| voltar |
NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
PARA OS PERÍODOS
FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2003 e 2002.
( Valores expressos em
milhares de Reais )
1. Contexto operacional
A Companhia tem
por objetivo a industrialização de produtos químicos e petroquímicos em geral,
a comercialização de tais produtos de terceiros, importação, exportação, bem
como, a participação em outras sociedades.
2. Apresentação
das demonstrações contábeis
As demonstrações contábeis da Elekeiroz S.A.
foram elaboradas com base nas práticas contábeis emanadas da Lei das Sociedades
por Ações, normativos da Comissão de Valores Mobiliários – CVM e pela legislação fiscal.
Os saldos relativos a dezembro de 2002 referem-se
à Ciquine Cia. Petroquímica, que incorporou a Elekeiroz S.A. em julho de 2003
conforme nota 16, portanto a comparabilidade dos mesmos fica prejudicada. Para
possibilitar a comparação dos principais saldos, foram elaboradas as
demonstrações pró-forma da nota 17.
3. Sumário
das principais práticas contábeis
a) Aplicações
Financeiras
As aplicações financeiras estão registradas ao
valor de custo acrescido dos rendimentos incorridos até a data do balanço, que
não supera o valor de mercado.
b) Provisão
para Créditos de Liquidação Duvidosa
Constituída com base na análise dos riscos de
realização dos créditos, em montante considerado suficiente para cobertura de
possíveis perdas.
c) Estoques
Estão avaliados ao custo médio de aquisição ou
produção, não excedendo os valores de mercado, não existindo estoques obsoletos.
d) Investimentos
Os investimentos em empresas controlada e
coligada foram avaliados pelo método da equivalência patrimonial. Os demais
investimentos são registrados pelo valor de custo de aquisição, corrigido
monetariamente até 31 de dezembro de 1995 e ajustados ao valor de mercado,
quando aplicável.
e) Imobilizado/Depreciação
A depreciação é calculada pelo método linear a
taxas compatíveis com o prazo de vida útil dos bens. Para os equipamentos e
instalações diretamente utilizados no processo produtivo é utilizado o método
das unidades produzidas.
f) Diferido
Contém os gastos diferidos de organização e
expansão das unidades industriais e planos de melhorias e desenvolvimento de
sistemas de gestão corporativa, amortizados linearmente à taxas de 10% e 20% ao ano.
g) Ágio a amortizar
Refere-se ao ágio apurado na aquisição de
empresas controladas. Sua amortização está sendo realizada de acordo com as
projeções de resultados dos negócios que lhes deram origem.
h) Direitos e Obrigações
Encontram-se atualizados, quando pertinente, às
taxas de câmbio e encargos financeiros, nos termos dos contratos vigentes, de
modo que reflitam os valores incorridos até a data do balanço.
i) Imposto de Renda e Contribuição
Social
O Imposto de Renda está calculado à alíquota de
15% sobre o lucro tributável, acrescida do adicional de 10%. A Contribuição
Social Sobre o Lucro está calculada à
alíquota de 9% sobre o lucro contábil ajustado.
A Companhia é beneficiária de redução do Imposto de Renda a pagar em 37,5%, sobre
os resultados operacionais da sua unidade produtiva de Camaçari – BA até o
final do exercício de 2003.
O Imposto de Renda e a Contribuição Social diferidos, estão
apresentados no Realizável a Longo Prazo, conforme Nota Explicativa n.º 12.
4. Demonstrações
Contábeis Consolidadas
As demonstrações contábeis consolidadas foram
preparadas de acordo com as normas estabelecidas pela Instrução nº 247/96 da
CVM - Comissão de Valores Mobiliários, que requerem a eliminação:
a) dos saldos das contas de ativos e passivos
entre as empresas consolidadas;
b) das participações no capital, reservas e
lucros acumulados das empresas controladas;
c) dos saldos de receitas e despesas, bem como de
lucros não realizados, decorrentes de negócios entre as empresas.
