de ação judicial questionando a constitucionalidade dos
decretos-lei 2445 e 2449 de 1988 que alteraram a forma de apuração do PIS,
mantendo estas compensações provisionadas e devidamente
atualizadas no seu Exigível a Longo Prazo, no montante
de R$ 28.899 mil.
Em decorrência de m
A companhia compensou 100% de
prejuízos fiscais e bases negativas no recolhimento de IRPJ e da CSLL, mantendo
provisionadas e devidamente atualizadas no seu
Exigível a Longo Prazo, no montante de R$ 6.577 mil.
Trabalhistas e Cíveis
A companhia mantém provisões em
montante suficiente para cobertura das suas ações trabalhistas e cíveis classificadas
como perda provável.
15. Capital Social e Juros Sobre o Capital
Próprio
a) Capital Social
Em 31 de dezembro de 2006 e de 2005 o
capital social autorizado é de 2.100.000.000 de ações escriturais, sendo
700.000.000 ordinárias e 1.400.000.000 preferenciais.
O capital subscrito e integralizado é
de R$ 200.000 mil (R$ 200.000 mil - 2005), dividido em 629.703.409 ações
escriturais (630.703.409 - 2005), sem valor nominal, sendo 290.363.033
ordinárias (290.363.033 - 2005) e 339.340.376 preferenciais sem direito a voto
(339.340.376 - 2005).
b) Dividendos
As ações preferenciais, sem direito a
voto, terão as seguintes características:
(a)
prioridade, em relação às ações ordinárias, no recebimento do dividendo obrigatório;
(b)
dividendo, por ação preferencial, nunca inferior ao que for atribuído
a cada ação ordinária;
(c)
participação nos aumentos de capital decorrentes de capitalização de
reservas e lucros;
(d)
prioridade, em relação às ações ordinárias, no reembolso do capital,
sem prêmio, no caso de liquidação
da companhia;
(e)
direito de, em eventual alienação de controle, serem incluídas em
oferta pública de aquisição de ações, de modo a que lhes assegure preço
unitário igual a 80% do valor pago por
ação com direito a voto, integrante do bloco de controle;
(f)
dividendo prioritário mínimo, anual e não cumulativo, de R$ 0,10 por mil ações, que será ajustado em caso de
desdobramento ou grupamento.
Os acionistas têm direito de receber,
como dividendo obrigatório, importância equivalente a 25% do lucro líquido
apurado no mesmo exercício, ajustado pela diminuição ou acréscimo dos valores
especificados nas letras “a” e “b” do inciso I do artigo 202 da Lei nº 6.404/76
e observados os incisos II e III do mesmo dispositivo legal.
Os dividendos foram calculados
conforme segue:
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Dez/2006 |
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Lucro Líquido do Exercício |
18.828 |
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(-) Reserva Legal (5%) |
(942) |
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(=) Base de cálculo |
17.886 |
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Dividendo mínimo obrigatório (25%) |
4.472 |
|
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Dividendos Declarados no Exercício: |
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Juros sobre o Capital Próprio |
5.556 |
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(-) IRRF |
(831) |
|
(=) Remuneração Líquida no Ano |
4.725 |
Conforme facultado pela legislação e previsto
no estatuto da empresa, o valor referente aos Juros sobre o Capital Próprio,
líquido do imposto de renda, está sendo imputado ao valor do dividendo
obrigatório. O valor bruto dos juros sobre o capital próprio é de R$ 8,82 por
lote de mil ações.
16. Resultado financeiro
O resultado financeiro é constituído
das seguintes despesas e receitas financeiras:
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Controladora |
Consolidado |
|||
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Dez/2006 |
Dez/2005 |
Dez/2006 |
Dez/2005 |
|
|
Receita Financeira |
6.214 |
7.722 |
6.214 |
7.722 |
|
|
Variação Monetária e Cambial Ativa |
6.349 |
5.046 |
6.349 |
5.046 |
|
|
Total Receita Financeira |
12.563 |
12.768 |
12.563 |
12.768 |
|
|
|
|
|
|
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|
Despesa Financeira |
(16.757) |
(12.188) |
(16.757) |
(12.188) |
|
|
Variação Monetária e Cambial Passiva |
(7.966) |
(8.902) |
(8.099) |
(9.114) |
|
|
Total Despesa Financeira |
(24.723) |
(21.090) |
(24.856) |
(21.302) |
|
|
Resultado Financeiro
Líquido |
(12.160) |
(8.322) |
(12.293) |
(8.534) |
|
17. Instrumentos Financeiros
Considerando determinação da Instrução
CVM nº 235/95, a Companhia procedeu a uma avaliação dos seus ativos e passivos
contábeis em relação aos valores de mercado, concluindo que estes estão
adequadamente demonstrados em razão dos motivos que se seguem:
Financiamentos de Curto
e Longo Prazos:
O valor contábil foi determinado utilizando-se as taxas de juros pactuadas
junto às instituições financeiras, as quais refletem o valor de mercado,
consideradas as condições e natureza dessas operações e o porte da Companhia,
dentre outros.
