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NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

PARA OS PERÍODOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2003 e 2002.

( Valores expressos em milhares de Reais )

 

 

1.                  Contexto operacional

 

A Companhia tem por objetivo a industrialização de produtos químicos e petroquímicos em geral, a comercialização de tais produtos de terceiros, importação, exportação, bem como, a participação em outras sociedades.

 

2.                  Apresentação das demonstrações contábeis

 

As demonstrações contábeis da Elekeiroz S.A. foram elaboradas com base nas práticas contábeis emanadas da Lei das Sociedades por Ações, normativos da Comissão de Valores Mobiliários – CVM  e pela legislação fiscal.

Os saldos relativos a dezembro de 2002 referem-se à Ciquine Cia. Petroquímica, que incorporou a Elekeiroz S.A. em julho de 2003 conforme nota 16, portanto a comparabilidade dos mesmos fica prejudicada. Para possibilitar a comparação dos principais saldos, foram elaboradas as demonstrações pró-forma da nota 17.

 

3.             Sumário das principais práticas contábeis

 

a)                  Aplicações Financeiras

 

As aplicações financeiras estão registradas ao valor de custo acrescido dos rendimentos incorridos até a data do balanço, que não supera o valor de mercado.

 

b)            Provisão para Créditos  de Liquidação Duvidosa

 

Constituída com base na análise dos riscos de realização dos créditos, em montante considerado suficiente para cobertura de possíveis perdas.

 

c)                  Estoques

 

Estão avaliados ao custo médio de aquisição ou produção, não excedendo os valores de mercado, não existindo estoques obsoletos.

               

d)                  Investimentos

 

Os investimentos em empresas controlada e coligada foram avaliados pelo método da equivalência patrimonial. Os demais investimentos são registrados pelo valor de custo de aquisição, corrigido monetariamente até 31 de dezembro de 1995 e ajustados ao valor de mercado, quando aplicável.

 

e)                Imobilizado/Depreciação

 

A depreciação é calculada pelo método linear a taxas compatíveis com o prazo de vida útil dos bens. Para os equipamentos e instalações diretamente utilizados no processo produtivo é utilizado o método das unidades produzidas.

 

f)             Diferido

 

Contém os gastos diferidos de organização e expansão das unidades industriais e planos de melhorias e desenvolvimento de sistemas de gestão corporativa, amortizados linearmente à taxas de 10%  e 20% ao ano.

 

g)            Ágio a amortizar

 

Refere-se ao ágio apurado na aquisição de empresas controladas. Sua amortização está sendo realizada de acordo com as projeções de resultados dos negócios que lhes deram origem.

 

 

 

 

h)            Direitos e Obrigações

 

Encontram-se atualizados, quando pertinente, às taxas de câmbio e encargos financeiros, nos termos dos contratos vigentes, de modo que reflitam os valores incorridos até a data do balanço.

 

i)             Imposto de Renda e Contribuição Social

 

O Imposto de Renda está calculado à alíquota de 15% sobre o lucro tributável, acrescida do adicional de 10%. A Contribuição Social  Sobre o Lucro está calculada à alíquota de 9% sobre o lucro contábil ajustado.

A Companhia é beneficiária de redução  do Imposto de Renda a pagar em 37,5%, sobre os resultados operacionais da sua unidade produtiva de Camaçari – BA até o final do exercício de 2003.

O Imposto de Renda e a Contribuição Social diferidos, estão apresentados no Realizável a Longo Prazo, conforme Nota Explicativa n.º 12.

 

4.                  Demonstrações Contábeis Consolidadas

               

As demonstrações contábeis consolidadas foram preparadas de acordo com as normas estabelecidas pela Instrução nº 247/96 da CVM - Comissão de Valores Mobiliários, que requerem a eliminação:

 

a) dos saldos das contas de ativos e passivos entre as empresas consolidadas;

b) das participações no capital, reservas e lucros acumulados das empresas controladas;

c) dos saldos de receitas e despesas, bem como de lucros não realizados, decorrentes de negócios entre as empresas.

 

As demonstrações contábeis consolidadas incluem as demonstrações da controlada Castletown Trading S.A., com percentual de participação de 100% nos períodos apresentados. 