As demonstrações contábeis consolidadas incluem
as demonstrações da controlada Castletown Trading S.A., com percentual de
participação de 100% nos períodos apresentados.
Informações resumidas sobre as demonstrações
contábeis da controlada:
|
CASTLETOWN TRADING S.A. |
Dez/2003 |
Dez/2002 |
|
ATIVO |
|
|
|
Circulante |
2.291 |
2.942 |
|
Total do ativo |
2.291 |
2.942 |
|
PASSIVO |
|
|
|
Circulante |
279 |
516 |
|
Patrimônio Líquido |
2.012 |
2.426 |
|
Total do passivo |
2.291 |
2.942 |
|
|
|
|
|
DEMONSTRAÇÃO DO
RESULTADO |
|
|
|
Receita Operacional
Líquida |
- |
28.843 |
|
Custos dos Produtos
Vendidos |
- |
(28.856) |
|
Resultado Financeiro |
(1) |
|
|
Despesas operacionais
líquidas |
30 |
267 |
|
Lucro do Período |
29 |
254 |
5. Clientes
|
|
Controladora |
Consolidado |
||
|
|
Dez/2003 |
Dez/2002 |
Dez/2003 |
Dez/2002 |
|
Clientes no País |
41.201 |
18.805 |
41.201 |
18.805 |
|
Clientes no Exterior |
28.196 |
23.023 |
28.375 |
24.779 |
|
Cambiais Descontadas |
(7.076) |
(11.850) |
(7.076) |
(11.850) |
|
Provisão p/ Créditos de Liquidação Duvidosa |
(2.280) |
(1.291) |
(2.280) |
(2.347) |
|
|
|
|
|
|
|
Total |
60.041 |
28.687 |
60.220 |
29.387 |
6. Estoques
|
|
Controladora |
Consolidado |
||
|
|
Dez/2003 |
Dez/2002 |
Dez/2003 |
Dez/2002 |
|
Produtos Acabados |
20.567 |
18.145 |
20.567 |
18.145 |
|
Matérias Primas, Auxiliares e Embalagens |
20.749 |
1.909 |
20.749 |
1.909 |
|
Materiais Diversos |
9.868 |
13.217 |
9.868 |
13.217 |
|
Total |
51.184 |
33.271 |
51.184 |
33.271 |
7.
Investimentos
Principais dados das empresas controlada e
coligada em 31 de dezembro :
|
|
Dez/2003 |
|
Dez/2002 |
||||
|
|
SANSUY Particip. Rep. Serv. Ltda. (a) |
|
CASTLETOWN Trading S.A. (b) |
|
Total |
|
Total |
|
Patrimônio Líquido |
16.472 |
|
2.012 |
|
18.484 |
|
|
|
Quantidade de Ações/Quotas Possuídas (Lote de Mil) |
136 |
|
7.350 |
|
|
|
|
|
Participação (%) |
10 |
|
100 |
|
|
|
|
|
Resultado da Equivalência Patrimonial |
169 |
|
(414) |
|
(245) |
|
1.159 |
|
Valor do
Investimento em 31/12/02 e 31/12/03 |
1.647 |
|
2.012 |
|
3.659 |
|
3.904 |
(a) Balanço data base 30/11/2003.
(b) Balanço data base 31/12/2003.
