RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO

 

EXERCÍCIO DE 2005

 

 

AMBIENTE ECONÔMICO

 

A apreciação do Real face ao Dólar, de mais 11,8% em 2005, não impediu que  o saldo anual da balança comercial brasileira atingisse o recorde de US$ 44,7 bilhões graças ao vigor das exportações dos segmentos menos sensíveis ao câmbio. 

A elevada taxa real de juros básica da economia fez com que o PIB evoluísse apenas 2%.

Na indústria química, a valorização do Real provocou danos nos mercados interno, com importações de produtos acabados, principalmente chineses, que agrediram o mercado dos produtores locais, e externo, neste caso por ausência de margens atrativas.

No setor de químicos de uso industrial houve queda de faturamento no mercado interno em Reais de 3 % no período, fato inédito nos últimos dez anos.

A  alta de 45% e 25% nos preços médios anuais internacionais do petróleo e da nafta provocaram altas expressivas nas matérias-primas petroquímicas no mercado local, gravando o desempenho do setor em 2005.

 

 

OPERAÇÕES

 

As expedições totais  decresceram 5%. Os produtos orgânicos caíram   14%  e os inorgânicos cresceram 4%.

Dos orgânicos, os relacionados aos plastificantes caíram 19%, inclusive em decorrência da menor disponibilidade de álcoois (por parada programada de manutenção das plantas).

As exportações decresceram 43% em 2005, caindo de 10% para 6% das expedições da empresa devido à menor oferta de matérias-primas competitivas para sua realização.

 

 

 

 

 

A participação relativa  dos produtos orgânicos e inorgânicos, e a segmentação de mercado, ambas segundo a receita líquida, também mostram a redução das exportações no período.

 

 

 

Participação Relativa Orgânicos e Inorgânicos segundo a Receita Líquida

 

 

 

 

 

Segmentação de Mercado segundo a Receita Líquida

 

 

 

 

INVESTIMENTOS E GESTÃO ESTRATÉGICA

 

O ano de 2005  foi de intensa atividade  no complexo de Camaçari, na Bahia, destacando-se:

 

a)     Nova planta de ácido 2 etil hexanóico, com 10 mil toneladas/ano, tecnologia própria e equipamentos ociosos do complexo. As operações foram iniciadas com sucesso em maio;

b)     Nova caldeira, especial para queima de resíduos líquidos e gasosos dos processos produtivos, reduzindo os efluentes orgânicos a serem tratados e gerando parte do vapor consumido no complexo;

c)     A racionalização, modernização, automação e ampliação para 49 mil toneladas anuais da planta de plastificantes, concluída em novembro, permitindo uma operação mais segura, com maior produtividade e menor geração de efluentes;

d)     A modernização, automação e ampliação para 142 mil toneladas/ano de aldeídos das plantas de oxo-álcoois, realizada durante a parada para manutenção, possibilitando melhor aproveitamento destes ativos;

e)     Os estudos para a reativação com expansão e modernização da planta de anidrido maleico desse complexo industrial.

 

Estes investimentos em Camaçari contam com o apoio financeiro do BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e do BNB – Banco do Nordeste do Brasil, que juntos, em 2005, desembolsaram R$ 50 milhões. A empresa realizou, em 28 de abril, mediante incorporação de reservas,  aumento de capital no valor de R$ 25,0 milhões, atendendo compromisso com o BNDES.

Em Várzea Paulista, destacaram-se: (i) A conclusão da primeira fase da expansão das plantas de Resinas de Poliéster; (ii) A aliança estratégica tecnológica com a DSM Composite Resins AG,  que permitiu o ingresso da Elekeiroz em novas aplicações em segmentos de mercado demandantes de produtos diferenciados; e (iii) Os investimentos  em melhorias operacionais, de segurança e produtividade nas demais plantas.

 

Em conjunto com a PETROBRÁS foi concluída a primeira fase dos estudos do complexo de ácido acrílico, acrilatos e polímeros super absorventes. Aguarda-se para o primeiro trimestre de 2006 o início da segunda fase, sob a liderança da  PETROBRÁS.