 

Informações resumidas sobre as demonstrações contábeis da controlada:

 

CASTLETOWN TRADING S.A.

 

Dez/2003

Dez/2002

ATIVO

 

 

   Circulante

2.291

2.942

Total do ativo

2.291

2.942

PASSIVO

 

 

   Circulante

279

516

   Patrimônio Líquido

2.012

2.426

Total do passivo

2.291

2.942

 

 

 

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO

 

 

   Receita Operacional Líquida

-

28.843

   Custos dos Produtos Vendidos

-

(28.856)

   Resultado Financeiro

(1)

 

   Despesas operacionais líquidas

30

267

   Lucro do Período

29

254

 

 

5.             Clientes

 

 

Controladora

Consolidado

 

Dez/2003

Dez/2002

Dez/2003

Dez/2002

Clientes no País

41.201

18.805

41.201

18.805

Clientes no Exterior

28.196

23.023

28.375

24.779

Cambiais Descontadas

(7.076)

(11.850)

(7.076)

(11.850)

Provisão p/ Créditos de Liquidação Duvidosa

(2.280)

(1.291)

(2.280)

(2.347)

 

 

 

 

 

Total

60.041

28.687

60.220

29.387

 

 

 

 

6.                  Estoques

 

 

Controladora

Consolidado

 

Dez/2003

Dez/2002

Dez/2003

Dez/2002

Produtos Acabados

20.567

18.145

20.567

18.145

Matérias Primas, Auxiliares e Embalagens

20.749

1.909

20.749

1.909

Materiais Diversos

9.868

13.217

9.868

13.217

Total

51.184

33.271

51.184

33.271

 

 

7.                   Investimentos

 

Principais dados das empresas controlada e coligada em 31 de dezembro :

 

 

Dez/2003

 

Dez/2002

 

SANSUY Particip. Rep. Serv. Ltda. (a)

 

CASTLETOWN

Trading S.A. (b)

 

Total

 

Total

Patrimônio Líquido

16.472

 

2.012

 

18.484

 

 

Quantidade de Ações/Quotas Possuídas  (Lote de Mil)

136

 

7.350

 

 

 

 

Participação (%)

10

 

100

 

 

 

 

Resultado da Equivalência Patrimonial

169

 

(414)

 

(245)

 

1.159

Valor do Investimento em 31/12/02 e 31/12/03

1.647

 

2.012

 

3.659

 

3.904

(a) Balanço data base 30/11/2003.

(b) Balanço data base 31/12/2003.

 

 

8.                 Imobilizado

 

 

Controladora

 

Consolidado

 

Dez/2003

 

Dez/2002

 

Dez/2003

 

Dez/2002

Em Operação

 

 

 

 

 

 

 

Terrenos e Edificações

12.585

 

36.968

 

12.585

 

36.968

Equipamentos e Instalações

274.042

 

101.865

 

274.042

 

101.865

Outros

10.186

 

6.373

 

10.186

 

6.673

 

296.813

 

145.206

 

296.813

 

145.206

Depreciação Acumulada

(154.857)

 

(102.033)

 

(154.857)

 

(102.033)

 

141.956

 

43.173

 

141.956

 

43.173

Imobilizações em Curso

10.846

 

8.843

 

10.846

 

8.843

 

152.802

 

52.016

 

152.802

 

52.016

 

 

9.             Diferido e Ágio a Amortizar

 

 

Controladora

Consolidado

 

Dez/2003

Dez/2002

Dez/2003

Dez/2002

DIFERIDO

 

 

 

 

Despesas pré-operacionais :

 

 

 

 

Projetos em operação

80.105

68.400

80.105

68.400

Projetos em andamento

4.323

-

4.323

-

Amortizações

(69.024)

(64.206)

(69.024)

(64.206)

Total

15.404

4.194

15.404

4.194

ÁGIO A AMORTIZAR

 

 

 

 

Ágio/Deságio  Aquis. de  Investimentos

53.072

-

53.072

-

Amortização do Ágio/Deságio

(8.418)

-

(8.418)

-

Total

44.654

-

44.654

-

 

 

 

10.                 Financiamentos

 

Os financiamentos a longo prazo referentes a investimentos em ampliação/modernização das instalações e capital de giro têm as seguintes características:

 

 

Controladora

 

Consolidado

 

Dez/2003

 

Dez/2002

 

Dez/2003

 

Dez/2002

Moeda Estrangeira

 

 

 

 

 

 

 

US$ (Equivalente em R$)

6.047

 

11.042

 

6.047

 

11.042

Euro (Equivalente em R$)

710

 

1.445

 

710

 

1.445

Moeda Nacional

 

 

 

 

 

 

 

TJLP

41.469

 

45.885

 

41.469

 

45.885

Cestas de Moedas

661

 

-

 

661

 

-

Capital de Giro – CDI + 0,25% a.m.

6.731

 

-

 

6.731

 

-

Capital de Giro – Juros de 29,21% a.a.

 

 

2.853

 

 

 

2.853

Total Financiamentos

55.618

 

61.225

 

55.618

 

61.225

Parcelas de Curto Prazo

30.052

 

40.061

 

30.052

 

40.061

Parcelas de Longo Prazo

25.566

 

21.164

 

25.566

 

21.164

 

Os financiamentos estão sujeitos a variação cambial e/ou atualização monetária segundo taxas e índices oficiais ou contratuais e são garantidos por bens do ativo imobilizado.

 

Os montantes a longo prazo tem a seguinte composição por ano de vencimento:

 

 

Controladora

 

Consolidado

 

Dez/2003

 

Dez/2002

 

Dez/2003

 

Dez/2002

2004

6.478

 

7.647

 

6.478

 

7.647

2005

9.339

 

6.825

 

9.339

 

6.825

2006

8.507

 

6.692

 

8.507

 

6.692

2007 em diante

1.242

 

-

 

1.242

 

-

Total

25.566

 

21.164

 

25.566

 

21.164

 

 

11.                Instrumentos Financeiros

 

Considerando determinação da Instrução CVM nº 235/95, a Companhia procedeu a uma avaliação dos seus ativos e passivos contábeis em relação aos valores de mercado, concluindo que estes estão adequadamente demonstrados em razão dos motivos que se seguem:

 

Financiamentos de Curto e Longo Prazos: O valor contábil foi determinado utilizando-se as taxas de juros pactuadas junto às instituições financeiras, as quais refletem o valor de mercado, consideradas as condições e natureza dessas operações e o porte da Companhia, dentre outros.

Os principais riscos de mercado que afetam o negócio da companhia podem ser assim enumerados:

 

Risco de Crédito: As vendas da empresa apresentam baixa concentração, não havendo clientes representando mais de 10% do faturamento líquido. A companhia possui uma política de crédito que estabelece limites e prazos, dentro dos padrões de liquidez, que são determinados por diversos instrumentos de rating. Além da diversificação no mercado interno, uma parcela representativa de produtos é destinada ao mercado externo, seguindo o mesmo procedimento de avaliação de risco.

 

Risco de Câmbio: A Companhia tem participação expressiva de exportações nas suas receitas, e em conseqüência supre suas necessidades de capital de giro através de linhas de financiamento atreladas às exportações, dado que estas apresentam taxas e condições mais  atraentes que as alternativas de financiamento de capital de giro em moeda local.

 

Risco de Preço: O setor químico brasileiro está altamente inserido no mercado globalizado, sendo os preços em geral fortemente influenciados pelas condições internacionais de oferta e demanda, com isso tanto nossos preços de vendas como nossas compras de matérias-primas, apresentam ciclos de altas praticamente simultâneos, preservando uma margem média que possibilita a sustentação do negócio.

 

 

 

 

 

 

Risco de Taxa de Juros: As captações são efetivadas com taxas de juros fixas, dentro de condições normais de mercado, e atualizadas e registradas pelo valor de liquidação na data do balanço.