Os principais
riscos de mercado que afetam o negócio da companhia podem ser assim enumerados:
Risco de
Crédito: As vendas da empresa apresentam baixa concentração, não havendo
clientes representando mais de 5% do faturamento
líquido. A companhia possui uma política de crédito que estabelece limites e
prazos, dentro dos padrões de liquidez, que são determinados por diversos
instrumentos de rating. Além da diversificação no
mercado interno, uma parcela representativa de produtos é destinada ao mercado
externo, seguindo o mesmo procedimento de avaliação de risco.
Risco de Câmbio: A Companhia
tem participação expressiva de exportações nas suas receitas, e em conseqüência
supre suas necessidades de capital de giro através de linhas de financiamento atreladas
às exportações, dado que estas apresentam taxas e condições mais atraentes que as
alternativas de financiamento de capital de giro em moeda local.
Risco de Preço: O setor químico brasileiro está altamente
inserido no mercado globalizado, sendo os preços em geral fortemente
influenciados pelas condições internacionais de oferta e demanda, com isso
tanto nossos preços de vendas como nossas compras de matérias-primas,
apresentam ciclos de altas praticamente simultâneos,
preservando uma margem média que possibilita a sustentação do negócio.
Risco de Taxa de Juros: As captações são efetivadas com
taxas de juros fixas, dentro de condições normais de mercado, e atualizadas e
registradas pelo valor de liquidação na data do balanço.
18. Plano
de outorga de opções de ações e plano de previdência
Com o objetivo
de integrar os administradores e funcionários no processo de desenvolvimento da
sociedade a médio e longo prazo, a AGE realizada em 31de julho de 2003
deliberou instituir um plano de outorga de opções de ações, facultando aos
mesmos participarem das valorizações que seu trabalho e dedicação trouxerem
para as ações representativas do capital da companhia. O plano será
administrado pelo Comitê de Opções Elekeiroz, composto por membros eleitos
anualmente pelo Conselho de Administração. Até o encerramento destas
demonstrações o referido plano ainda não havia produzido quaisquer efeitos a
serem reconhecidos nos resultados da companhia.
A Elekeiroz S.A. oferece a todos os
seus colaboradores a participação em um plano de previdência do tipo
contribuição definida (Plano PAI-CD). O plano é administrado pela Fundação Itausa Industrial, entidade fechada de previdência privada
sem fins lucrativos da qual a companhia é uma das patrocinadoras. Pela natureza
do plano, não há risco atuarial e o risco dos investimentos é dos participantes
do mesmo. O regulamento vigente prevê a participação da patrocinadora com 100%
do montante aportado pelos funcionários, tendo resultado em contribuições de R$
1.164 mil no exercício de 2006.
19. Demonstração do cálculo do EBITDA
|
|
Controladora |
Consolidado |
||
|
|
Dez/2006 |
Dez/2005 |
Dez/2006 |
Dez/2005 |
|
Lucro Operacional Antes do Resultado Financeiro, Equivalência
Patrimonial e Amortização de Ágio |
35.184 |
66.568 |
35.173 |
66.527 |
|
(+) Depreciações e Amortizações |
19.607 |
15.963 |
19.607 |
15.963 |
|
(=) EBITDA |
54.791 |
82.531 |
54.780 |
82.490 |
20. Cobertura de seguros
A administração considera ser
suficiente o nível de cobertura de seguros para fazer face a
eventuais sinistros em vista da natureza dos bens da Companhia e dos riscos
inerentes. Em 31 de dezembro de 2006, a cobertura de seguros e riscos diversos
para os bens do imobilizado e estoques é de R$ 306.000 mil (R$ 328.000 mil - 2005).
21. Provisão
para manutenção programada
A Elekeiroz em atendimento a IT 01/2006
e NPC 22 do IBRACON, bem como a deliberação 489/2005 da CVM, alterou a prática
de constituir provisões para manutenção futura de suas unidades produtivas.
Esta alteração, obrigatória,
resultou na reversão dos
saldos das provisões para futuras manutenções, sendo no Patrimônio Líquido
revertido o valor constituído em exercícios anteriores e no resultado do
exercício o valor constituído no exercício de 2006 e estão assim demonstrados:
|
|
Controladora
e Consolidado |
|
|
Dez/2006 |
|
Provisão constituída
até 31/05/2006 |
4.771 |
|
Reversão: |
|
|
Lucros
acumulados no Patrimônio Líquido |
2.205 |
|
(-)
Efeitos Tributários |
(750) |
|
Total líquido |
1.455 |
|
Resultado
do Exercício |
2.566 |
|
(-)
Efeitos Tributários |
(872) |
|
Total líquido
|
1.694 |
22. Venda
da unidade de Taubaté - SP
A
Elekeiroz S.A., em continuidade à racionalização e otimização de suas
atividades, sem qualquer prejuízo ao atendimento dos seus clientes, alienou
em 30 de setembro de 2006 a unidade fabril de Taubaté, Estado de São Paulo. Os
valores da venda e da baixa dos ativos estão reconhecidos no Resultado Não
Operacional da Companhia.