8. Imobilizado
|
|
Controladora |
|
Consolidado |
||||
|
|
Dez/2003 |
|
Dez/2002 |
|
Dez/2003 |
|
Dez/2002 |
|
Em Operação |
|
|
|
|
|
|
|
|
Terrenos e Edificações |
12.585 |
|
36.968 |
|
12.585 |
|
36.968 |
|
Equipamentos e Instalações |
274.042 |
|
101.865 |
|
274.042 |
|
101.865 |
|
Outros |
10.186 |
|
6.373 |
|
10.186 |
|
6.673 |
|
|
296.813 |
|
145.206 |
|
296.813 |
|
145.206 |
|
Depreciação Acumulada |
(154.857) |
|
(102.033) |
|
(154.857) |
|
(102.033) |
|
|
141.956 |
|
43.173 |
|
141.956 |
|
43.173 |
|
Imobilizações em Curso |
10.846 |
|
8.843 |
|
10.846 |
|
8.843 |
|
|
152.802 |
|
52.016 |
|
152.802 |
|
52.016 |
9. Diferido e Ágio a Amortizar
|
|
Controladora |
Consolidado |
||
|
|
Dez/2003 |
Dez/2002 |
Dez/2003 |
Dez/2002 |
|
DIFERIDO |
|
|
|
|
|
Despesas
pré-operacionais : |
|
|
|
|
|
Projetos em operação |
80.105 |
68.400 |
80.105 |
68.400 |
|
Projetos em andamento |
4.323 |
- |
4.323 |
- |
|
Amortizações |
(69.024) |
(64.206) |
(69.024) |
(64.206) |
|
Total |
15.404 |
4.194 |
15.404 |
4.194 |
|
ÁGIO A AMORTIZAR |
|
|
|
|
|
Ágio/Deságio Aquis.
de Investimentos |
53.072 |
- |
53.072 |
- |
|
Amortização do Ágio/Deságio |
(8.418) |
- |
(8.418) |
- |
|
Total |
44.654 |
- |
44.654 |
- |
10. Financiamentos
Os financiamentos a longo prazo referentes a
investimentos em ampliação/modernização das instalações e capital de giro têm
as seguintes características:
|
|
Controladora |
|
Consolidado |
||||
|
|
Dez/2003 |
|
Dez/2002 |
|
Dez/2003 |
|
Dez/2002 |
|
Moeda Estrangeira |
|
|
|
|
|
|
|
|
US$ (Equivalente em R$) |
6.047 |
|
11.042 |
|
6.047 |
|
11.042 |
|
Euro (Equivalente em R$) |
710 |
|
1.445 |
|
710 |
|
1.445 |
|
Moeda Nacional |
|
|
|
|
|
|
|
|
TJLP |
41.469 |
|
45.885 |
|
41.469 |
|
45.885 |
|
Cestas de Moedas |
661 |
|
- |
|
661 |
|
- |
|
Capital de Giro – CDI + 0,25% a.m. |
6.731 |
|
- |
|
6.731 |
|
- |
|
Capital de Giro – Juros de 29,21% a.a. |
|
|
2.853 |
|
|
|
2.853 |
|
Total Financiamentos |
55.618 |
|
61.225 |
|
55.618 |
|
61.225 |
|
Parcelas de Curto Prazo |
30.052 |
|
40.061 |
|
30.052 |
|
40.061 |
|
Parcelas de Longo
Prazo |
25.566 |
|
21.164 |
|
25.566 |
|
21.164 |
Os financiamentos estão sujeitos a variação
cambial e/ou atualização monetária segundo taxas e índices oficiais ou
contratuais e são garantidos por bens do ativo imobilizado.
Os montantes a longo prazo tem a seguinte
composição por ano de vencimento:
|
|
Controladora |
|
Consolidado |
||||
|
|
Dez/2003 |
|
Dez/2002 |
|
Dez/2003 |
|
Dez/2002 |
|
2004 |
6.478 |
|
7.647 |
|
6.478 |
|
7.647 |
|
2005 |
9.339 |
|
6.825 |
|
9.339 |
|
6.825 |
|
2006 |
8.507 |
|
6.692 |
|
8.507 |
|
6.692 |
|
2007 em diante |
1.242 |
|
- |
|
1.242 |
|
- |
|
Total |
25.566 |
|
21.164 |
|
25.566 |
|
21.164 |
11. Instrumentos Financeiros
Considerando determinação da Instrução CVM nº
235/95, a Companhia procedeu a uma avaliação dos seus ativos e passivos
contábeis em relação aos valores de mercado, concluindo que estes estão
adequadamente demonstrados em razão dos motivos que se seguem:
Financiamentos de Curto e Longo Prazos: O valor contábil foi determinado utilizando-se
as taxas de juros pactuadas junto às instituições financeiras, as quais
refletem o valor de mercado, consideradas as condições e natureza dessas
operações e o porte da Companhia, dentre outros.