 

 

12.            Imposto de Renda e Contribuição Social Diferidos

 

Em conformidade com a Deliberação CVM nº 273 e Instrução CVM nº 371, a companhia possui registrados no Realizável a Longo Prazo ativos fiscais diferidos  decorrentes de diferenças temporárias, no montante de R$ 7.244 mil.  O saldo dos créditos tributários e obrigações fiscais diferidas consolidadas (Imposto de Renda e Contribuição Social), em 31 de dezembro  de 2003 é representado por:

                              

 

 

 

Saldo Atual Consolidado (Dez/2003)

  Diferenças Temporárias, Representadas por: 

 

 

    Provisão para Devedores Duvidosos

 

336

    Provisão para Contingências Trabalhistas

 

302

    Provisão para Contingências Fiscais

 

2.616

    Ágio Amortizado

 

2.008

   Outras Provisões

 

1.982

Total

 

7.244

 

Expectativa de Realização dos Créditos Tributários

 

2004

1.043

2005

1.599

2006

2.187

2007 em diante

2.415

Total

7.244

 

Sobre os prejuízos fiscais compensáveis, no montante de R$ 122.058, a empresa não reconheceu os créditos fiscais correspondentes.

 

 

13.            Impostos e Contribuições  e Provisão para Contingências

 

A empresa está questionando nas esferas administrativa e judicial autos de infração relativos a tributos estaduais e federais, mantendo no Exigível a Longo Prazo provisões consideradas suficientes para cobrir eventuais perdas.

 

Em 1992, a companhia registrou no Realizável a Longo Prazo valores relativos ao diferencial de alíquota do FINSOCIAL no período de 1989 a 1992 com base na jurisprudência favorável do STF – Supremo Tribunal Federal, correspondentes a R$ 8.896 atualizados até dezembro de 2003.

 

A companhia compensou créditos decorrentes de ação judicial questionando a constitucionalidade dos decretos-lei 2445 e 2449 de 1988 que alteraram a forma de apuração do PIS, mantendo estas compensações provisionadas e devidamente atualizadas no seu Exigível a Longo Prazo, no montante de R$ 22.653 mil.

 

Em decorrência de  medidas judiciais questionando a legalidade da cobrança do diferencial de alíquota de 1% da COFINS e a constitucionalidade da CPMF e  do Salário Educação, a Companhia depositou judicialmente até o exercício findo em dezembro de 2003, o montante de R$ 17.163 mil relativos a estes tributos que estão integralmente provisionados no seu Exigível a Longo Prazo.

 

Quando da aquisição da Ciquine Companhia Petroquímica pela Elekeiroz S.A., em maio de 2002, a nova administração baseada nas diligências realizadas na adquirida, constituiu provisões destinadas a cobrir riscos fiscais, ambientais e trabalhistas. Estas provisões foram contabilizadas como resultados extraordinários e estão detalhadas na nota 18.

 

 

 

14.           Capital Social e Juros Sobre o Capital Próprio

 

a)       Capital Social

Em 31 de dezembro de 2003 o capital social autorizado é de 2.100.000.000  de ações escriturais, sendo 700.000.000  ordinárias e 1.400.000.000  preferenciais.

O capital subscrito e integralizado é de R$ 164.306 mil, dividido em 630.293.965 ações escriturais, sem valor nominal, sendo 290.638.065 ordinárias e 339.655.900  preferenciais sem direito a voto.

 

b)       Ações em Tesouraria

A empresa mantém 590.556 ações em tesouraria, equivalentes a 0,09% do total de ações emitidas, em decorrência de acionistas que exerceram seu direito de retirada nos processos de unificação das classes de ações preferenciais e incorporação.

 

c) Dividendos

 

As ações preferenciais, sem direito a voto, terão as seguintes características:

(a)     prioridade, em relação às ações ordinárias,  no recebimento do dividendo obrigatório;

(b)     dividendo, por ação preferencial, nunca inferior ao que for atribuído a cada ação ordinária;

(c)     participação nos aumentos de capital decorrentes de capitalização de reservas e lucros; 

(d)     prioridade, em relação às ações ordinárias, no reembolso do capital, sem prêmio, no caso de liquidação

da companhia;

(e)     direito de, em eventual alienação de controle, serem incluídas em oferta pública de aquisição de ações, de modo a que lhes assegure preço unitário igual a 80%  do valor pago por ação com direito a voto, integrante do bloco de controle; 

(f)      dividendo prioritário mínimo, anual e não cumulativo, de R$ 0,10  por mil ações, que será ajustado em caso de desdobramento ou grupamento.