Durante o ano de 2005, após diversos estudos, foram criados seis Comitês com a participação de executivos pertencentes às empresas industriais do Grupo Itaúsa – Duratex, Itautec e Elekeiroz. Esses Comitês - Inteligência Corporativa, Riscos e Ética, Governança Corporativa, Gestão de Talentos, Excelência Operacional e Excelência Comercial – têm por objetivo difundir as melhores práticas adotadas entre as empresas industriais do Grupo, promovendo a captura de sinergias, reduzindo custos e buscando gerar valor aos acionistas.

 

 

 

DESEMPENHO NO ANO

 

Os preços médios unitários ponderados estáveis em reais em 2005, combinados com a diminuição do volume expedido, fizeram a receita bruta total recuar 5% e a das exportações 38%.

A redução da margem de contribuição direta média ponderada unitária, dada a impossibilidade de repasse dos aumentos de custos das matérias-primas aos preços de venda, prejudicou  o resultado operacional e o lucro líquido que, ao final, foram respectivamente de R$ 52,7 milhões e R$ 43,1 milhões.

A rentabilidade, satisfatória para esse conjunto de negócios e situação adversa encontrados no mercado, medida pelo ROE alcançou 13,6%, pelo ROIC 11,3% e pela margem de EBITDA 12,6%.

 

 

R$  milhões 

2004

2005

Var. %

Receita Bruta

886

838

-5%

Receita de Exportações

111

69

-38%

Resultado Operacional

93

53

-43%

Lucre Líquido

71

43

-39%

EBITDA

126

82

-34%

 

 

 

 

 

ATUAÇÃO RESPONSÁVEL

 

A empresa é signatária do Programa de Atuação Responsável.

 

Em Camaçari foi realizada a instalação de caldeira especial, já em operação, que permitiu coletar e enviar para queima todas as emissões de gases e efluentes líquidos pesados. Ao queimar estes resíduos, ajudando a preservar o meio ambiente, a caldeira gera parte do vapor necessário à operação das plantas, com economia para todo o sistema.

Em Várzea Paulista  está sendo instalado um pós-reator na planta de anidrido ftálico (operação prevista para o 1º Trimestre de 2006), que aumentará a conversão de matéria-prima em produto,  reduzirá a zero as emissões gasosas e melhorará a qualidade final do produto acabado.

 

 

 

RECURSOS HUMANOS

 

Ao término de 2005, a Companhia contava com 796 colaboradores com os quais despendeu no ano: (i) R$ 51,1 milhões em remuneração e encargos legais obrigatórios; (ii) R$ 7,0 milhões em despesas de alimentação, cesta básica, vale-transporte, assistência médica, seguro e plano de aposentadoria complementar; (iii) R$ 0,5 milhões em programas internos de treinamento e desenvolvimento, bem como em programas de incentivo à educação continuada, compreendendo formação de técnicos em química,  nível superior e idiomas, nos quais foram investidos mais de 72,2 mil horas.

 

 

 

DIVIDENDOS

 

O Conselho de Administração da Companhia, ad referendum da Assembléia Geral dos Acionistas,  declarou, à conta dos resultados de 2005, Dividendos sob a forma de Juros Sobre o Capital Próprio, no montante total de R$ 14,1 milhões (R$ 12,0 milhões líquidos do imposto de renda na fonte de 15%) equivalentes a 29% do Lucro Líquido apurado após a constituição da Reserva Legal obrigatória.

Em 29.06.05 foram declarados R$ 14,95 brutos (R$ 12,7075 líquidos do imposto de renda na fonte) e em 22.12.05 um complemento de R$ 7,47 brutos (R$ 6,3495 líquidos) totalizando R$ 22,42 brutos (R$ 19,0570 líquidos), valores estes em Reais por lote de mil ações.

 

 

 

INSTRUÇÃO CVM 381

 

A Directa Auditores S/C dedicou-se apenas aos trabalhos de  auditoria contábil e independente, sem quaisquer outros serviços prestados à Companhia no exercício.

 

 

AGRADECIMENTOS

 

A todos os colaboradores, clientes, fornecedores e acionistas, nossos agradecimentos pelo empenho, parceria e confiança demonstrados no transcorrer de mais este exercício.