Os principais riscos de
mercado que afetam o negócio da companhia podem ser assim enumerados:
Risco de Crédito: As vendas da empresa
apresentam baixa concentração, não havendo clientes representando mais de 10%
do faturamento líquido. A companhia possui uma política de crédito que
estabelece limites e prazos, dentro dos padrões de liquidez, que são
determinados por diversos instrumentos de rating. Além da diversificação no
mercado interno, uma parcela representativa de produtos é destinada ao mercado
externo, seguindo o mesmo procedimento de avaliação de risco.
Risco de Câmbio: A Companhia tem
participação expressiva de exportações nas suas receitas, e em conseqüência
supre suas necessidades de capital de giro através de linhas de financiamento
atreladas às exportações, dado que estas apresentam taxas e condições mais atraentes que as alternativas de
financiamento de capital de giro em moeda local.
Risco de Preço: O setor químico brasileiro está altamente inserido no mercado
globalizado, sendo os preços em geral fortemente influenciados pelas condições
internacionais de oferta e demanda, com isso tanto nossos preços de vendas como
nossas compras de matérias-primas, apresentam ciclos de altas praticamente
simultâneos, preservando uma margem média que possibilita a sustentação do
negócio.
Risco de Taxa de Juros: As captações são efetivadas com taxas de juros
fixas, dentro de condições normais de mercado, e atualizadas e registradas pelo
valor de liquidação na data do balanço.
12. Imposto de Renda e Contribuição Social
Diferidos
Em conformidade com a Deliberação CVM nº 273 e
Instrução CVM nº 371, a companhia possui registrados no Realizável a Longo
Prazo ativos fiscais diferidos
decorrentes de diferenças temporárias, no montante de R$ 7.244 mil. O saldo dos créditos tributários e
obrigações fiscais diferidas consolidadas (Imposto de Renda e Contribuição
Social), em 31 de dezembro de 2003 é
representado por:
|
|
|
Saldo
Atual Consolidado (Dez/2003) |
|
Diferenças Temporárias, Representadas por: |
|
|
|
Provisão para Devedores Duvidosos |
|
336 |
|
Provisão para Contingências Trabalhistas |
|
302 |
|
Provisão para Contingências Fiscais |
|
2.616 |
|
Ágio Amortizado |
|
2.008 |
|
Outras Provisões |
|
1.982 |
|
Total |
|
7.244 |
Expectativa
de Realização dos Créditos Tributários
|
|
|
2004 |
1.043 |
|
2005 |
1.599 |
|
2006 |
2.187 |
|
2007 em diante |
2.415 |
|
Total |
7.244 |
Sobre os prejuízos fiscais compensáveis, no
montante de R$ 122.058, a empresa não reconheceu os créditos fiscais
correspondentes.
13.
Impostos e Contribuições e Provisão para Contingências
A empresa está questionando nas esferas
administrativa e judicial autos de infração relativos a tributos estaduais e
federais, mantendo no Exigível a Longo Prazo provisões consideradas suficientes
para cobrir eventuais perdas.
Em 1992, a companhia registrou no Realizável a
Longo Prazo valores relativos ao diferencial de alíquota do FINSOCIAL no
período de 1989 a 1992 com base na jurisprudência favorável do STF – Supremo
Tribunal Federal, correspondentes a R$ 8.896 atualizados até dezembro de 2003.
A companhia compensou créditos decorrentes de
ação judicial questionando a constitucionalidade dos decretos-lei 2445 e 2449
de 1988 que alteraram a forma de apuração do PIS, mantendo estas compensações
provisionadas e devidamente atualizadas no seu Exigível a Longo Prazo, no
montante de R$ 22.653 mil.