 

Os acionistas têm direito de receber, como dividendo obrigatório, importância equivalente a 25% do lucro líquido apurado no mesmo exercício, ajustado pela diminuição ou acréscimo dos valores especificados nas letras “a” e “b” do inciso I do artigo 202 da Lei nº 6.404/76 e observados os incisos II e III do mesmo dispositivo legal.

 

               

Os dividendos foram calculados conforme segue:

 

 

R$ mil

 

 

Lucro Líquido do Exercício

30.576

(-) Reserva Legal (5%)

(1.529)

(=) Base de cálculo

29.047

Dividendo mínimo obrigatório (25%)

7.262

Dividendos Declarados no Exercício:

 

Juros sobre o Capital Próprio

11.020

(-) Imposto de Renda

(1.638)

(=) Remuneração Líquida no Ano

9.382

 

Conforme facultado pela legislação e previsão no estatuto da empresa, o valor referente aos Juros sobre o Capital Próprio, líquido do imposto de renda, está sendo imputado ao valor do dividendo obrigatório. O valor bruto dos juros sobre o capital próprio é de R$ 17,50 por lote de mil ações e o valor líquido dos mesmos equivale a 31% do lucro líquido do exercício.

 

 

15.           Plano de outorga de opções de ações e plano de previdência

 

Com o objetivo de integrar os administradores e funcionários no processo de desenvolvimento da sociedade a médio e longo prazo, a AGE realizada em 31de julho de 2003 deliberou instituir um plano de outorga de opções de ações, facultando aos mesmos participarem das valorizações que seu trabalho e dedicação trouxerem para as ações representativas do capital da companhia. O plano será administrado pelo Comitê de Opções Elekeiroz, composto por membros eleitos anualmente pelo Conselho de Administração. No encerramento destas demonstrações o referido plano ainda não havia produzido quaisquer efeitos a serem reconhecidos nas demonstrações da companhia.

 

 

 

 

A Elekeiroz S.A. é uma das patrocinadoras da Fundação Itaúsa Industrial, entidade fechada de previdência privada sem fins lucrativos e que tem por finalidade instituir e administrar planos privados de concessão de benefícios de pecúlios ou de renda complementares ou assemelhados aos da Previdência Social.  A todos os colaboradores da empresa é oferecida a participação em um plano de contribuição definida (Plano PAI-CD), que foi aprovado pela Secretaria de Previdência Complementar através do Ofício nº 1143/DAJUR/SPC de 20 de agosto de 2003. As adesões ao mesmo estão ainda no início e as contribuições da empresa somam no exercício R$ 5 mil. No plano em questão as patrocinadoras e os participantes contribuem para o custeio dos planos de benefícios em percentuais a serem periodicamente fixados, conforme o respectivo Regulamento. Pela natureza do plano não há risco atuarial e o risco dos investimentos é dos participantes do mesmo.

 

 

16.                 Incorporação da Elekeiroz S/A.

 

Os acionistas das antigas Ciquine Companhia Petroquímica e  Elekeiroz S.A., nas assembléias gerais realizadas em 31 de julho de 2003, aprovaram as reorganizações societárias, objeto dos fatos relevantes publicados em 27 de junho de 2003, e desta forma:

a)       As quatro classes de ações preferenciais da Ciquine (A, B, C, e D) foram agrupadas em uma única e nova classe (PN);

b)       A Elekeiroz foi incorporada à Ciquine;

c)       A incorporadora, por razões comerciais, alterou sua denominação para a da incorporada, passando a denominar-se Elekeiroz S.A.; e

d)       Os estatutos sociais da incorporadora foram adequados à sua nova realidade societária.

 

 

17.                Demonstrações Pró-forma

 

Em função da incorporação mencionada na nota 16, para possibilitar a comparação dos principais saldos, foram elaboradas demonstrações pró-forma, com as seguintes premissas:

Balanço Patrimonial: Demonstrações da Elekeiroz S.A (atual denominação da Ciquine Companhia Petroquímica) comparadas com as demonstrações consolidadas da extinta Elekeiroz S.A. (incorporada) de 2002.

Demonstração de Resultados: Resultados da incorporadora de 2003, acrescidos dos resultados da incorporada dos meses anteriores á incorporação, comparados com os resultados consolidados da Elekeiroz S.A. de 2002,  que contém os resultados da Ciquine Petroquímica de maio a dezembro.