Em decorrência de medidas judiciais questionando a legalidade da cobrança do
diferencial de alíquota de 1% da COFINS e a constitucionalidade da CPMF e do Salário Educação, a Companhia depositou
judicialmente até o exercício findo em dezembro de 2003, o montante de R$
17.163 mil relativos a estes tributos que estão integralmente provisionados no
seu Exigível a Longo Prazo.
Quando da aquisição da Ciquine Companhia
Petroquímica pela Elekeiroz S.A., em maio de 2002, a nova administração baseada
nas diligências realizadas na adquirida, constituiu provisões destinadas a
cobrir riscos fiscais, ambientais e trabalhistas. Estas provisões foram
contabilizadas como resultados extraordinários e estão detalhadas na nota 18.
14. Capital
Social e Juros Sobre o Capital Próprio
a) Capital
Social
Em 31 de dezembro de 2003 o capital social
autorizado é de 2.100.000.000 de ações
escriturais, sendo 700.000.000
ordinárias e 1.400.000.000
preferenciais.
O capital subscrito e integralizado é de R$
164.306 mil, dividido em 630.293.965 ações escriturais, sem valor nominal,
sendo 290.638.065 ordinárias e 339.655.900
preferenciais sem direito a voto.
b)
Ações em
Tesouraria
A empresa mantém 590.556 ações em tesouraria,
equivalentes a 0,09% do total de ações emitidas, em decorrência de acionistas
que exerceram seu direito de retirada nos processos de unificação das classes
de ações preferenciais e incorporação.
c)
Dividendos
As ações preferenciais, sem direito a voto, terão
as seguintes características:
(a)
prioridade,
em relação às ações ordinárias, no
recebimento do dividendo obrigatório;
(b)
dividendo,
por ação preferencial, nunca inferior ao que for atribuído a cada ação
ordinária;
(c)
participação
nos aumentos de capital decorrentes de capitalização de reservas e lucros;
(d)
prioridade,
em relação às ações ordinárias, no reembolso do capital, sem prêmio, no caso de
liquidação
da companhia;
(e)
direito
de, em eventual alienação de controle, serem incluídas em oferta pública de
aquisição de ações, de modo a que lhes assegure preço unitário igual a 80% do valor pago por ação com direito a voto,
integrante do bloco de controle;
(f)
dividendo
prioritário mínimo, anual e não cumulativo, de R$ 0,10 por mil ações, que será ajustado em caso de
desdobramento ou grupamento.
Os acionistas têm direito de receber, como
dividendo obrigatório, importância equivalente a 25% do lucro líquido apurado
no mesmo exercício, ajustado pela diminuição ou acréscimo dos valores
especificados nas letras “a” e “b” do inciso I do artigo 202 da Lei nº 6.404/76
e observados os incisos II e III do mesmo dispositivo legal.
Os dividendos foram calculados conforme segue:
|
|
R$ mil |
|
|
|
|
Lucro Líquido do Exercício |
30.576 |
|
(-) Reserva Legal (5%) |
(1.529) |
|
(=) Base de cálculo |
29.047 |
|
Dividendo mínimo obrigatório
(25%) |
7.262 |
|
Dividendos Declarados no
Exercício: |
|
|
Juros sobre o Capital Próprio |
11.020 |
|
(-) Imposto de Renda |
(1.638) |
|
(=) Remuneração Líquida no Ano |
9.382 |
Conforme facultado pela legislação
e previsão no estatuto da empresa, o valor referente aos Juros sobre o Capital
Próprio, líquido do imposto de renda, está sendo imputado ao valor do dividendo
obrigatório. O valor bruto dos juros sobre o capital próprio é de R$ 17,50 por
lote de mil ações e o valor líquido dos mesmos equivale a 31% do lucro líquido
do exercício.
15. Plano
de outorga de opções de ações e plano de previdência
Com o objetivo de integrar
os administradores e funcionários no processo de desenvolvimento da sociedade a
médio e longo prazo, a AGE realizada em 31de julho de 2003 deliberou instituir
um plano de outorga de opções de ações, facultando aos mesmos participarem das
valorizações que seu trabalho e dedicação trouxerem para as ações
representativas do capital da companhia. O plano será administrado pelo Comitê
de Opções Elekeiroz, composto por membros eleitos anualmente pelo Conselho de
Administração. No encerramento destas demonstrações o referido plano ainda não
havia produzido quaisquer efeitos a serem reconhecidos nas demonstrações da
companhia.
A Elekeiroz S.A. é uma das patrocinadoras da
Fundação Itaúsa Industrial, entidade fechada de previdência privada sem fins
lucrativos e que tem por finalidade instituir e administrar planos privados de
concessão de benefícios de pecúlios ou de renda complementares ou assemelhados
aos da Previdência Social. A todos os
colaboradores da empresa é oferecida a participação em um plano de contribuição
definida (Plano PAI-CD), que foi aprovado pela
Secretaria
de Previdência Complementar através do Ofício nº 1143/DAJUR/SPC de 20 de agosto
de 2003. As
adesões ao mesmo estão ainda no início e as contribuições da empresa somam no
exercício R$ 5 mil. No plano em questão as patrocinadoras e os
participantes contribuem para o custeio dos planos de benefícios em percentuais
a serem periodicamente fixados, conforme o respectivo Regulamento. Pela natureza do plano não há risco atuarial e o risco
dos investimentos é dos participantes do mesmo.
16. Incorporação da Elekeiroz S/A.
Os acionistas das antigas Ciquine Companhia
Petroquímica e Elekeiroz S.A., nas
assembléias gerais realizadas em 31 de julho de 2003, aprovaram as
reorganizações societárias, objeto dos fatos relevantes publicados em 27 de
junho de 2003, e desta forma:
a)
As quatro
classes de ações preferenciais da Ciquine (A, B, C, e D) foram agrupadas em uma
única e nova classe (PN);
b)
A
Elekeiroz foi incorporada à Ciquine;
c)
A
incorporadora, por razões comerciais, alterou sua denominação para a da
incorporada, passando a denominar-se Elekeiroz S.A.; e
d)
Os
estatutos sociais da incorporadora foram adequados à sua nova realidade
societária.
17.
Demonstrações Pró-forma
Em função da incorporação
mencionada na nota 16, para possibilitar a comparação dos principais saldos,
foram elaboradas demonstrações pró-forma, com as seguintes premissas:
Balanço Patrimonial:
Demonstrações da Elekeiroz S.A (atual denominação da Ciquine Companhia
Petroquímica) comparadas com as demonstrações consolidadas da extinta Elekeiroz
S.A. (incorporada) de 2002.
Demonstração de Resultados:
Resultados da incorporadora de 2003, acrescidos dos resultados da incorporada
dos meses anteriores á incorporação, comparados com os resultados consolidados
da Elekeiroz S.A. de 2002, que contém
os resultados da Ciquine Petroquímica de maio a dezembro.