 

 

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO PRÓ-FORMA PARA OS

 

EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2003 E 2002

 

( Valores expressos em milhares de Reais )

 

 

 

 

 

 

 

 

2003

 

2002

                                                                                                 

RECEITA BRUTA DE VENDAS

 

 

653.678

 

429.333

 

 

 

 

 

 

RECEITA LÍQUIDA DE VENDAS

 

 

541.579

 

355.307

 

 

 

 

 

 

LUCRO BRUTO

 

 

117.322

 

81.939

 

 

 

 

 

 

LUCRO OPERACIONAL ANTES DO RESULTADO FINANCEIRO, EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL E AMORTIZAÇÃO DE ÁGIO

 

 

67.980

 

50.660

 

 

 

 

 

 

LUCRO OPERACIONAL

 

 

52.395

 

44.666

 

 

 

 

 

 

LUCRO  LÍQUIDO DO EXERCÍCIO

 

 

37.187

 

37.033

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

BALANÇO PATRIMONIAL PRO-FORMA PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS

EM 31 DE DEZEMBRO DE 2003 E 2002

( Valores expressos em milhares de Reais )

 

 

2003

 

2002

 

 

2003

 

2002

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CIRCULANTE

184.191

 

154.214

 

CIRCULANTE

93.925

 

111.775

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Disponível/Aplicações

39.673

 

26.892

 

Fornecedores

16.635

 

20.360

Clientes

60.220

 

55.591

 

Obrigações com Pessoal

7.341

 

4.811

Estoques

51.184

 

48.034

 

Impostos e Contas a Pagar

27.945

 

24.730

Impostos a Compensar

27.215

 

18.981

 

Instituições Financeiras

30.052

 

47.990

Valores a Receber e Despesas

Antecipadas

5.899

 

4.716

 

Dividendos e Participações

11.952

 

13.884

 

 

 

 

 

 

 

 

 

REALIZÁVEL A LONGO PRAZO

40.254

 

32.191

 

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO

112.016

 

118.063

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Impostos Diferidos e a Recuperar

18.796

 

16.861

 

Instituições Financeiras

25.566

 

35.258

Depósitos Judiciais

19.590

 

14.023

 

Provisão Impostos e Contribuições

50.776

 

57.184

Depósitos Vinculados

1.868

 

1.307

 

Provisão para Contingências

35.674

 

25.621

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PERMANENTE

216.516

 

227.850

 

PATRIMÕNIO LIQUIDO

235.020

 

184.417

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Investimentos

3.656

 

4.217

 

Minoritários

 

 

2.718

Imobilizado

152.802

 

160.646

 

Capital Social

164.306

 

116.726

Diferido e Ágio a Amortizar

60.058

 

62.987

 

Reservas

70.714

 

64.973

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TOTAL DO ATIVO

440.961

 

414.255

 

TOTAL DO PASSIVO

440.961

 

414.255

 

 

18.                Resultados Extraordinários 2002

 

Ao adquirir o controle da companhia em maio de 2002, a atual administração procedeu a uma revisão de procedimentos contábeis, visando torná-los consistentes àqueles adotados pela empresa controladora. Deste processo, resultou uma série de ajustes, abaixo descritos, apresentados como resultados extraordinários na demonstração de resultados do exercício de forma a proporcionar comparabilidade ao longo do tempo.

 

 

 

 

R$

 

Provisão para contingências fiscais, ambientais e trabalhistas

27.254

 

Provisão para contingências ICMS

3.650

 

Provisão para contingências INSS

6.039

 

Baixas de Projetos descontinuados (Imobilizado e Diferido)

11.310

 

Baixa de Diferido – manutenções a amortizar

5.690

 

Provisão para Manutenção

9.697

 

Baixa correção monetária saldo credor ICMS

5.452

 

Provisão para desvalorização de investimentos

2.645

 

Outras baixas/provisões

4.242

 

Gastos com indenizações e processos judiciais

3.739

 

Total

79.718

 

 

Ricardo Garcia de Souza

Contador - CRC 1SP 185363/O-S “BA”

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