|
DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO PRÓ-FORMA PARA OS |
|
|||||
|
EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2003 E 2002 |
|
|||||
|
( Valores expressos em milhares de Reais ) |
|
|||||
|
|
|
|
|
|||
|
|
|
|
2003 |
|
2002 |
|
|
|
||||||
|
RECEITA BRUTA DE VENDAS |
|
|
653.678 |
|
429.333 |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS |
|
|
541.579 |
|
355.307 |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
LUCRO BRUTO |
|
|
117.322 |
|
81.939 |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
LUCRO OPERACIONAL ANTES DO RESULTADO FINANCEIRO,
EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL E AMORTIZAÇÃO DE ÁGIO |
|
|
67.980 |
|
50.660 |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
LUCRO OPERACIONAL |
|
|
52.395 |
|
44.666 |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO |
|
|
37.187 |
|
37.033 |
|
|
BALANÇO PATRIMONIAL PRO-FORMA PARA OS EXERCÍCIOS
FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2003 E 2002 |
||||||||
|
( Valores expressos em milhares de Reais ) |
||||||||
|
|
||||||||
|
|
2003 |
|
2002 |
|
|
2003 |
|
2002 |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
CIRCULANTE |
184.191 |
|
154.214 |
|
CIRCULANTE
|
93.925 |
|
111.775 |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Disponível/Aplicações |
39.673 |
|
26.892 |
|
Fornecedores |
16.635 |
|
20.360 |
|
Clientes |
60.220 |
|
55.591 |
|
Obrigações com Pessoal |
7.341 |
|
4.811 |
|
Estoques |
51.184 |
|
48.034 |
|
Impostos e Contas a Pagar |
27.945 |
|
24.730 |
|
Impostos a Compensar |
27.215 |
|
18.981 |
|
Instituições Financeiras |
30.052 |
|
47.990 |
|
Valores a Receber e Despesas Antecipadas |
5.899 |
|
4.716 |
|
Dividendos e Participações |
11.952 |
|
13.884 |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
REALIZÁVEL
A LONGO PRAZO |
40.254 |
|
32.191 |
|
EXIGÍVEL
A LONGO PRAZO |
112.016 |
|
118.063 |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Impostos Diferidos e a Recuperar |
18.796 |
|
16.861 |
|
Instituições Financeiras |
25.566 |
|
35.258 |
|
Depósitos Judiciais |
19.590 |
|
14.023 |
|
Provisão Impostos e Contribuições |
50.776 |
|
57.184 |
|
Depósitos Vinculados |
1.868 |
|
1.307 |
|
Provisão para Contingências |
35.674 |
|
25.621 |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
PERMANENTE |
216.516 |
|
227.850 |
|
PATRIMÕNIO
LIQUIDO |
235.020 |
|
184.417 |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Investimentos |
3.656 |
|
4.217 |
|
Minoritários |
|
|
2.718 |
|
Imobilizado |
152.802 |
|
160.646 |
|
Capital Social |
164.306 |
|
116.726 |
|
Diferido e Ágio a Amortizar |
60.058 |
|
62.987 |
|
Reservas |
70.714 |
|
64.973 |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
TOTAL
DO ATIVO |
440.961 |
|
414.255 |
|
TOTAL
DO PASSIVO
|
440.961 |
|
414.255 |
18. Resultados Extraordinários 2002
Ao adquirir o controle da companhia em maio de
2002, a atual administração procedeu a uma revisão de procedimentos contábeis,
visando torná-los consistentes àqueles adotados pela empresa controladora.
Deste processo, resultou uma série de ajustes, abaixo descritos, apresentados
como resultados extraordinários na demonstração de resultados do exercício de
forma a proporcionar comparabilidade ao longo do tempo.
|
|
|
R$
|
|
|
Provisão para
contingências fiscais, ambientais e trabalhistas |
27.254 |
|
|
Provisão para
contingências ICMS |
3.650 |
|
|
Provisão para
contingências INSS |
6.039 |
|
|
Baixas de Projetos
descontinuados (Imobilizado e Diferido) |
11.310 |
|
|
Baixa de Diferido –
manutenções a amortizar |
5.690 |
|
|
Provisão para Manutenção |
9.697 |
|
|
Baixa correção monetária
saldo credor ICMS |
5.452 |
|
|
Provisão para
desvalorização de investimentos |
2.645 |
|
|
Outras baixas/provisões |
4.242 |
|
|
Gastos com indenizações e
processos judiciais |
3.739 |
|
|
Total |
79.718 |
Ricardo Garcia de
Souza
Contador - CRC 1SP 185363/O-S “BA”
| voltar |